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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

29
Jun20

Sinais de Primavera neste início de Verão

Charneca em flor

O bairro onde vivo tem algumas zonas verdes. As árvores cresceram imenso. Uma dessas árvores está mesmo em frente à janela do meu escritório/biblioteca*. Um dia destes, enquanto estendia a roupa numa das varandas reparei num pássaro que voava de encontro aos estores da janela do escritório que são abertas muito raramente. Achei estranho. E mais estranho achei quando comecei a ouvir passarinhos a piar do lado de dentro de casa. A cena repetiu-se. Pensei que talvez lá estivesse um pássaro preso mas não sabia como agir porque tive medo de abrir os estores e magoar o pássaro. Até que um dia destes vi, novamente um pássaro ali de roda. Reparei que tinha algo no bico e que os piados que se ouviam eram cada vez mais intensos. De repente, o pássaro ( presumo que fosse a mãe dos passarinhos) consegui entrar na caixa dos estores porque há um grande espaço entre a parede e os mesmos. Mais tarde, vi o mesmo pássaro a esvoaçar por ali e os piados moderaram-se.

E o que é que eu concluí? Que tenho uma família de passaritos a viver na caixa dos estores. Faço o quê, agora?! 

Já agora, questiono: como uma árvore tão grande mesmo em frente, porque carga de água é que os papás alados se lembraram de fazer o ninho no meu espaço? Amiguinhos, a vossa liberdade termina onde começa a minha. Vamos lá a ter tento nessas pequenas cabeças e vão à vossa vida.

 

*o nome é pomposo mas o aspecto é o de uma divisão muito desarrumada.

 

 

 

 

28
Jun20

Concierto para el bioceno

Charneca em flor

A Ópera de Barcelona reabriu, no passado dia 22 de Junho, para o primeiro concerto depois do levantamento do estado de emergência em Espanha. No entanto, o concerto teve uma audiência muito especial, 2300 plantas de interior.

Segundo o produtor-executivo, Eugenio Ampudio, este insólito concerto “Reflete o absurdo da condição humana nesta era, que privou as pessoas da sua posição de espetadores. A natureza avançou para ocupar os espaços que tínhamos como garantidos (...) Mas, para ampliar a nossa empatia com o mundo que nos rodeia, abrimos as portas deste grande teatro, convidando a natureza a entrar"

A peça executada pelo quarteto de cordas foi "Chrysanthemum" de Puccini. A escolha deveu-se ao tom triste da peça em questão. Também não deve ser alheio o facto de ter o nome de uma flor, Crisântemo. Em Portugal, esta flor é utilizada para honrar a memória dos falecidos na altura do Dia de Finados. 

Depois do concerto, as plantas foram doadas a profissionais de saúde que estiveram na linha da frente do combate ao coronavírus. E devem ter chegado bem viçosas porque parece que as plantas gostam de música.

28
Jun20

Foto da semana 27/52

Charneca em flor

Esta semana, a foto com mais  foi uma imagem que já tem dois anos. 

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Ponte Luís I, Porto, 23 de Junho de 2018

Neste 2020 tão estranho em que não se realizaram as tradicionais festas dos Santos Populares, aproveitei para recordar a aventura de ter ido de autocarro até ao Porto para ir ao São João, em 2018. E ter feito uma directa . Adorei ir ao Porto neste dia. O ambiente é muito diferente da noite de Santo António em Lisboa. Mais descontraído, mais acolhedor e as pessoas são mais sociáveis. Fiquei foi com a cabeça dorida de tanto levar com os martelinhos. E perdi a oportunidade de dar uma martelada no Primeiro-Ministro que apareceu no mercado onde eu estava a jantar. Ainda tive a felicidade de ver o fim do concerto do Pedro Abrunhosa e um dos melhores espectáculos de fogo-de-artíficio que já vi na vida.

A Ponte Luís I proporciona maravilhosas fotografias principalmente naquele momento de lusco-fusco. Também me pregou um susto porque, depois do fogo, quando as pessoas passam do lado de Gaia para o Porto, a ponte abana de tal maneira que eu pensei que estava a sentir um tremor de terra ou que tinha ficado bêbeda com 2 cervejas.

Bom domingo.

24
Jun20

O homem do rosto sorridente

Charneca em flor

Nos últimos dias têm-se falado muito sobre suicídio, a reboque do falecimento do actor Pedro Lima. O suicídio sempre me fez muita confusão. E quando estas coisas acontecem, o meu primeiro pensamento é sempre o mesmo: " como é que ele/ela foi capazes de fazer isto aos filhos?".

Não sei de onde vem este meu pensamento. Não sei se tem a ver com o facto de ter perdido o meu pai muito cedo ou com o facto de ter lidado com o suicídio de uma pessoa próxima na infância. Perdi uma tia assim e nunca percebi como é que ela foi capaz de "abandonar" os filhos. Ou talvez seja por eu nunca ter tido filhos e achar que, quem teve a felicidade de os ter, tem a obrigação de lutar contra tudo e contra todos para os proteger.  

Não sei se o suicídio é sinal de fraqueza ou, pelo contrário, de coragem. Nem vou entrar nessa discussão. Já passei por imensos problemas, por inúmeras angústias e nunca me deixei cair numa situação de desespero tal que me levasse, sequer a  equacionar essa possibilidade.

No entanto, eu não sou ninguém para julgar os outros. Eu consegui sempre, até agora, dar a volta por cima mas há quem não consiga. Ninguém sabe o que é que vai encontrar ue se têm escrito por aí. O seu sofrimento já é suficiente.

Ao que tudo indica, o actor sofria de depressão e essa situação já se vinha a arrastar. Provavelmente não estaria a ser tratado. Quem o conhecia, diz que ele tinha sempre uma palavra para ajudar os outros. Mas não procurou ajuda.

A saúde mental em Portugal sempre foi descurada e agora mais do que nunca, infelizmente. Uma doença deste foro é tão, ou mais, grave que uma doença física. Só que não se vê, não se mede, só se sofre, muitas vezes em silêncio.

Estejamos mais atentos a nós próprios e aos outros.

 

 

22
Jun20

Perfect way to die, Alicia Keys

Charneca em flor

Como já devem ter reparado, 2a feira é dia de música por aqui. Como sou grande fã de música portuguesa, este espaço costuma ser ocupado por músicos portugueses mas ontem ouvi a nova música da norte-americana Alicia Keys e achei que não podia deixar de a partilhar. "Perfect way to die" é uma resposta aos recentes casos de violência policial contra os indivíduos negros. Nenhuma mãe deveria passar por isto.

Simple walk to the corner store
Mama never thought she would be gettin' a call from the coroner
Said her son's been gunned down, been gunned down
"Can you come now?"
Tears in her eyes, "Can you calm down?
Please, ma'am, can you calm down?

 

Boa semana.

21
Jun20

Foto da semana 26/52

Charneca em flor

Hoje a foto da semana chega em dose dupla e vêm, ambas, da aldeia

20200621_081508.jpg

As bonitas maçãs de uma das macieiras, ainda pequeninas.

Veremos se este ano consigo evitar as moscas da fruta que estragaram as maçãs no ano passado. Já lá estão umas armadilhas. Espero que resulte.

20200621_081438.jpg

Monstera Deliciosa chegou a casa

Na passada semana, os Viveiros Vítor Lourenço fizeram uma promoção e eu aproveitei para comprar uma Monstera Deliciosa. O recanto onde a coloquei é uma pequena sala de passagem que tem uma clarabóia e recebe luz indirecta. Agora só falta comprar um vaso bonito, uma almofada gira para pôr na cadeira e fica perfeito.

Bom domingo.

 

18
Jun20

Destino: Portugal

Charneca em flor

Como seria de prever, o sector do turismo é dos mais afectados pela pandemia. Em Portugal, a crise é ainda mais gritante porque, nos últimos anos, a nossa economia assentava neste sector, principalmente. No entanto, esta crise no turismo faz-se sentir, em maior ou menor escala, em todos os países.

Já há umas semanas que tenho reparado que muitos operadores turísticos têm apelado a que se faça férias "cá dentro" porque temos que ajudar a economia  interna. Obviamente que a legitimidade deste apelo é indiscutível mas porque é que só agora é que os empresários se lembraram que os portugueses existem? Durante imenso tempo só se preocuparam em atrair o maior número de estrangeiros possível e nunca pensaram que o boom do turismo não era eterno. Os estrangeiros vão e vêm e podem deixar de vir mas os portugueses estarão sempre cá. Se calhar deveriam ter pensado melhor antes de estenderem a passadeira vermelha aos de fora e empurrar os de cá para a porta das traseiras.

Não se pense que isto é exclusivo deste nosso rectângulo. Em França, por ocasião da abertura dos museus, vi uma pessoa, não sei se seria o director, dizer que agora os parisienses teriam oportunidade de ir ao Louvre. Presumo que antes nem conseguissem chegar lá perto quanto mais entrar.

Moral da história: O melhor mesmo é chegar a um ponto de equilíbrio em que todos se sintam acolhidos seja onde fôr e seja qual fôr a origem de cada um.

 

 

 

 

 

16
Jun20

A corrida do ouro, perdão, das compras

Charneca em flor

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Eu consigo compreender a postura dos empresários e funcionários dos centros comerciais e das grandes superfícies que abriram ontem. Estiveram 3 meses sem trabalhar e isso representa um prejuízo significativo. Ontem os clientes foram recebidos com pompa e circunstância que se notavam nos balões, palmas e música que aguardavam as pessoas à porta. Só não percebo a ânsia das pessoas que foram às compras logo no primeiro dia. A mim não me apetece nada ir enfiar num centro comercial. Actualmente prefiro o comércio de rua. Já bem basta ir ao supermercado porque temos que continuar a comer. Achei graça às pessoas que responderam aos jornalistas: "Ah e tal, já estávamos há muito tempo sem sair de casa por isso viemos aqui". Se me disserem que vão à praia ou passear num jardim porque estão fartos de estar em casa ainda se compreende. Agora sair de casa para nis enfiarmos noutra "casa" só que maior e com lojas, não percebo. Mas seja como fôr, espero que tenha ido ontem a correr às "mecas" do consumo tenham realmente feito compras. A economia tem que continuar a rolar.

15
Jun20

Nunca vás embora de mim, Janeiro feat Carolina Deslandes

Charneca em flor

No fim do mês de Abril, Janeiro lançou uma nova música com a participação de Carolina Deslandes. "Nunca vás embora sem mim" é uma canção de amor mas também de despedida, saudade e ausência. Ensina-nos que devemos viver o momento presente porque não sabemos quanto tempo vai durar.

Sabe tão bem poder contar contigo pra jantar
Eu sei de cor os passos que vais dar
Amor eu sei que podes não chegar também

E é essa incerteza que me faz achar
Que um dia, um dia
A mesa pode estar vazia
Então só quero aproveitar amor

Pág. 1/2

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