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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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27
Nov14

Cante Alentejano, Património Imaterial da Humanidade

Charneca em flor

 

  

Ontem Portugal recebeu a notícia, aguardada, da eleição do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. As minhas raízes alentejanas exultaram. O povo alentejano é um povo sofredor e bem merecia esta distinção por ter sabido manter esta tradição. O Presidente da República, ao comentar esta distinção, dizia que o Cante Alentejano fazia lembrar as belas planícies alentejanas. Bem se vê que ele não compreende esta forma de cultura. Dizer que o Cante Alentejano faz lembrar as planícies alentejanas é redutor. O Cante Alentejano é a jorna de sol a sol de outros tempos, o trabalho duro do campo fizesse chuva ou sol, a solidão, o calor abrasador, as diculdades económicas e até a falta de emprego, a população envelhecida e as aldeias que vão morrendo dos dias de hoje. Esta distinção tem interesse, principalmente a nível turístico, mas o Alentejo, assim como todo o interior do país, precisa de mais do que palavras bonitas. O que Alentejo precisa é de mais vida, de pessoas, de investimento, de emprego, de escolas. O que o Alentejo precisa é que não o deixem morrer. 

 

 

 

26
Nov14

Que país é este?

Charneca em flor

As últimas semanas ou mesmo meses da nossa existência como país têm sido alucinantes. O maior e mais antigo banco português? Já não existe tendo sido foi dividido em banco bom e banco mau, coisa nunca antes vista. Uma das maiores empresas portuguesas? Quase implodida. Um surto infeccioso perfeitamente evitável se os empresários se preocupassem minimamente com o ambiente e com as pessoas ou se as autoridades fizessem o seu trabalho a nível da legislação e da fiscalização. Corrupção ao mais alto nível do Estado envolvente 1 chefe de uma força policial, o director do Instituto de Registos e Notariado e secretários gerais de 2 ministérios. E, agora, a detenção e posterior prisão preventiva de 1 ex-primeiro-ministro por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Que sistema político e legal é o nosso que permite que estas coisas aconteçam? O que me preocupa é que o que se descobriu até agora seja só uma ponta de iceberg. Que mais casos deste tipo estarão ainda por descobrir? Afinal o nosso super-juiz tem que ter alguma coisa para fazer nos próximos fins-de-semana.

19
Nov14

Lisboa, Menina e Moça

Charneca em flor

Ontem à tarde Carlos do Carmo recebeu o Grammy "Lifetime Achievement Award" pela sua carreira. Foi a primeira vez que este prémio foi atribuído a um português. A Rádio Comercial organizou-lhe uma homenagem muito especial, reuniu 35 artistas para cantarem cada um dos versos  de uma das canções mais conhecidas do fadista, Lisboa Menina e Moça. As vozes que cantam este poema de Ary Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo vão desde João Pedro Pais, Mafalda, Carlão, David Fonseca, Rita Redshoes, passando por Paulo de Carvalho ou Olavo Bilac e até Camané ou Mariza. Como se sabe, o Presidente da República não felicitou Carlos do Carmo pela atríbuíção deste prémio mas imagino que Carlos do Carmo nem precise desse reconhecimento porque os portugueses não deixam de se sentirem orgulhosos por este prémio.

 

 

No castelo, ponho um cotovelo - Cuca Roseta
Em Alfama, descanso o olhar - João Pedro Pais
E assim desfaz-se o novelo/De azul e mar - Miguel Ângelo
À ribeira encosto a cabeça - Marco Rodrigues
A almofada, na cama do Tejo - Héber Marques(HMB)
Com lençóis bordados à pressa - Luisa Sobral
Na cambraia de um beijo - Olavo Bilac
Lisboa menina e moça, menina - Boss AC
Da luz que meus olhos vêem tão pura - Mafalda Veiga
Teus seios são as colinas, varina - João Só
Pregão que me traz à porta, ternura - Rita Guerra
Cidade a ponto luz bordada - Paulo de Carvalho
Toalha à beira mar estendida - Rita Redshoes
Lisboa menina e moça, amada - Miguel Araújo
Cidade mulher da minha vida - Mikkel Solnado
No terreiro eu passo por ti - Carlão
Mas da graça eu vejo-te nua - Tiago Bettencourt
Quando um pombo te olha, sorri - David Fonseca
És mulher da rua - Pedro Tatanka (Black Mamba)
E no bairro mais alto do sonho - Ana Bacalhau
Ponho o fado que soube inventar - Marisa Liz
Aguardente de vida e medronho - Alexandra Valentim (Tambor)
Que me faz cantar - Nuno Guerreiro (Ala dos Namorados)
Lisboa menina e moça, menina - Camané
Da luz que meus olhos vêem tão pura - Carminho
Teus seios são as colinas, varina - Rui Reininho
Pregão que me traz à porta, ternura - Jorge Palma
Cidade a ponto luz bordada - Mafalda Arnauth
Toalha à beira mar estendida - Aurea
Lisboa menina e moça, amada - Paulo Gonzo
Cidade mulher da minha vida - Luís Represas
Lisboa no meu amor, deitada - Raquel Tavares
Cidade por minhas mãos despida - Miguel Gameiro
Lisboa Menina e Moça Amada- Mariza
Cidade mulher da nossa vida - Gil do Carmo

 

18
Nov14

Morreu o Sr. do Tempo

Charneca em flor

No tempo em que não havia internet nem aplicações para smartphone para sabermos se, no dia seguinte, ia chover ou fazer sol, era preciso esperar pelo fim do Telejornal para saber. E era este homem, Anthímio de Azevedo, que nos trazia essa preciosa informação. Com ele aprendemos o significado de altas pressões e baixas pressões ou porque é que o anti-ciclone dos Açores influencia a meteorologia no continente.  Anthímio de Azevedo deixou-nos e a meteorologia nacional está de luto. Era um comunicador nato e tinha um estilo muito próprio. A previsão meteorológica tinha muito mais piada nessa altura do que agora. O nosso maior meteorologista deve estar, neste momento, a dar umas lições de física do clima ao São Pedro. Veremos se eles se entendem bem.

09
Nov14

O surto é já ali

Charneca em flor

 

Desde sexta-feira que o país vive um invulgar surto da Doença do Legionário, uma infecção provocada pela bactéria Legionella pneumophila. Até agora, o surto está, praticamente, circunscrito a algumas freguesias do concelho de Vila Franca de Xira. Está a muito poucos quilómetros do meu local de trabalho e, apesar de eu não pertencer aos grupos de risco (fumadores, doentes com problemas respiratórios ou com alguma debilidade imunitária), o assunto preocupa-me. Ninguém gosta de ter uma doença potencialmente mortal à porta. As autoridades de saúde estão em campo para investigar a origem deste surto mas ainda devem demorar a apresentar resultados palpáveis. Muitas vezes nunca se chega a perceber a origem dos surtos. Na tarde de sexta-feira, quando se começou a ouvir falar do caso, a população entrou em pânico e invadiu as superfícies comerciais para comprar água engarrafada porque se suspeitava de algo transmitido pela ingestão de água. Felizmente veio-se a comprovar que o agente responsável pela infecção, apesar de existir na água, não se transmite pela ingestão de água mas sim por aspiração de gotículas de água infectada. Essas gotículas podem vir de aparelhos de ar condicionado, de piscinas, de repuxos ou dos chuveiros, por exemplo. A Direcção Geral de Saúde tem um microsite da Doença do Legionário onde presta todas as informações necessárias. Uma das coisas que diz ali é que esta é uma doença da civilização porque a existência de variadíssimos reservatórios artificiais de água onde a bactéria se pode manter, desenvolver e transmitir-se facilmente. Tem a sua lógica mas será que faz mesmo sentido que estas situações continuem a acontecer? Será que a água com que contactamos é verdadeiramente segura? Será que um dia vamos enfrentar uma doença transmitida pela ingestão de água e aí será muito mais dramático? 

Este surto também servirá para perceber se o Sistema Nacional de Saúde está preparado para lidar com situações complicadas. Esperemos que sim.

Aqui pode-se encontrar os anteriores surtos de Doença do Legionário no mundo. O maior de que há memória foi em Espanha, na cidade de Múrcia, e afectou cerca de 800 pessoas.

04
Nov14

Em casa de ferreiro

Charneca em flor

 

Hoje, ao fim da tarde, aproveitei por arrumar um dos meus armários, um daqueles onde se encafua tudo o que náo tem outro lugar. Uma das coisas que mandava para lá, sem ordem aparente, são os medicamentos. Cheguei à conclusão que trabalhar na farmácia faz-me comprar medicamentos "compulsivamente". Nem sei quantos xaropes, analgésicos e vitaminas iguais havia lá e fora da validade, ainda por cima. Tenho 2 sacos enormes para levar para a Valormed. Já não sei quando controlei os prazos de validade cá de casa. Não posso negar o velho ditado: "em casa de ferreiro, espeto de pau"

 

02
Nov14

Estou de ressaca

Charneca em flor

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Estou cada vez mais convencida que sou "workoolica". Quase todos os fins-de-semana tenho dor de cabeça o que acontece raramente quando estou a trabalhar. Só pode ser ressaca, pela falta do trabalho ou por falta do café que também bebo menos ao fim-de-semana. O melhor é ir beber um cafezinho e aproveitar o domingo. Bom domingo 😊

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