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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

30
Mai20

E esse desconfinamento?

Charneca em flor

Olá, olá, vizinhos aqui do charco do .

Então, como estão a viver o desconfinamento? Já vamos para a 3a fase . Que alegria

Na minha opinião, as pessoas estão um bocadinho desconfinadas de mais. A malta levou muito à letra o "Saiam de casa. Temos que recuperar a economia". Tal como muitos exageraram no "Fiquem em casa". 

Eu vivo na região de Lisboa e Vale do Tejo que, com o fim do confinamento, se tem vindo a tornar na região mais complicada já que a grande maioria dos novos casos têm sido detectados nesta região. Obviamente que seria expectável uma vez que é a região que concentram uma elevada percentagem da população portuguesa e imigrante. Este aumento de casos tem sido justificado, maioritariamente, por surtos claramente identificados.

Acontece que quando me desloco para trabalhar vejo as pessoas muito descontraídas e já mandaram o distanciamento social às urtigas. É por isso que eu nunca fui  muito apologista da utilização das máscaras. As pessoas, como têm uma máscara já acham que estão 100% protegidos. Nem que a máscara vá no queixo, no pulso ou na mão a abanar, tipo cesto do capuchinho vermelho. Até já tenho ouvido relatos de partilha de máscaras. Não estão a ver como se processa? Imaginem 2 pessoas que querem entrar numa loja e só uma delas é que tem máscara. Essa pessoa entra, faz as compras e saí. Nessa altura empresta a máscara à outra pessoa para que possa fazer o mesmo. Boa ideia, não acham?!

Sou obrigada a concordar com a minha patroa quando diz: "A situação em Portugal não é pior porque temos tido muita sorte. Com os disparates que se têm visto."

 

07
Abr20

Nova panaceia

Novidades, todas as semana1s

Charneca em flor

A modos que é isto

20200407_231255.jpg

O meu blogue "factura" por causa da Covid-19. Como podem ver há 2 dias foi uma loucura de visitas que devem ter estragado o contador do Sapo. E porquê? perguntam os simpáticos leitores. Por causa desta pesquisa 

20200407_231647.jpg

E por causa de um malfadado post, escrito há 5 anos, sobre comprimidos para piolhos que está sempre no top das leituras. Só que desta vez, a maltinha não pesquisava uma solução para acabar com esses parasitas chatos () mas sim a cura para a Covid-19. Ao que parece, a ivermectina apresenta uma excelente capacidade de destruir o vírus in vitro mas ainda não se sabe se funciona in vivo.

No meu post não se refere a esta substância porque eu desconhecia a utilização nas infestações de piolhos à data em que escrevi o post. No entanto, e uma vez que esse post continua a ter muitos comentários ao longo do tempo, já consegui descobrir que essa molécula é utilizada no Brasil para tratamento dos piolhos e que até produzida em Portugal para ser comercializada em países africanos porque actua noutras patologias.

Sendo assim, pessoas, deixem de perguntar ao Google, qual é o preço da ivermectina em Portugal. O Google não pode saber porque esse medicamento, à data, não está aprovado para toma oral em Portugal. Vou repetir, este medicamento não é comercializado em Portugal. Escusam de tentar açambacar como tentaram fazer com o Plaquinol na semana passada.

 

 

 

 

 

27
Mar20

A perspectiva e o medo mudam tudo

Charneca em flor

O mundo está mesmo virado do avesso. Há bem pouco tempo, reclamava-se que as pessoas, principalmente as crianças e os jovens, tinham uma vida sedentária e passavam o tempo na internet nas mais variadíssimas redes sociais. Em certos países, as relações humanas já  eram predominantemente à distância de um clique em vez de serem à distância de um abraço. Agora até se estimula que se sirvam das mesmas redes sociais diabolizadas para manterem o contacto com os outros, uma vez que o contacto físico de proximidade está contra indicado. Não dá para compreender.

23
Mar20

It's the end of the world as we know it (and I feel fine) - R.E.M.

Charneca em flor

Uma música antiga mas extremamente actual

Hoje quero aproveitar o dia que costumo dedicar à música para homenagear os músicos que, impedidos de fazer concertos, têm alegrado estes dias através das redes sociais tocando ao vivo. Há quem se junte no Festival #euficoemcasa, há quem o faça individualmente e ainda quem, todas as noites, cante uma canção de embalar para dormirmos melhor apesar das vicissitudes com que nos deparamos. 

Todos fazemos falta. Agora fazem mais falta os profissionais de saúde, as forças da autoridade ou os trabalhadores dos supermercados, entre outros. Mas a cultura continua a ser preponderante para sermos uma civilização e para mantermos alguma sanidade mental apesar da loucura que nos rodeia e atinge.

O meu obrigada aos músicos porque continuam a fazer o que sabem fazer melhor.

20
Mar20

E estamos em estado de emergência

Charneca em flor

Imagino que muitos se sentirão como eu, a viver numa realidade paralela. Quando vou no carro ou em casa, até me parece que está tudo normal, que é possível planear as próximas férias ou ir almoçar fora. Ou até fazer as compras que me apetecer quando me apetecer. Só que depois percebo que não vivemos dias normais. Dou por mim a lavar as mãos até à exaustão mesmo quando as acabei de lavar e ainda não toquei em mais nada. Ou a fugir das pessoas na rua. Chego ao trabalho e tenho que atender com uma protecção entre mim e o utente. E desato a chorar de alegria e emoção porque consegui comprar mais meia dúzia de embalagens de álcool. Não, nada disto é normal. Às vezes penso que é tudo ridículo porque, afinal, ninguém vê este inimigo e eu nem conheço nenhum doente com Covid19 (felizmente). 

As pessoas que se cruzam comigo não parecem nada doentes. Porque é que tenho que ter medo delas?

Como a maioria de vocês deve saber, eu continuarei a trabalhar por inerência da minha profissão. Têm sido dias esgotantes embora a situação tenha melhorado. 

As pessoas têm sido surpreendentes mas isso nem sempre é positivo. Como falávamos lá na farmácia, ontem, as situações limites fazem sobressair aquilo que o ser humano tem de melhor mas também tudo aquilo que tem de pior. Há exemplos de atitudes louváveis de pessoas que ajudam os vizinhos idosos para que eles não saiam de casa mas o medo também provoca atitudes egoístas e irreflectidas. E têm-se visto muitas atitudes deste tipo. Na farmácia há pessoas que insistem em comprar medicamentos para 2 anos e desinfectante em tal quantidade que chegará até à próxima pandemia. No supermercado compram tudo o que podem incluindo um carregamento de papel higiénico. A sociedade está cada vez mais estranha.

Há quem acredite que disto resultará uma sociedade melhor e mais solidária. O meu pragmatismo duvida.

 

P.S - Muita coragem para os meus colegas farmacêuticos, para todos os outros profissionais de saúde, forças de autoridade, bombeiros e operadores de supermercado que têm que continuar nesta luta diária

 

 

 

 

17
Mar20

Dia-a-dia num país em alerta.

Charneca em flor

Eu bem queria falar de outra coisa mas é incontornável. Ontem tive o dia de trabalho mais estranho destes 20 anos que já levo de experiência. A minha postura sempre foi de proximidade com os utentes por isso a distância necessária é-me especialmente dolorosa. Comecei o dia com máscara mas felizmente, pela hora do almoço, foram instaladas protecções de acrílico nos balcões da farmácia. É melhor do que usar a máscara mas ainda assim é uma situação muito estranha. Entre cada atendimento, desinfectamos as mãos, os multibancos e as superfícies. A pele das minhas mãos está mais que seca.

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Mesmo com tanta informação, ainda tive que chamar a atenção porque as pessoas não respeitava o distanciamento social, porque se encostavam ao balcão da farmácia, estavam de luvas e mexiam na cara ou na máscara. Ou porque são idosos e continuam a vir à farmácia, todos os dias, em vez de ficarem em casa.

Alguns dos estabelecimentos da minha rua estão fechados. Há muito menos trânsito e menos pessoas na rua. Quase que não se ouve outro assunto nas conversas com que nos cruzamos. O cenário é quase apocalíptico. E isto ainda é só o início. Sinto que tenho que fazer um maior esforço para não me ir abaixo. Toda esta situação dá-me uma sensação de tristeza que nunca tinha sentido. Nem quero pensar como se sentem os profissionais de saúde que estão nos hospitais na linha da frente. Que Deus, ou a Ciência, nos ajude a todos; tudo depende daquilo em que acreditam. 

12
Mar20

Pandemia por Covid-19

E pandemia pela estupidez humana

Charneca em flor

Eu até nem queria voltar ao assunto mas é inevitável. O Covid-19 domina o espaço público. Na farmácia onde trabalho, o incremento no número de utentes não tem explicação. A situação está a ficar caótica e o número de casos ainda é, relativamente, reduzido. Ontem fomos insultadas e ofendidas pela falta de máscaras e pela nossa tentativa de esclarecer a quem aquele artigo se destina. A farmácia esteve cheia durante todo o período de abertura. É quase impossível fazer um atendimento em condições. 

Se já estava complicado, agora com a declaração de Pandemia pela OMS nem quero imaginar como é que vai ser.

As autoridades de saúde recomendam que se evite aglomerações de pessoas mas os indivíduos vão-se enfiar todos na farmácia ou no supermercado onde também já vi o açambarcamento. 

Tal como eu disse no meu post de escrita criativa da semana passada, anda no ar um vírus ainda mais potente que o Covid-19.

Mas depois encontramos exemplos de sensatez como este

 

28
Fev20

Covid-19 não quer nada connosco

Charneca em flor

Há coisas que não se compreendem. Então toda a gente quer vir para Portugal menos o corona vírus?! Tantos prémios na área do turismo e agora é isto!

Não acham curioso que já há casos numa série de países europeus menos em Portugal? Afinal, não viajamos tanto assim como se pensa. Até é uma vantagem estarmos aqui nesta pontinha da Europa. Ou seremos mais resistentes ao vírus? Ou os nossos laboratórios não estão a fazer bem os testes aos casos suspeitos? Ou são os outros países que estão a marcar casos positivos para o covid-19 quando as pessoas até estão doentes com outro tipo de doenças? Dá que pensar.

Então e agora, para além de já não podermos ir às lojas e restaurantes chineses, também temos que deixar de ir aos restaurantes italianos? Ao que parece, a Itália foi um bocadinho trapalhona ao tratar este problema de saúde pública.

Vamos ver o que é que os próximos dias nos reservam.

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