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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

24
Jul19

Há coisas que eu não entendo

Charneca em flor

Ainda gostava de saber porque é que os governantes, quando visitam os concelhos que tiveram incêndios, aparecem com o colete da Protecção Civil.

ECABRITA.jpg

Eduardo Cabrita, Ministro da Administração Interna 

Alguém acredita que vão fazer trabalho de campo?! Felizmente que, devido às conclusões  sobre os fogos de 2017, já só vão às zonas afectadas quando se chega à fase de rescaldo. Na verdade, se Presidente da República, Primeiro-Ministro e Ministros forem a correr para as zonas de incêndios logo no primeiro minuto, atrapalham mais do que ajudam. Isso só serviria para aparecerem nos meios de comunicação social. Sempre era mais um motivo de reportagem. 

 

23
Jul19

Gosto de dar sem que me peçam

Charneca em flor

A proprietária da farmácia onde trabalho decidiu fazer uns sacos reutilizáveis bem bonitos, por sinal. Os sacos são branquinhos e têm o logotipo da farmácia em verde claro. A ideia dela é reduzir a utilização de sacos plásticos ou mesmo de sacos de papel que só serviam para ir para o lixo ou para a reciclagem, na melhor das hipóteses. Sendo assim, ela teve a iniciativa de comprar os tais sacos por motivos ambientais. E claro que também é uma forma de fazer publidade. Começamos a distribui-los, maioritariamente, pelos utentes habituais para controlarmos melhor se oferecemos 1 para cada pessoa/agregado familiar de modo a chegar, se possível, à totalidade dos utentes. O saco é distribuído com a explicação das razões ambientais que nos movem, ou seja, pedimos aos utentes que se comprometam a trazer os sacos quando vierem à farmácia. Até aqui tudo bem. Tenho todo o gosto em fazer esta oferta em nome da farmácia. Já há uma boa parte dos utentes que honram o compromisso e é uma alegria quando vemos que já vêm com o saquinho.

No entanto, há atitudes que me aborrecem mas que acontecem sempre que estamos a oferecer seja o que for:

  1. Pessoas que vêm pouco à "nossa" farmácia e que entram, de propósito, para pedir "um saquinho daqueles"
  2. Quando até iamos dar o saco mas ainda não tinhamos acabado o atendimento e a pessoa já está a dizer: "E a mim não me dá um saco dos vossos?"

Detesto quando as pessoas pedem, pedem, pedem. Tenho todo o gosto em oferecer sem as pessoas estarem já a contar com isso. É como fazer desconto a um delegado comercial, por exemplo. A proprietária dá-me liberdade para isso e, às vezes, acontece os delegados fazerem compras aqui na farmácia. Quando são pessoas com as quais temos boas relações, eu acho que deve ser valorizado o facto de, visitando tantas farmácias, optarem pela nossa para fazerem compras. Sendo assim, tenho o hábito de fazer um pequeno desconto. Quando há um delegado que me pede desconto, fica logo marcado. Nunca mais olho para a pessoa da mesma maneira. Detesto!

22
Jul19

Actualização do Diário da Gratidão

Charneca em flor

Tenho-me esquecido de publicar o diário da gratidão o que não quer dizer que não haja, todos os dias, motivos para me sentir grata. Assim vou tentar resumir a semana que passou:

#196 - Estou grata por ter uma vida tão cheia que me impede de passar por aqui mais vezes. É preferível ter uma vida preenchida do que me sentir vazia.

#197 - Eternamente grata pela ajuda que a minha mãe me dá com a roupa. 

#198 - Já falta menos de 1 mês para ir de férias 

#199 - Grata pela excelente caldeirada que comi no domingo.

#200 - Grata por todas as vezes em que cheguei a casa e tinha o jantar à espera.

#201- Grata porque já há uns dias que consigo chegar a horas ao trabalho.

#202 - Grata pelo duplo destaque do post sobre os incêndios. Só é pena que seja um assunto tão triste.

#203 - Grata pela simpatia dos meus leitores habituais. Por eles, vale a pena continuar.

#204 - Grata pela boa disposição dos patrões e pela excelente notícia que receberam .

 

21
Jul19

Incêndios voltam ao centro do país

Charneca em flor

É muito triste voltar a ver imagens de incêndios na zona centro do país. Gosto muito daquela zona e, infelizmente, a zona centro tem sido muito fustigada por este flagelo. Já fui várias vezes àquela região e fico muito triste com as imagens que nos chegam através da comunicação social. Aliás, por estes dias, faz 2 anos que estive nos concelhos de Mação, Vila de Rei e Proença-a-Nova. Quando voltava do fim-de-semana que lá passei, depois de ter estado na Praia Fluvial de Fernandaires (Ferreira do Zêzere), "vi" o início do tal fogo que afectou Mação em 2017.

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Incêndio em Julho de 2017. Começou no concelho da Sertã e avançou até ao concelho de Mação 

Continuo a ter que perguntar "Como é possível que estes incêndios continuem a acontecer e a progredir com tanta rapidez?!" Até quando é que vamos continuar a ver o que temos de melhor a arder? Quantos mais portugueses terão que sofrer com estas situações? Quantos mais terão que perder o que construiram com esforço?

E para quando penas pesadas para os incendiários?

De ano para ano, fazem-se estudos, relatórios e promessas mas parece que continuamos a não aprender nada com o passado.

21
Jul19

Foto 29/52

Charneca em flor

No passado domingo fomos assistir ao fim do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras, mais conhecido por Troféu Joaquim Agostinho. Trata-se de uma mítica prova de ciclismo até porque o maior ciclista português de todos os tempos, Joaquim Agostinho, era desta zona. A prova termina com a subida à Serra de Montejunto, serve de pretexto para as pessoas se encontrarem por ali e conviverem. Foi nesse contexto que tirei esta foto

IMG_20190714_161712.jpg

Aquele senhor escolheu aquele lugar solitário para esperar pelos ciclistas. Parece que está sozinho no mundo, não é? Mas, na verdade, à distância de alguns metros estavam algumas dezenas de pessoas. Afinal, uma imagem pode ser enganadora .

 

P.S - Para os leitores mais novos importa explicar que Joaquim Agostinho foi um grande ciclista que faleceu devido a uma queda na Volta ao Algarve de 1984. Nesse tempo, o uso do capacete não era obrigatório e o ciclista caiu quando um cão se atravessou à sua frente. Consegui acabar a etapa mas teve que recorrer ao hospital, embora contra a sua vontade. Verificou-se que tinha sofrido um traumatismo craniano. No Algarve não havia neurocirurgia e não havia helicópteros para o transporte de doentes por isso os 300 kms até Lisboa foram feitos de ambulância. Uma série de circunstâncias infelizes que conduziram ao seu falecimento depois de 10 dias em coma. 

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Joaquim Agostinho ingressou no Ciclismo do Sporting já com 25 anos. Hoje em dia, os grandes ciclistas começam muito mais cedo. Mesmo assim, conseguiu ganhar 3 vezes a Volta a Portugal, ficou em 2o lugar na Vuelta (Espanha), depois de vários dias com a camisola amarela, e também conquistou 2 vezes, o 3o lugar no Tour de France. Aliás, no Tour, conseguiu vencer a mítica etapa que termina no Alpe d' Huez.

20
Jul19

Man on the Moon

Charneca em flor

"Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a Humanidade" foi com estas palavras que Neil Amstrong marcou os seus primeiros passos em solo lunar. Hoje passam 50 anos sobre esse dia em que o mundo parou para assistir, em directo, a um acontecimento único na História da Humanidade. Há quem diga que o mundo nunca mais foi o mesmo. 

Os 2 astronautas estiveram cerca de 2 horas em solo lunar. Tiraram fotografias, recolheram amostras, colocaram 1 placa comemorativa do acontecimento, como a ilustrada na imagem

Placa Apollo 17.jpg

E deixaram uma bandeira americana

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De entre as mais de 400 mil pessoas que colaboraram para que Missão Apollo fosse um sucesso, também se encontrava uma presença portuguesa. O seu trabalho parece insignificante mas foi muito importante simbolicamente. Maria Isilda Ribeiro costurou a bandeira 🇺🇸que os astronautas deixaram na Lua. Esta portuguesa, natural de uma aldeia de Vagos, trabalhava na mais antiga fábrica de bandeiras do mundo, a Annin & Company, em Roseland, Nova Jersey. Segundo ela, foi também um português que estampou a bandeira. Realmente, há portugueses em todo o lado .

 

 

19
Jul19

Conversa de cabeleireira

Charneca em flor

Um dia destes fui à cabeleireira ao fim da tarde. O dono do salão comentava sobre a preparação do casamento da filha. E foi-se falando de casamentos. Como as conversas são como as cerejas, a pessoa que me estava a arranjar o cabelo contou-me que se tinha separado recentemente. Não sei porque é que ela começou a fazer confidências porque até nem nos conhecemos assim tão bem. Começou a falar de um "amigo" muito íntimo que é casado. Nunca fui a outra e tenho muita dificuldade em aceitar estas situações. A Raquel* está convencida que o tal amigo, casado há 20 anos, não se dá bem com a mulher há muito tempo mas que não se separa por causa da estabilidade do filho... que tem 19 anos. Raquel, Raquel como é que caiste nessa história? Isso é uma desculpa clássica de um fulano que quer dar umas voltinhas contigo e que não tem a mínima intenção da mulher. Como é que uma mulher ainda cai nesta cantiga do bandido?! Como é que podes acreditar que o homem não se separa por causa de um filho de 19 anos?! 

Mara-clipe-1.bmp

Nunca conseguirei entender como é que há mulheres que se sujeitam a estas situações. A ser a outra, a amante, o vértice de um triângulo amoroso Qual é o interesse? Há alguém que me explique?

*nome fictício

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