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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

24
Mai19

Dia 26, Dia E

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Hoje termina a campanha eleitoral para as eleições europeias. Estas eleições costumam ser as que estão mais distantes dos portugueses. Infelizmente porque as decisões tomadas na Europa são determinantes nas nossas vidas. É triste perceber que uma grande maioria dos portugueses nem sabe para que são estas eleições nem sabem sequer o nome dos eurodeputados que nos representam. A abstenção é sempre elevadíssima sendo ela a grande vencedora desta e de outras eleições mas nas europeias, a abstenção é ainda mais marcada. 

Não podemos continuar a olhar para o lado e deixar que outros escolham por nós. Pensando bem os nossos políticos têm uma certa culpa desta situação. Afinal, a campanha eleitoral não tem sido de grande elevação. Fala-se mais da política interna (mais entendível pelos eleitores) do que política europeia. Fazem-se acusações mútuas e nem se ouve falar de programa eleitoral ou de que medidas os candidatos pensam defender a nível europeu.

A comunicação social também tem a sua quota de culpa dando muita cobertura aos partidos maiores e pouco falando dos pequenos partidos que também são uma opção de escolha válida.

Agora, todos nós somos culpados pela nossa própria desinformação porque não procuramos informarmo-nos. Não podemos esperar ter sempre a "papinha feita". Podemos e devemos ir à procura de informação.

Não ir votar é uma falta de respeito pela memória de todos aqueles que lutaram para que as gerações actuais tivessem o direito ao voto.

Por isso, no domingo, mesmo com as temperaturas convidativas a passar o dia na praia, vão votar. Não ocupa assim tanto tempo. Não deixem que os outros continuem a escolher. Todos temos uma palavra a dizer e o voto é a maneira mais fácil de fazermos ouvir a nossa voz.

13
Mai19

Começa, hoje, a campanha.

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Hoje arranca a campanha eleitoral para as Eleições Europeias. Em Portugal ocorrem a 26 de Maio. Se a abstenção já é grande nas outras eleições, nestas costuma ser enorme. Isso é muito mau sinal a respeito da saúde da  nossa democracia. Porque é que se deixa que os outros escolha  por nós?! A maioria dos portugueses acha que estas eleições nada têm que ver com o seu dia-a-dia mas não podiam estar mais enganados. As decisões europeias são preponderantes para a nossa vida e é por isso que estas eleições são muito importantes. É verdade que a classe política não é muito bem vista por uma grande parte dos portugueses. Por vezes, quando ouvimos um candidato, é difícil perceber qual é o seu programa porque alguns ocupam a maior parte do tempo a atacar/acusar os adversários. 

Para podermos votar em consciência é preciso procurar conhecer os programas eleitorais, os princípios que cada candidato manifesta e os seus planos para o projecto  europeu. Se calhar, é  preciso procurar bem mas encontram.

Eu, da minha parte, tenho assistido ao programa "Debates europeias 2019" na RTP. Se  não viram, está disponível na RTP Play. A TSF também tem feito uma boa cobertura da pré-campanha com entrevistas aos principais candidatos. Esta rádio tem transmitido uma pequena rubrica, depois das 7h30m, chamada "Sabia que..." na qual divulga factos e informações relacionadas com a União Europeia. A rubrica está disponível em site da rádio. A informação existe. Há que saber procurá-la.

Eu sou europeísta convicta. Apesar de tudo, o país colheu muitos benefícios com a adesão à antiga CEE. Eu vejo como portuguesa mas também como cidadã europeia.

Dia 26 de Maio, o nosso futuro conta convosco. Não se esqueçam de votar.

 

 

 

 

 

 

 

 

09
Mai19

Diário da Gratidão #128

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Grata por viver num país livre e democrático. Mesmo que não seja perfeito, é um país onde não se é perseguida por ser mulher nem por se defender o que é justo.

Assina esta petição da Amnistia Internacional. Nasrin Sotoudeh, uma proeminente advogada iraniana de direitos humanos, foi condenada a 38 anos de prisão e 148 chicotadas pelo seu trabalho de defesa dos direitos das mulheres e por protestar pacificamente contra as leis que obrigam ao uso do hijab no Irão. Esta petição será enviada ao Líder Iraniano, Ali Khamenei apelando a que todas as acusações sejam retiradas e que Nasrin Sotoudeh seja libertada imediatamente.

16
Abr19

Notre-Dame do Mundo

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A incredulidade dominou a França, a Europa e o Mundo. Como é possível que um monumento que sempre esteve ali (demorou quase 2 séculos a ser terminada) possa ter sido quase completamente destruído em poucas horas? Resistiu durante quase 900 anos à passagem do tempo, a duas guerras mundiais, a múltiplos conflitos mas não resistiu a cerca de 10 horas de fogo ainda sem explicação. Não é só Paris que fica mais pobre, é toda a humanidade que perde um dos seus maiores tesouros.

O edifício está intimamente ligado à História. Ali aconteceram a coroação de Henrique VI de Inglaterra durante a Guerra dos 100 anos e a coroação de Napoleão Bonaparte. Foi também ali que Joana d' Arc foi beatificada em 1909.

A Catedral de Notre Dame é um dos maiores símbolos de Paris. Serviu de inspiração a Victor Hugo para o romance "O corcunda de Notre-Dame". Foi para chamar a atenção para a degradação da Catedral que Victor Hugo criou as personagens do corcunda Quasimodo e da cigana Esmeralda. O movimento da opinião pública que se formou após a publicação do romance levou a que fosse aprovada o restauro do edifício. Isto aconteceu no século XIX. O romance do escritor francês foi adaptado inúmeras vezes para o cinema e até pela Disney tornando este monumento, jóia do gótico, amplamente conhecido.

O Presidente Macron prometeu que o edifício será reconstruído. A partir de hoje será organizada uma subscrição nacional e internacional com a intenção de recolher fundos para a reconstrução.

Eu fiquei muito chocada e muito triste com estas imagens. Quando fui a França, há um ano, não tive oportunidade de conhecer a Catedral por dentro porque estive poucas horas em Paris e a fila para entrar era enorme. Agora já não será possível vê-la porque a Catedral nunca será a mesma.

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01
Abr19

É como andar de bicicleta

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Fiquei espantada com as notícias que davam conta de que o Governo pretende que as crianças aprendam a andar de bicicleta nas escolas. Esta medida faz parte da "Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa". Procurei várias notícias sobre este tema e encontrei várias como, por exemplo, no Público, Observador, ou no DN. Nesta última notícia, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, vem esclarecer este tema dizendo: 《"não tem que entrar no currículo das escolas", nem faz "sentido criar uma disciplina para a bicicleta". O objetivo, explica, "é levar as bicicletas às escolas, com algo em torno das atividades circunsculares ou outras - há uma série de formatos possíveis".》.

 

Não fiquei muito convencida porque, do documento em questão, faz parte este ponto:

7.1.2. Incluir o ciclismo como matéria nuclear do currículo de educação física Sendo uma competência básica com múltiplas vantagens para o indivíduo e para a sociedade, todos os alunos terão a oportunidade de aprender a pedalar, num processo de formação faseado ao longo dos vários níveis de escolaridade, em perímetro delimitado e seguro (escola – 1º ciclo), mas também em espaço público (rodovia – 2º ciclo, 3º ciclo e secundário).

 

A mim parece-me que a intenção é mesmo ensinar, nas escolas, as crianças e os jovens a andar de bicicleta. Mas desde quando é que essa tarefa deixou de ser desempenhada pelos pais? Que modelo de família é que estamos a construir? Um modelo em que as famílias delegam na escola todas as suas funções?

 

Eu guardo com carinho, a memória das horas que o meu pai passou a ensinar a andar de bicicleta. Não foi uma tarefa fácil já que eu sempre fui desajeitada e tenha uma grande pontaria para o lancil do passeio. Mas, mesmo com alguma impaciência, não acredito que o meu pai tivesse preferido delegar essa tarefa noutra pessoa.

27
Mar19

Saudações Farmacêuticas, Sr. Major

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Da missão militar de auxílio a Moçambique, faz parte este Major Farmacêutico

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Não sei se sabem mas o curso de Ciências Farmacêuticas é,  maioritariamente, frequentado por raparigas. Os rapazes são uma minoria bem pequena. E no meu tempo não havia lá colegas tão giros como o Sr. Major .

Agora a sério, é a primeira vez que reparo na participação de um profissional farmacêutico numa missão humanitária. Presumo que já não seja a primeira vez, eu é que não devo ter estado muito atenta. Faz todo o sentido. Se a distribuição de medicamentos faz parte da ajuda prestada, a presença de um farmacêutico é imprescindível. Afinal, o especialista do medicamento  é o farmacêutico. 

Espero que a missão corra o melhor possível quer ao meu colega João Roseiro quer a todos os outros militares e voluntários civis. O povo moçambicano bem precisa de toda a ajuda possível para enfrentar estes momentos difíceis. 

24
Mar19

Ajudar ou não ajudar?

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Quando aconteceu a tragédia em Pedrógão Grande, em 2017, não consegui deixar de ajudar. Os rostos daquelas pessoas que perderam tudo não me saiam da cabeça. Dessa vez ajudei monetariamente. Ao longo dos meses que se seguiram, foi-se sabendo que a ajuda estava a demorar a chegar às pessoas que precisavam. E, devo confessar, isso revoltou-me. Depois dos incêndios de Outubro, já não quis enviar dinheiro e então colaborei com artigos de higiene. Achei que a probabilidade de chegarem aos destinatários era maior. Na verdade, não tenho a certeza de que tenham chegado mas espero que sim.

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Nos últimos dias, as imagens, os sons e as notícias da grave situação que se vive em Moçambique invadiram os vários meios de comunicação. Resisti em colaborar. Depois de tudo o que se têm sabido sobre o destino dos donativos de Pedrógão Grande, fiquei com pouca vontade de ajudar. Mas a dor e a fome daquelas pessoas insistiu em incomodar-me. E eu voltei a colaborar com um donativo através de uma entidade que acho confiável. Provavelmente o meu donativo é uma gota no oceano de necessidades daquelas pessoas mas se todos ajudarmos talvez se consiga aliviar algum daquele sofrimento. 

O Sapo reuniu aqui uma lista de possibilidades para quem quiser colaborar. Qualquer tipo de ajuda, por mais pequena que seja, fará a diferença. É só escolher a melhor maneira.

13
Mar19

O rei voltou

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O português Cristiano Ronaldo foi, novamente, rei e senhor da Liga dos Campeões. A sua actual equipa, a Juventus, a Vecchia Signora de Itália, estava em desvantagem na eliminatória. Cristiano Ronaldo marcou 3 golos (e mais um anulado) e esse feito foi amplamente festejado pela nossa comunicação social.

Esta reacção pode-se comparar à polémica com a Viagem de Circum Navegação de Fernão de Magalhães. É verdade que foi outro o país que lhe deu as condições económicas que lhe permitiram realizar a viagem mas, afinal, foi em Portugal que ele aprendeu tudo o que sabia. Por isso esse feito histórico é também português.

Tal como aconteceu com Cristiano Ronaldo. Foram outros que lhe deram as condições para brilhar mas foi em Portugal que deu os primeiros chutos na bola. Por isso os seus feitos futebolísticos são comemorados como se fossem de todos os portugueses mesmo daqueles que nem sabem o que é um fora de jogo.

 

16
Fev19

Cuidadores informais. Será desta?!

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Na semana em que se comemorou o amor romântico, voltou a discutir-se, na comunicação social, o estatuto do cuidador informal. Cuidar de alguém com limitações é uma sublime forma de amor. Seja cuidar de um filho, de um pai, de um irmão ou de um amigo que não tem família. Há milhares de pessoas em Portugal que cuidam, a tempo inteiro ou não, de alguém em estado de dependência. Pessoas que, em vez de "despejarem" os dependentes numa qualquer instituição, desistiram da sua própria vida, dos seus sonhos e desejos e optaram por cuidar de alguém  com desvelo e amor. Qualquer pessoa reconhece que estas pessoas devem ser valorizadas, não é verdade? Os cuidadores também têm direitos,  não podem ter só os deveres que a vida lhes impôs. O governo apresentou uma proposta de lei e pretende fazer projectos-piloto até ao fim do ano. Pelo que já li, parece-me que as medidas propostas ficam àquem das necessidades mas pode ser um começo. Esperemos que sim. A dedicação destas pessoas merecem todo o nosso reconhecimento.

13
Fev19

As mulheres em Portugal, hoje

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Ontem decorreu uma  conferência da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) na Aula Magna. Essa ocasião serviu para apresentar o estudo "As mulheres em Portugal, hoje". Este estudo esteve a cargo da espanhola Laura Sagnier que já tinha feito um estudo similar em Espanha. A investigação pretendeu saber " quem são, o que pensam e como se sentem as mulheres em Portugal". Participaram no estudo 2428 mulheres com idades entre os 18 e os 64 anos utilizadoras regulares da internet. Os inquéritos foram feitos pela internet e as perguntas foram relacionadas com as relações interpessoais com os companheiro/as, filhos, família de origem e amigos, a etapa da vida em que se encontram, o trabalho pago e não pago bem como o grau de felicidade com as várias facetas da vida. A FFMS disponibilizou o estudo bem como um resumo, de forma gratuita, aqui.

Vários meios de comunicação citaram o estudo e foi isso que me levou a procurá-lo. Não consegui ler tudo mas é possível tirar conclusões interessantes. Por exemplo, 33% das mulheres sentem-se infelizes. Daquelas que se dizem felizes destacam as relações interpessoais como fonte de felicidade. No entanto, o companheiro aparece em 5o lugar de importância depois dos filhos, dos netos, dos amigos e das amigas. 71% das mulheres dizem sempre ou quase sempre cansadas. 56% tomam, ou já tomaram, ansiolíticos. 

Voltando às relações com os companheiros/ as, os aspectos que fazem as mulheres sentirem-se felizes na relação são: "que ele «participe de forma activa nas tarefas domésticas», que ele «a oiça», que ele «lhe dedique o máximo de tempo possível» e que ele seja «carinhoso e atencioso»".

Das mulheres que têm companheiro 7% sentem-se profundamente infelizes e 20% sentem-se enganadas com a relação.

Apenas 31% das mulheres estão felizes com o seu trabalho pago. 

Na leitura rápida que fiz surgiu-me uma pergunta: "E eu como me sinto em relação às várias facetas da vida? Estou feliz ou nem por isso?"

A resposta é sim. No geral, sinto-me feliz. É impossível sermos 100% felizes. A vida ensinou a aceitar que há sonhos que nunca se irão realizar e a não ficar infeliz com isso. Também aprendi que devemos dar valor ao que temos e aproveitar todos os momentos felizes por mais insignificantes que possam parecer.

 

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