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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

26
Fev16

Visitas indesejáveis

Charneca em flor

 

Não sei se prestaram atenção mas houve uma jovem realizadora portuguesa que ganhou o Urso de Ouro em Berlim, no passado fim-de-seman, com uma curta-metragem que aborda a xenofobia contra as pessoas de etnia cigana.

Quantas vezes olho com desconfiança para pessoas dessa etnia quando entram na farmácia onde trabalho. Na maioria das vezes sinto-me culpada por essa desconfiança. Não me parece bem que generalize, para mim há pessoas boas e más de todas as etnias, religiões ou profissões. No entanto, já tivemos muito mais problemas com pessoas de etnia cigana do que com pessoas de qualquer outra etnia. Ontem voltou a acontecer manchando um dia que estava a correr muito bem. Nenhuma das colegas que estavam a atender se apercebeu do que aconteceu. Quando demos por falta dos artigos e fomos tentar perceber o que é que tinha acontecido, pelas imagens da câmara de vigilância, ficámos abismadas. O roubo já devia ter sido estudado anteriormente. Foi tudo muito bem feito e relativamente rápido. Até utilizaram uma criança para vigiar. Fico danada com estas coisas. Esforçamo-nos para que as coisas corram bem, para prestar um bom serviço, damos o nosso melhor e vêm uns fulanos e "limpam" dezenas de euros. Enquanto estas situações se perpetuarem é difícil acabar com a xenofobia contra estes indivíduos.

24
Fev16

Corzinha de Verão, Deolinda

Charneca em flor

Este blogue tem andado um pouco mórbido por isso aqui fica este vídeo para animar o dia. Uma música para nos aquecer nestes próximos dias que se adivinham frios.

"Corzonha de Verão' faz parte do mais recente trabalho dos Deolinda, "Outras histórias". E que bem que os Deolinda contam histórias. O grupo inicia a digressão do "Outras histórias" na próxima sexta-feira em Vila Nova de Famalicão. E a quem é que nunca aconteceu isto:

 

Porque é que o sol nunca brilha quando fico de férias

Fins de semana, ou nos meus dias de folga

Eu passo os dias a ver pessoas em fatos de banho

Calções e havaianas e eu sempre de camisola

 

 

22
Fev16

Adeus, Dona P.

Charneca em flor

 Uma das piores consequências do passar dos anos é que vamos vendo partir pessoas que fazem parte das nossas memórias. Foi o que aconteceu ontem. Recebi a notícia da morte da mãe de uma das minhas amigas da faculdade. Uma mulher divertida e cheia de vida é a imagem que eu guardo dela. Muitas vezes me recebeu na sua casa já que ficava lá, algumas vezes, quando dormia em Lisboa. E recebia-me sempre, a mim e às outras colegas do grupo, com muita alegria. A sua gargalhada é inesquecível. Fazia um casal giríssimo com o pai da minha amiga, ela muito faladora e animada e ele sempre muito calmo e tranquilo. Como havia outra colega com o mesmo nome que eu, ela chamava-me "a S. das belas pernas" (há 20 anos era verdade!) porque eu usava muitas saias curtas. 

Depois de terminarmos a faculdade, ainda nos fomos cruzando, nos casamentos, baptizados e aniversários. Era possível ficar séria ao pé dela, era a alma da festa e da brincadeira. A bebida preferida da Dona P. era um bom e fresco vinho branco que ela bebia sempre. Nessas alturas, quando o  vinho branco passava um bocadinho da conta, dizia outra frase muito típica: "Nunca viste uma preta bêbeda, pois não?" só para provocar as nossas gargalhadas. 

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A Dona P. partiu mas eu ergo um copo de vinho branco bem gelado em honra dela. A melhor maneira de a homenagear é com alegria e não com lágrimas. Um dia, ainda vou conhecer a sua terra, São Tomé e Princípe.

Espero que Deus a tenha recebido de braços abertos e que, neste momento, a Dona P. tenha posto o paraíso a rir à gargalhada.

20
Fev16

Mais uma vida interrompida

Charneca em flor

A semana não acabou sem mais um caso trágico envolvendo uma criança. Na madrugada de sexta-feira, uma menina de 5 anos caiu do 21o andar da Torre de São Gabriel, uma das torres de apartamentos de luxo localizada perto do Centro Comercial Vasco da Gama no Parque de Nações. Os pais são de nacionalidade chinesa, detentores de Visto Gold, e deixaram a criança a dormir, sozinha, para irem ao casino. Um caso que faz lembrar o que aconteceu em 2007 com Maddie McCann. 

Será que a diferença cultural justifica a irresponsabilidade dos pais nestes 2 casos? A obrigação dos pais, sejam de que cultura forem, é proteger os filhos. Uma casa tem que ser um lugar seguro para qualquer criança. Tem que se pensar em todos os potenciais pontos críticos e que podem contituir perigo para as crianças. Para além disso, é muito provável que uma criança de 5 anos acorde e se levante da cama ficando assustada por se ver sozinha em casa podendo acontecer qualquer tipo de acidente. Aonde é que estes pais estavam com a cabeça? As autoridades parecem querer fazer deste caso, um exemplo. Ao que tudo indica, serão indiciados pelos crimes de exposição ou abandono. Seja qual for a punição que eles possam sofrer, o maior castigo será viver, para sempre, com a dor terem sido os causadores, ainda que involuntários, da morte desta pobre criança.

 

P.S. - Não me recordo nada de o casal McCann ter sido indiciado por estes crimes de exposição ou de abandono. Porque será?

18
Fev16

Desespero, morte, vidas interrompidas

Charneca em flor

Publico_Porto-20160217.jpg

 

No início desta semana, aconteceu mais uma tragédia envolvendo crianças. Ao que tudo indica, uma mulher ter-se-á atirado ao rio com as 2 filhas. A mulher acabou por sair da água em desespero gritando que as filhas estavam na água. A mais nova foi retirada da água e foi sujeita a manobras de reanimação mas sem sucesso. No momento em que escrevo este post, ainda não tinha sido encontrado o corpo da mais velhinha. 

Ao longo da semana foram-se percebendo mais pormenores. A família já estava sinalizada na CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) e havia um processo de investigação, desde Novembro, por suspeita de violência doméstica e abuso sexual por parte do pai das crianças.

Estas situações de crianças sinalizadas pela CPCJ e que acabam em desgraça já são recorrentes. Os processos são demorados e, muitas vezes, não se resolvem em tempo útil. A comunicação social, e consequentemente, a opinião pública culpa a inoperância do Estado por estes acontecimentos. E, na verdade, fica sempre a suspeita de que as autoridades não fizeram tudo o que podiam ter feito por estas crianças. E um Estado que não consegue defender os mais indefesos é um Estado com problemas de funcionamento. No entanto, toda a sociedade pode ser responsabilizada. Será que os restantes familiares, os amigos, as pessoas que rodeavam esta família fizeram tudo o que podiam?! Quantas vezes é que nós viramos a cara para o lado para fazer de conta que não vemos situações de violência doméstica?! Passamos os dias a olhar para o nosso umbigo e não vemos o que se passa à nossa volta. Não olhamos os outros nos olhos. Será que ninguém percebeu que esta mulher estava desesperada e perturbada? Esta mulher não encontrou ajuda quando a procurou ao fazer queixa do ex-companheiro e isso levou ao desespero. Só uma mãe muito perturbada e sem soluções é que comete um acto destes, caminhar para a morte e levar as pobres crianças com ela. Ela sobreviveu mas, imagino, que nestes últimos dias ela desejou, mais do que nunca, morrer.

14
Fev16

Dia dos namorados, sim ou não?!

Charneca em flor

A idade tem a vantagem de nos dar a maturidade necessária para aprendermos a relativizar os acontecimentos da vida. Tempos houve em que o Dia de São Valentim era sinónimo de uma grande neura porque não tinha namorado para comemorar este dia. Não fui namoradeira na minha adolescência. Nessa altura dava uma grande importância ao Dia dos Namorados. Mais tarde, com o que me foi acontecendo, cheguei a comemorá-lo com pompa e circunstância recebendo flores e comprando peluches ridículos. E até fui jantar com uma amiga numa espécie de Não ao Dia de São Valentim já que na altura estavamos, as duas, solteiras. Hoje, aos 41, já não dou grande importância a esta comemoração anglo-saxónica e marcadamente comercial. Com o namorido já temos ido jantar fora mas já não me importo se a data passar em branco. As relações têm que se alimentar todos os dias e não só nos dias marcados. É mais giro quando ele me apanha flores silvestres ou idealiza um piquenique perto da praia como aconteceu há umas semanas  do que levar-me a jantar a um sítio qualquer cheios de casais e com os preços inflacionados por ser Dia de São Valentim. 

Hoje até está um dia muito bom para ficar em casa, abraçadinhos e debaixo de uma manta. Com uma bebida quente...

Seja como for, estajam sozinhas(os) ou acompanhadas(os), comemorem ou não este Dia de São Valentim, tenham um óptimo domingo e sejam felizes.

13
Fev16

Carnaval no norte

Charneca em flor

Olá, olá. O tablet está, finalmente, recuperado do "amoque" (palavra gira) que teve. Assim posso partilhar um pouco da minha aventura do passado fim-de-semana pelo norte do país. Tenho feito mais viagens para outros países em detrimento de viagens por Portugal. E o nosso país tem recantos bem bonitos. O destino escolhido foi o Parque Natural da Peneda-Gêres e arredores. Já tinha andado por alguns destes locais há muitos anos mas durante muito pouco tempo. Agora foi uma visita com tempo embora com muito má meteorologia. A chuva e o vento foram uma constante. Mas mesmo assim deu para relaxar e descansar. Digam lá se não é relaxante acordar, num domingo de manhã, com esta paisagem

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 Vilar da Veiga

Um elemento dominante da paisagem no Gêres é a água. A água brota por todo o lado. Parece que saí água de todas as pedras. Absolutamente fantástico

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 Rio Homem

Também houve oportunidade de visitar outros locais como, por exemplo, o Castelo de Póvoa do Lanhoso onde, segundo a tradição, D. Afonso Henriques prendeu a mãe (versão desmentida pelos historiadores)

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Ao fim do dia, no aconchego quente do quarto, aproveitei para pôr a leitura em dia.

No dia de regresso, ainda houve tempo para espreitar o típico Carnaval de Lazarim, verdadeiramente português.

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Aqui descobrem mais imagens desta viagem.

 

01
Fev16

Momentos do meu fim-de-semana

Charneca em flor

Para começar bem a segunda-feira nada melhor que recordar o fim-de-semana que passou

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 Sábado à tarde: Passeio pelo campo e flores silvestres apanhadas pelo namorido

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Domingo à hora de almoço: Após um piquenique, caminhada pelo passadiço de Salir do Porto com os olhos postos na concha de S. Martinho do Porto

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 Domingo à hora do almoço: Surpreendente ondulação à entrada da baía de S. Martinho do Porto

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 Domingo à noite: Estrear o presente de Natal do namorido, suporte de lenha para a lareira

 

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Domingo à noite: Pão caseiro para o pequeno-almoço (e estava bem bom!)

 

 

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