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Civismo?! O que é isso?!

Quinta-feira, 03.08.17

Ontem tive um fim de dia algo atribulado. Quando saí do trabalho, fui a uma estação de serviço para verificar a pressão dos pneus. Sigo as instruções mas o diabo do pneu em vez de encher, foi ficando cada vez mais vazio. Moral da história, a válvula estava fechada e então não estava a funcionar. Valeu-me a ajuda do funcionário da estação de serviço senão ainda lá estava. 

moto.jpg

 

Posto isto, lá vinha eu, calmamente, para casa. Há minha frente vinha um carro ligeiro e mais à frente um veículo pesado. Iamos a passar numa espécie de cruzamento. Surge uma mota que nos tenta ultrapassar. De repente, o condutor da mota despista-se, salta da mota e cai, de joelhos  no chão junto ao camião. Apanhei um susto daqueles. Num primeiro momento até pensei que tinha batido no camião. Obviamente tive que parar o carro. O motociclista conseguiu levantar-se e saiu do meu campo de visão. O camião também continuava parado. Todos os outros condutores começaram a ultrapassar e foram embora. Ninguém tentou ajudar, ninguém. Eu também pensei em seguir o meu caminho mas não fui capaz. Vesti o colete, deixei os 4 piscas ligados e fui ver se precisavam de ajuda. Fui eu que acabei por ligar para o 112. As outras pessoas continuaram a passar sem fazer qualquer menção de oferecer ajuda. Ninguém se pôs no lugar daquele homem. Só vim embora depois da chegada da ambulância. Foram rápidos tendo em conta que era hora de ponta e felizmente os ferimentos não pareciam graves. Só a minha fé na humanidade é que ficou ferida a sério.

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por Charneca em flor às 08:05

26 comentários

De Maria a 03.08.2017 às 08:42

Apetecia-me dar-te um abraço!
Obrigada pelo teu gesto. A maior parte das pessoas vê os motociclistas como terroristas. Tiveste uma atitude fantástica!

De Descontos a 03.08.2017 às 09:03

Já me aconteceu. Tive um acidente, espetei-me contra as barreiras de protecção, virei o carro e os restantes carros continuaram a passar. Era uma curva com ampla linha de margem, mas ninguém parou, nem para me perguntar se precisava de alguma coisa.
É surreal.

De Charneca em flor a 03.08.2017 às 13:24

Também já passei por essa situação. Foi mais um motivo para não virar a cara para o outro lado e ir embora.

De Triptofano! a 03.08.2017 às 09:21

Quanto menos problemas as pessoas colocarem nas suas "mochilas" melhor para elas mas depois a humanidade é igual a zero!
Por isso é que eu odeio mochilas e desgosto de muitas pessoas que por ai andam!

De Anónimo a 03.08.2017 às 10:11

Bom dia e obrigado em nome de todos os motares que têm orgulho de o ser e também de ajudarem quando nos depara-mos com situações delicadas

De Me a 03.08.2017 às 10:21

Cada um por si........é o que temos hoje em dia.

De Luís Ferreira a 03.08.2017 às 11:12

Como motociclista, um grande obrigado!

De Joao Miguel a 03.08.2017 às 11:46

Não assistir acidentados, não chamar uma ambulância, dá pena de prisão em Portugal.

De Charneca em flor a 03.08.2017 às 13:22


Bem visto. Se fossem fazer isso as prisões ainda estavam mais cheias. Não devia ser preciso isso, bastava as pessoas serem mais humanas.

De Dk a 03.08.2017 às 12:19

Como motociclista, um muito obrigado por ter parado e ajudado.
Deveria de ser o dever cívico de cada um, infelizmente não é o que se verifica, o egoísmo por norma prevalece. Felizmente ainda há boas pessoas, como você.

De Charneca em flor a 03.08.2017 às 13:21

Muito obrigada pelas suas palavras. Na adolescência perdi alguns amigos devido a acidentes de mota. De carro também já passei por situações em que precisei de ajuda e ninguém parou. As pessoas estão cada vez mais egoístas.

De FR a 03.08.2017 às 13:25

Faz muito tempo que deixei as motas porque sinto me um judeu entre nazis

De nada acontece por acaso a 03.08.2017 às 13:32

Também já passei por duas situações similares a essa. Uma delas com um senhor que ia à minha frente e caiu de mota (colocou o pneu num carril do eléctrico e não se conseguiu aguentar), outra um senhor já de alguma idade que ia a pé no passeio e nem sei muito bem como, lhe escorrega o pé no lancil e caiu meio no passeio meio na estrada. Nas duas situações fui a única pessoa que parou e se preocupou em auxiliar quem caiu e do senhor que ia a pé, ainda me deram uns valentes buzinões por ter parado o carro na estrada, quando não dava para parar em mais lado nenhum, mesmo tendo-me encostado o mais possível ao passeio.
Mas não me arrependo nada, pelo contrário, e voltarei a fazer o mesmo se necessário for.

De Sandra a 03.08.2017 às 13:56

Meu Deus é cada um por si!!!!!

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