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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

12
Out16

Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Charneca em flor

Hoje vai ser apresentado e discutido um projecto de resolução que sugere transformar a Estrada Nacional 2 num percurso turístico de Faro a Chaves. A Estrada Nacional é a estrada mais longa do país, e mesmo da Europa, medindo 738,5 km. Atravessa o país de norte a sul pelo interior passando por 7 regiões, 11 distritos, 32 municípios, 4 serras e 11 rios. 

Para além desta iniciativa que partiu de 2 deputados, existe também um projecto turístico dos municípios que são atravessados pela EN2. Os municípios pretendem constituir uma associação, que será legalizada brevemente, para trabalhar na transformação dessa estrada num percurso turístico. Tem sido feito um levantamento das condições da estrada, do estado dos marcos graníticos, do património arquitectónico envolvente bem como do património natural, por exemplo.

Um dos autarcas mobilizadores deste projecto é o presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, Luís Machado. Segundo ele, este projecto reveste-se de grande importância na medida em que “pode ajudar a criar riqueza, divulgar o património e a paisagem e contribuir para o desenvolvimento de vários concelhos”.

As auto-estradas e as vias rápidas permitem-nos chegar mais rapidamente aos locais mas perdemos a oportunidade de conhecer os sítios mais pitorescos e mais recôndidos do nosso país.

Porque percorrer esta estrada e parando para conhecer as terras por onde passamos? Fica a sugestão.

Se tudo correr bem podemos ter a nossa "própria" Route 66 e atrair turistas nacionais e estrangeiros para este belo percurso.

 

Mais informações aqui ou aqui

11
Out16

Festa nas ilhas Faroé

Charneca em flor

A Selecção Portuguesa de Futebol soma e segue neste longo caminho até ao Mundial de 2018 na Rússia. Só é pena termos perdido o primeiro jogo com a Suíça. O jogo foi demasiado cedo, ainda se fazia o rescaldo da conquista do Euro. Vamos ver o que acontece. No jogo de ontem houve um acontecimento que me impressionou. Não,não foram os 6 golos de Portugal nem tão pouco o hat-trick do jovem jogador do FCP, André Silva. Tanto uma coisa como outra são dignas de nota. O que me impressionou verdadeiramente foi a festa dos adeptos das Ilhas Faroé (como será que se chamam os habitantes das ilhas Faroé?!). Tinha a televisão ligada, ia ouvindo e de vez em quando olhava para lá. À medida que o jogo ia avançando e que o resultado era cada vez mais favorável a Portugal, os adeptos das Ilha Faroé continuavam a fazer a festa e cada vez com mais entusiasmo. Cantavam, tocavam música e dançavam. Faziam lembrar os cânticos dos islandeses no último Euro. Captei estas imagens já quase no fim. As ilhas Faroé perdiam por 0-4 mas os adeptos cantavam e pulavam. Pareciam felizes apesar do resultado.

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Alguma vez isto aconteceria se a situação fosse inversa?! Nunca na vida. 

Engraçada, esta gente do Norte. Não admira que os seus vizinhos da Islândia e da Dinamarca sejam classificados com um elevado índice de felicidade entre os  vários países estudados.

 

Nota: As ilhas Faroé são um território independente da Dinamarca e situam-se entre a Escócia e a Islândia, 

 

10
Out16

De táxi ou de uber?!

Charneca em flor

No momento em que escrevo ainda não se sabe que resultado terá a manifestação de taxistas marcada para hoje. São esperados 6000 taxistas de o país que se vão concentrar pelas 7 h da manhã no Parque das Nações. Daí seguirão para a Assembleia da República. A polícia pretende que os táxis fiquem estacionados na Avenida 24 de Julho de modo a não levarem os automóveis para São Bento. O interessante é que a dita avenida está em obras. Será que cabem lá 6000 veículos? E será que todos acatarão as ordens policiais? Basicamente, será o caos em Lisboa.

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Não vou tomar partidos. Nunca usei a Uber e já não ando de táxi há muito tempo. Na minha opinião, é melhor haver legislação, mesmo que não seja a ideal, do que não haver legislação nenhuma. Seria melhor que a lei proporcionasse as mesmas oportunidades a ambos os negócios mas já se sabe que nem sempre é assim. Ninguém gosta de concorrência mas temos que a aceitar. A concorrência existe em todas as áreas e, regra geral, é benéfica para o consumidor. Por exemplo, na minha área aqui há uns anos também sofremos com a entrada de outros "players" quando apareceram as parafarmácias e, pior ainda, quando começaram a poder comercializar medicamentos não sujeitos a receita médica. E o que é que fizemos? Desatámos à pedrada às parafarmácias? Insultamos ou agredimos as pessoas que lá trabalham? Nada disso. Tivemos que nos adaptar. Adequamos os preços à nova realidade, esforçamo-nos por prestar o melhor serviço possível e lá vamos seguindo em frente. O caminho nem sempre é fácil mas a violência nunca é a resposta. E algumas das atitudes dos taxistas têm sido muito violentas. Quanto a mim seria muito mais proveitoso utilizarem tanta energia para se reinventarem, para prestar um melhor serviço e mais eficiente aos clientes. A concorrência não vai desaparecer, se não forem estes serão outros. Tal como na natureza, aquele que tiver maior capacidade de adaptação é que vai sobreviver.

05
Out16

E se fossemos andar na "La Bicicleta" com o Carlos Vives e a Shakira?

Charneca em flor

Esta música tem andado na minha cabeça desde o fim-de-semana. Hoje está aqui para vos alegrar este feriado que, em boa hora, regressou. É tão bom uma pausa a meio da semana. Este vídeo também pode ser o mote para uma actividade para este dia de lazer. Subam para a bicicleta e dêem um passeio pelo campo. Ou então, se não quiserem ficar com uma valente dor no traseiro, façam uma caminhada. Se bem que a firmeza dos tecidos que pedalar confere pode compensar, em larga medida, a dor no traseiro. 

Seja como for, aproveitem este dia de Implantação da República da melhor maneira possível. Com esta música de fundo será um dia bem divertido e cheio de energia.

04
Out16

Com lentes cor de rosa

Charneca em flor

Aqui há dias um antigo colega da escola publicou 2 fotografias da nossa turma do 9º ano. Foi muito giro e emocionante descobrir aquelas imagens com quase 28 anos. Nem me lembrava que existiam nem tão pouco me recordava daquela ocasião ter acontecido. Alguns colegas já nem sei como se chamam e da professora também não me lembro do nome. Lembro-me bem dela já que foi minha professora em 2 anos seguidos, lembro-me da interacção com ela, lembro de que tipo de pessoa era, lembro de ir jantar à casa dela com outros colegas, lembro-me de tudo mas o nome está escondido nos recantos da minha memória. No entanto, a alcunha dela é inesquecível "A sargento". Impressionantes as partidas que a memória nos prega. O nono foi um ano lectivo muito particular. Foi o pior ano da minha vida porque perdi o meu pai logo na primeira semana (dia 9 completam-se 28 anos sobre esse acontecimento marcante e preponderante). A revolta que senti, a pergunta "porquê a mim?" repetida tantas vezes, somada à adolescência tornaram esse ano muito negro. Ainda por cima a turma era nova, tinha deixado as minhas melhores amigas dos anos anteriores. Valeu-me, apesar de tudo, o poder das novas amizades, principalmente a de uma outra rapariga que perdera a mãe uns anos antes. Essa pessoa faz parte da minha vida até hoje mesmo que, agora, nos encontremos muito pouco. Também foi no nono que eu aprendi a ser mais humilde. Até essa altura estava convencida que era muito boa aluna, a melhor. E fui nas turmas anteriores mas esta turma era muito mais equilibrada e havia outro aluno melhor do que eu. Foi o meu maior rival. Enquanto encarei os testes com esse sentimento de rivalidade, os resultados nem sempre foram os que eu queria. A dada altura aceitei a realidade e comecei a estudar para dar o meu melhor. Assim correu tudo de maneira diferente. Umas vezes o melhor era ele, outras vezes era eu.

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Aquela publicação trouxe-me inúmeras recordações. Fui ler o meu antigo diário, lembrei-me das paixões "assolapadas" e platónicas dessa altura, lembrei-me dos sonhos e da ingenuidade com que eu olhava a vida... com lentes cor de rosa. Porque, apesar da morte do meu pai, eu continuei a ter uma visão cor de rosa do mundo. A publicação do PF fez-me olhar para dentro e perguntar-me onde está essa miúda sonhadora e ingénua. Ainda faz parte de mim? Ainda a guardo cá dentro ou perdi-a pelo caminho?

03
Out16

A esquizofrenia do Outono

Charneca em flor

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Esta altura do ano é sempre curiosa. Já não é bem Verão, embora esteja calor, mas ainda não é Inverno. O calendário diz que estamos no Outono. Já cheira a castanhas assadas, até já as vi mas, ao mesmo tempo, ainda apetece um belo gelado. Ontem à tarde dei um passeio à beira-mar e, entre o fumo que os vendedores de castanhas já faziam, muita gente saboreava gelados. Com a roupa e os sapatos é a mesma coisa. Vê-se de tudo, calções, alças, sandálias por um lado e começam a aparecer camisas, casacos e até botas (juro que já vi). Há uma certa esquizofrenia na maneira de vestir. Sempre que estamos nestas estações intermédias é isto. 

Eu, para ser franca, já estou farta do calor. Anseio pelas temperaturas amenas. Estes dias de elevada temperatura e baixa humidade, com o aparelho de ar condicionado sempre a bombar, desencadearam-me uma terrível alergia. Este fim-de-semana já estive melhor, felizmente. São Pedro, para mim pode mandar temperaturas amenas, se faz favor.

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