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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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19
Jan22

Quem denunciou Anne Frank?

Charneca em flor

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Anne Frank foi uma jovem alemã de origem judaica. A família da jovem mudou-se para Amsterdão numa tentativa de escapar às perseguições perpetradas pelo regime nazi aos judeus. No entanto, os Países Baixos foram também invadidos pelos alemães em 1940 estendendo a perseguição a este país. Em 1942, a família de Anne Frank acaba por se esconder numas pequenas divisões secretas que existiam no edifício da empresa de Otto Frank, pai da jovem.

Durante cerca de 2 anos, e ajudados por antigos funcionários da empresa de Otto Frank, sobreviveram num espaço exíguo. A família de Anne Frank era constituída pelos pais, Otto e Edith, e pelas jovens Margot e Anne. Posteriormente juntaram-se a eles mais uma família de 4 pessoas, seus amigos, bem como um dentista, amigo de ambas as famílias. Os funcionários que os ajudaram foram verdadeiros heróis porque arriscavam ser presos e executados por auxiliarem judeus o que era considerado um crime muito grave.

Apesar de se terem avançado com várias hipóteses ao longo dos anos, nunca se soube de onde partiu a denúncia que levou a Gestapo a descobrir o anexo secreto, em 1944. Até agora. Uma investigação liderada por um ex-agente do FBI avança com a hipótese de o denunciante ter sido um notário judeu colaboracionista. Tudo indica que este homem o fez para salvar a sua própria família entregando à Gestapo uma lista de endereços onde, supostamente, se escondiam judeus e essa lista incluía o edifício onde se encontrava o anexo secreto. Esta investigação deu origem a um livro, "The Betrayal of Anne Frank", da canadiana Rosemary Sullivan.

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Casa-Museu Anne Frank

A Casa-Museu Anne Frank já se pronunciou sobre a investigação considerando-a fascinante mas afirmando que serão necessárias mais investigações.

Há vários anos tive o privilégio de visitar a Casa-Museu Anne Frank e essa experiência marcou-me profundamente. Na loja do Museu comprei "O Diário de Anne Frank" que li já adulta como descrevo aqui.

Não vejo grande necessidade, ou mesmo sentido, nesta investigação. Qual é o interesse de se saber quem foi o denunciante passados 77 anos sobre a morte desta jovem tão especial? Para percebermos a natureza humana e entendermos o que leva alguém a ser denunciante e contribuir para o sofrimento alheio? A única vantagem desta notícia é divulgar uma vez mais a figura de Anne Frank e o seu diário. Mais jovens, ou mesmo adultos, deveriam ler "O Diário de Anne Frank". Seria preciso ter um coração de pedra para ficar indiferente àquele relato enternecedor. A lição que se pode tirar da história da vida de Anne Frank é que não faz qualquer sentido perseguir alguém seja por que motivo fôr. Infelizmente, esta lição ainda está longe de ser apreendida de forma universal.

Fonte deste post aqui.

Nota: Anne Frank, a sua mãe e a sua irmã morreram num campo de concentração. O pai, Otto Frank, foi separado da família indo para um campo de concentração diferente sendo o único sobrevivente. No final da Guerra voltou a Amsterdão onde procurou informações sobre a família. Depois de se saber que todas haviam perecido, uma das pessoas que os tinha ajudado entregou-lhe o diário que encontrara no anexo depois de terem sido presos. Otto Frank dedicou a sua vida à divulgação do diário e à criação da Fundação Anne Frank bem como da Casa-Museu Anne Frank de modo a perpetuar o legado impressionante da sua filha.

 

15
Out19

Why we hate?

Steven Spielberg tenta explicar

Charneca em flor

Graças às modernas boxes de TV que permitem andar para trás no tempo, acabei de assistir ao primeiro episódio da série documental do Discovery Channel "Why we hate?". A ideia de fazer a investigação que deu origem à série foi de Steven Spielberg que é um dos produtores. O documentário pretende "explicar porque é que nós, humanos, odiamos e temos tanto ódio dentro de nós."

No primeiro episódio foi abordado o tema do ponto de vista científico a nível da comparação com espécies animais próximas do humano e de investigação com bebés e as suas reacções ao mal. Também se aflorou o tema do bullying, do homicídio em massa, do ódio provocado por diferenças religiosas e a influência das redes sociais.

Tendo em conta o mundo em que vivemos hoje, o ambiente crescente de xenofobia, racismo e misoginia que se vive em vários países da Europa é um documentário muito interessante. Faz-nos pensar e pôr a mão na consciência sobre todas as vezes que, com as nossas atitudes, nos deixamos embarcar num ambiente de ódio ou alimentámos sentimentos de ódio nos outros.

A ver com atenção. A exibição é aos domingos à noite no Discovery Channel.

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