Haverá solução?
Ontem os chefes do governo da Polónia, da República Checa e da Eslovénia deslocaram-se, de comboio, até Kiev para se reunirem com o Presidente Zelensky.
Apesar de estes 3 países pertencerem ao Conselho Europeu, o que os torna representantes da União Europeia em todas as ocasiões, não havia um mandato oficial do Conselho.
Eu considero que a União Europeia deve manter o apoio, principalmente humanitário, à Ucrânia e também não me choca que forneçam material que permita ao país defender-se desta invasão ilegal. No entanto, acho discutível que se esteja a analisar a possível adesão à União Europeia perante a situação actual da Ucrânia. Não é o momento porque é impossível que o país cumpra todos os requisitos necessários à adesão.
Por outro lado, o Presidente Zelensky já admitiu que a Ucrânia não poderá aderir à NATO. O facto de essa possibilidade estar inscrita na Constituição da Ucrânia constituiu uma das razões para Vladimir Putin "justificar" a invasão ao país.
Como ocidentais devíamos reflectir se a NATO não terá iludido o governo ucraniano acenando-lhe com essa hipótese. Provavelmente, a NATO nunca considerou, seriamente, aceitar a Ucrânia no seu seio. Afinal, se a Ucrânia já estivesse na NATO, já estaríamos num cenário de 3a Guerra Mundial, não é verdade?
Haverá quem diga que, se agora Zelensky já desistiu da NATO, porque é que não o fez antes de modo a evitar a invasão pela Rússia? Presumo que, agora, ele se sinta desiludido com a falta de apoio da NATO que se tem verificado. E, para mim, isso prova que, durante muito tempo, a Ucrânia foi iludida.
Como é que esta situação de guerra se pode resolver? Não faço ideia mas espero que alguém, dentro das equipas negociadoras e nos mediadores, tenha uma ideia brilhante. Ou que o Putin, que tem tanta vontade de ser czar, sofra um golpe palaciano*.
*não estou a desejar a morte do senhor, pode só cair da cadeira, bater com a cabeça e ficar impossibilitado de dirigir a ofensiva. O problema é se, cortando a cabeça da cobra, o corpo se continue a mexer.
