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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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06
Set16

Aventura nórdica capítulo 2

Charneca em flor

A aventura começou aqui

DSC06421.JPG

 Fortaleza de Akershus, Oslo

 

Nesta minha tentativa de descrever a minha viagem de Verão, hoje vou falar das pessoas. São as pessoas que constroem um país. A ideia pré-concebida que nós, europeus do sul, fazemos das sociedades nórdicas é que são países com uma qualidade de vida muito superior à nossa. Em parte, verifiquei que essa premissa é verdadeira. Isso nota-se, por exemplo, na quantidade de jovens e crianças que se vêem. As políticas de estímulo à natalidade são mesmo eficazes. A maioria dos casais tinham mais do que 1 filho. Outra coisa que se nota, principalmente nas cidades, é uma muito menor utilização do automóvel. Nas grandes cidades viam-se poucos carros em comparação com Lisboa. Os nórdicos preferem utilizar os transportes públicos e, claro, a bicicleta. Muitos utilizam a bicicleta no seu quotidiano inclusivé para transportar as crianças. Em Oslo encontrámos muitos sítios destes

DSC06457.JPG

 Oslo

 

A princípio ficámos intrigados porque viamos as pessoas chegarem e pegarem na bicicleta sem pagarem nada (aparentemente). Viamos outras chegarem e largarem a bicicleta e irem à vidinha deles. Numa das vezes em que descansavamos perto destas bicicletas é que percebemos, em conversa com um jovem, que as bicicletas eram alugadas através de uma app do smartphone mediante um pagamento anual que até nem era muito caro.  Ou seja, nem precisam de se preocupar em comprar uma bicicleta. Daqui resulta que a qualidade do ar é muito melhor do que nas nossas cidades.

Outra ilusão que eu acalentava é que toda a gente vivia bem por isso era inconcebível que houvessem mendigos ou sem-abrigo. Ingenuidade minha, obviamente que estes países não estão imunes à pobreza. Também se viam muitos mendigos.

Outra ideia errada que eu tinha era que as pessoas não eram calorosas. Não me podia ter enganado mais. Achei as pessoas muito simpáticas. Sempre que se apercebiam que estavamos em apuros (aconteceu algumas vezes) logo davam indicações ou ofereciam ajuda. Uma pessoa sentia-se compelida a agir do mesmo modo. Isso ficou bem patente no episódio do autocarro Larvik - Oslo que merece um capítulo inteiro.

Um factor importante é que quase toda a gente fala fluentemente o inglês o que facilita muito o relacionamento com os estrangeiros.

Hoje fico por aqui. 

Não se esqueçam de espreitar as fotos aqui

 

 

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