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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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15
Dez17

Blogmas 2017 - Natal dos Hospitais

Charneca em flor

 

Ontem foi mais um Natal dos Hospitais. Esta iniciativa do Diário de Notícias existe desde 1944 e começou a ser transmitida pela RTP em 1959, poucos anos depois do início das transmissões regulares de televisão em Portugal. É o programa de entretenimento mais antigo do país.  O Natal dos Hospitais realiza-se perto do Natal e tem como objectivo alegrar um pouco as pessoas que estão internadas nesta época festiva. Dura muitas horas e serão poucos os músicos portugueses que não passaram por esse palco. Antigamente eu não perdia o Natal dos Hospitais por nada e ficava em frente da TV durante toda a tarde. Era um acontecimento nesse tempo em que só havia 2 canais de televisão, não havia internet nem smartphones. Meu Deus, estou mesmo velha. Agora, todos os fins de semana,  há programas de música similiares mas nenhum tem o simbolismo do Natal dos Hospitais.

14
Dez17

Blogmas 2017 - Novas tradições

Charneca em flor

O Natal é, no meu entender, sinónimo de tradição. A maioria das pessoas festeja mais ou menos da mesma maneira todos os anos. No entanto, por circunstâncias da vida, vamos incorporando novas tradições. Como já tenho falado aqui, trabalho numa farmácia quase há 20 anos. É uma pequena empresa e somos quase uma família. Também aí vamos acrescentando hábitos e pequenas tradições para assinalarmos o Natal. Para além da troca de prendas, começamos a fazer uma espécie de «ceia» de Natal. Começou por ser um lanche e agora já é um almoço que estende para o lanche e às vezes para o dia seguinte. Cada uma mostra os seus dotes culinários e fazemos uma verdadeira festa. No ano passado foi assim

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 Este ano temos esta fartura à disposição

 

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E, por aí, festeja-se o Natal no trabalho ou nem se podem ver?

13
Dez17

Blogmas 2017 - Pai Natal ou Menino Jesus

Charneca em flor

Uma figura incontornável do Natal é aquela personagem de barba branca, barrigudo, vestido de vermelho, que vive no Pólo Norte e que transporta um saco de prendas.Pois, esse mesmo, o Pai Natal. Eu nunca acreditei no Pai Natal. Quando eu era miúda, nem se falava muito no Pai Natal. O responsável pelas prendas era o Menino Jesus. Se bem lembro, na minha família, nunca se alimentou nem a lenda do Pai Natal nem do Menino Jesus. Tenho ideia de que sempre percebi de que as prendas, que nunca foram muitas, vinham da família, dos meus pais, da minha avó, do meu padrinho ou da minha madrinha. A minha madrinha era a campeã das prendas úteis, no Natal ganhava quase sempre um pijama mas parece-me que me chegou a dar 1 ou 2 bonecas. Tenho a certeza de que foi ela que me deu uma boneca Nancy que foi muito estimada. Não encontrei nenhuma imagem igual à minha mas era parecida com esta

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Mas um dos presentes que recordo com mais carinho é este 

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que vinha com um peluche da Abelha Maia, um dos meus desenhos animados preferidos. Adorava este livro. O meu padrinho ofereceu-mo quando eu ainda não sabia ler. Eu não largava este livro e passava o dia a pedir à minha mãe para me ler a história. Ela nem sempre tinha paciência e então eu pegava no livro, olhava para os desenhos e inventava a história. Um presente inesquecível e nem foi preciso o Pai Natal para ser um presente especial.

 

 

12
Dez17

Blogmas 2017 - Doces típicos de Natal

Charneca em flor

No Natal há doces típicos que não podem faltar na mesa. Cada região e cada família tem as suas próprias receitas e até os seus próprios nomes para cada iguaria. Por exemplo, eu cresci no Ribatejo mas a minha família é do Alentejo. Nem sabem as confusões que isso podia gerar. Nesta época, a minha avó fazia isto:

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A minha avó chamava filhós a este tipo de frito. Aqui no Ribatejo chama-se coscorões. Já tive grandes discussões sobre este tema em que eu digo que se chama filhós e as pessoas do Ribatejo dizem que coscorões é que é o nome correcto. No fundo, temos ambas razão não acham?! Cada qual chama aquilo que lhe apetecer e que lhe saiba melhor.

Depois há estes:

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A estes, chama-se, no Alentejo, velhozes, belhozes ou fritos de abóbora. E no Ribatejo chama-se como? Filhós (!). Grande confusão, não acham?!

Vá lá que azevias são azevias em todo o lado. Em miúda, as azevias eram as minhas favoritas. Infelizmente, nunca mais me souberam tão bem como as azevias da minha avó.

Desde que comecei a trabalhar descobri outra iguaria que não sei se existe noutras regiões do país, broas de aniz. Quando se começa a aproximar o Natal, é um corropio de pessoas à procura de essência de aniz lá na farmácia. Gosto muito das broas feitas pela minha colega S. que é uma expert mas ainda gosto mais do aroma das broas. Uma delícia.

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E nas vossas casas, que doces se comem no Natal? O que é que vos faz cair em tentação?

11
Dez17

Blogmas 2017 - Mercados de Natal

Charneca em flor

Em Portugal já se começa a ouvir falar de Mercados de Natal ou outros eventos típicos de Natal mas no centro da Europa já se realizam há muito tempo.

Por cá já existe há muito tempo a Vila Natal de Óbidos e em Lisboa também se tem realizado a Wonderland nos últimos anos. Estes eventos pretendem trazer as pessoas para a rua apesar do tempo frio e proporcionar actividades divertidas para toda a família. A Wonderland não conheço mas já fui à Vila Natal há uns anos.

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Óbidos 2010

Como dizia no início já se começam a ver surgir Mercados de Natal em Portugal. Os moldes são um bocadinho diferentes dos Mercados de Natal do centro da Europa. A maioria realizam-se em ambientes interiores e têm uma duração mais limitada. Em Vila Real realizou-se este ano, pela primeira vez, um Mercado de Natal na Praça do Munícipio e que durou de 7 a 10 de Dezembro. Não consegui descobrir se havia mais algum Mercado deste tipo realizado ao ar livre.

Por estranho que pareça, em países com temperaturas menos convidativas para sair, estes eventos realizam-se ao ar livre. Esteja frio, caia neve ou esteja mais ameno, têm sempre movimento. Dependendo do país, duram todo o mês de Dezembro ou terminam na véspera de Natal. Como costumo viajar entre o Natal e o Ano Novo, tenho tido o prazer de ainda encontrar alguns em funcionamento. São locais mágicos, com bancas maravilhosas, com peças típicas desta altura bem como as iguarias típicas de cada região. Aqui ficam alguns exemplos

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Bolzano, 2016

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Trento 2016

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Glasgow 2015

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Bruxelas 2011

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Antuérpia 2011

 

Eu adoro Mercados de Natal. Só tenho pena que não seja, ainda, uma grande tradição em Portugal.

 

 

 

10
Dez17

Blogmas 2017 - Músicas de Natal

Charneca em flor

A música de Natal, em conjunto com as luzes que iluminam as nossas casas e ruas, contribuí para que esta seja uma época mágica. Desde que trabalho, e como fico na Farmácia até às 17h na véspera de Natal, tenho a tradição de ouvir música de Natal no carro para entrar no espírito natalício enquanto me dirijo para o jantar de Natal em família. Fiz aqui o meu top 3 das músicas de Natal:

 

1 "White Christmas" Bing Crosby 

É uma música clássica que data de 1942 e fazia parte do filme Holiday Inn (15 dias de prazer na versão portuguesa) com Bing Crosby e Fred Astaire

 

2 "O Holy Night" 

Ainda mais antigo data de 1847 e foi composto por Adolphe Adam para musicar um poema francês "Minuit, Chrétiens" de 1843 de Placide Cappeau. Foi entoado pela primeira vez em Roquemaure por uma cantora lírica. Foi nessa cidade que o poema original foi escrito para comemorar o restauro do órgão da Igreja local. Em 1855, John Sullivan Dwight criou a versão em inglês que chegou aos nossos dias e que já foi cantado por inúmeras vozes.

 

 

3 "Do they know it's Christmas" Band Aid

Composta por Bob Geldof e Midge Ure em 1984. O tema foi gravado por inúmeros músicos de sucesso dos Anos 80 e o resultado da venda do disco destinava-se a ajudar as vítimas de fome na Etiópia. Uma música alegre mas que chama a atenção para um problema triste e que continua a existir.

 

Bom domingo com muita música

 

 

 

 

 

 

09
Dez17

Blogmas 2017 - Comprar presentes

Charneca em flor

Sempre gostei de comprar presentes principalmente para as crianças. Adoro escolher brinquedos. Quando começam a ser adolescentes, torna-se mais difícil. Não tenho filhos mas tenho algumas crianças próximas a quem nunca deixo de dar um presente. São de idades variadas. A minha afilhada tem 10 anos e já começa a ser complicado encontrar o presente perfeito. Para o irmão dela, ainda é pior já que tem 16 anos. Alguém sabe o que é se oferece a um miúdo de 16 anos no século XXI?! Ninguém arrisca, não é? As prendas para as sobrinhas do A. foram das compras mais rápidas que fiz; um piano para a pequenina de 1 ano e um jogo didáctico, de perguntas e respostas. Muito raro conseguir decidir-me em menos de 30 min. Há ainda o meu "sobrinho" emprestado, o T.. Também fou relativamente fácil, uma guitarra muito, muito gira. Ele vai delirar. Para a minha mãe, é fácil porque ela fica sempre contente seja com roupa ou acessórios. Para o A, também não é fácil. Tenho dificuldade mas compro sempre com amor e dedicação.

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A minha mãe fica sempre contente com tudo o que lhe ofereço seja roupa, acessórios ou cosméticos.

Todos os anos, penso que vou tratar das prendas o mais cedo possível mas acabo sempre a deixar tudo para o fim. É inevitável. Estou mais uma vez atrasadíssima. Até para a troca de prendas do trabalho me falta comprar metade do presente pelo qual fiquei responsável. Não me emendo.

E desse lado como funcionam os presentes de Natal? Começam a comprar em Novembro ou deixam para a semana antes do Natal?

 

08
Dez17

Blogmas 2017 - Iluminação de Natal

Charneca em flor

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Seja mais elaborada ou mais modesta, a iluminação de Natal brilha nas nossas cidades, vilas e aldeias. Haverá pouca gente que não fique fascinada com estas pequenas e coloridas luzes. Durante os anos da Troika, algumas autarquias reduziram bastante o orçamento gasto nos enfeites de rua natalícios. Uma pena. As ruas iluminadas no Natal alegram e entusiasmam. Não sei se leva as pessoas a entrar nas lojas e comprar presentes mas... Apesar do frio e das noites longas de Inverno, apetece caminhar pelas ruas. Enfim, a iluminação de Natal aquece-nos a alma e faz parte da magia do Natal.

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07
Dez17

Blogmas 2017 - Bolo-Rei

Charneca em flor

 

O Bolo-Rei tem presença garantida em praticamente todas as mesas portuguesas. Apesar da minha já confessada gulodice, não ligava muito a este bolo em míuda. Tinha, isso sim, um grande entusiasmo em tentar encontrar o brinde. Agora já não se pode pôr nem brinde nem fava no Bolo-Rei o que lhe tira metade da graça. Há quem diga que se começa a apreciar esta iguaria portuguesa com a idade. Frutas cristalizadas e crianças não combinam. A verdade é que agora até já gosto de Bolo-Rei. Então se estiver ainda quente e molinho, ui! Não sei se comecei a gostar devido por ter amadurecido (olha que eufemismo) ou se foi por influência. No trabalho tenho uma colega que adora Bolo-Rei e o A. também é grande fã. Assim que começam a aparecer os ditos bolinhos, começam a vir cá para casa.

Tal como os enfeites de Natal e os outros doces típicos da época começam a aparecer cada vez mais cedo. Não sei se acho piada a isso. Apesar de agora comer com gosto, quando chega o Natal já estou um bocadinho farta.

06
Dez17

Blogmas 2017 - Fantasias de chocolate

Charneca em flor

 

Para quem foi criança nos anos 80, este anúncio não é novidade. Sempre fui gulosa e gosto muito destes chocolates de Natal. Adoro aquele "crunsh" que se sente ao mordê-los. Ao crescer fui deixando de colocá-las na árvore de Natal até porque, por estranho que pareça, as memórias que tenho das fantasias de Natal estão relacionadas com o meu pai.

Nos anos 80 do século passado, esse tempo longínquo, não havia tanta fartura de chocolates durante o ano como há agora. Para além disso, também não havia muito dinheiro para esbanjar. Assim que começavam a aparecer estes no supermercado, o meu pai ia comprando a pouco e pouco. Todos os sábados comprava 2 ou 3 e ia guardando num armário até fazer a Árvore de Natal. Nessa altura lá se colocava os chocolates entre as fitas e as bolas. Os chocolates só se podiam comer depois de se desmanchar a Árvore no Dia de Reis. Obviamente que também não tinha ordem para comer os chocolates todos de uma vez. Aquelas figuras, embrulhadas em papel brilhante e colorido, eram uma tentação.

Durante anos eu fui cumprindo as regras do meu pai com muita dificuldade. Até um dia em que a gulodice falou mais alto. Não consigo precisar quando foi que me rebelei. Presumo que devia ter 9 ou 10 anos porque até aí a minha mãe não trabalhava fora de casa por isso não dava para fazer disparates. A partir dessa idade, ficava algumas horas sozinha em casa. O que é que eu me fui lembrar de fazer? O meu pai começara já a comprar as desejadas fantasias de Natal. Como dizia atrás, a gulodice falou mais alto. Achei que podia abrir um bocadinho da prata, tirar um bocadinho de chocolate e voltar a embrulhar direitinho. E foi correndo tão bem que fui ficando mais afoita e comendo bocadinhos maiores. Quando o meu pai foi fazer a árvore de Natal e pegou nas ditas fantasias é que foram elas. Já estão a imaginar as figuras estavam muito desfalcadas. A fúria do meu pai foi épica. Levei umas boas palmadas (estavamos no anos 80, relembro) e nesse ano não houve mais chocolates para a menina atrevida e gulosa. Coitado do meu pai que ficou mesmo zangado. Ainda me interrogo como é que achei que era possível passar incólume. Doce ingenuidade.

Agora, como todos os chocolates que apetecem e quando me apetece. O pior é o aumento da cintura. 

Este ano voltei a pôr chocolates na árvore de Natal e só vou "atacá-los" depois do Dia de Reis. É para me penitenciar por ter magoado o meu Pai, 30 anos depois. Palavra de Charneca.

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Apesar deste Pai Natal me ter estado a chamar durante todo o serão de ontem

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