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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

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19
Jul19

Conversa de cabeleireira

Charneca em flor

Um dia destes fui à cabeleireira ao fim da tarde. O dono do salão comentava sobre a preparação do casamento da filha. E foi-se falando de casamentos. Como as conversas são como as cerejas, a pessoa que me estava a arranjar o cabelo contou-me que se tinha separado recentemente. Não sei porque é que ela começou a fazer confidências porque até nem nos conhecemos assim tão bem. Começou a falar de um "amigo" muito íntimo que é casado. Nunca fui a outra e tenho muita dificuldade em aceitar estas situações. A Raquel* está convencida que o tal amigo, casado há 20 anos, não se dá bem com a mulher há muito tempo mas que não se separa por causa da estabilidade do filho... que tem 19 anos. Raquel, Raquel como é que caiste nessa história? Isso é uma desculpa clássica de um fulano que quer dar umas voltinhas contigo e que não tem a mínima intenção da mulher. Como é que uma mulher ainda cai nesta cantiga do bandido?! Como é que podes acreditar que o homem não se separa por causa de um filho de 19 anos?! 

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Nunca conseguirei entender como é que há mulheres que se sujeitam a estas situações. A ser a outra, a amante, o vértice de um triângulo amoroso Qual é o interesse? Há alguém que me explique?

*nome fictício

12
Out18

Desafio 52 semanas - semana 41

Charneca em flor

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Não tenho um vasto conhecimento de relações amorosas até porque nunca fui muito namoradeira. Por isso a reflexão que vou fazer esta semana terá em linha de conta a minha experiência pessoal mas também o que observo à minha volta. Ora então, mãos à obra

 As coisas mais difíceis num relacionamento amoroso são...

- Aceitar o outro como ele é - quando passa a fase da paixão em que tudo é encantador, percebe que algumas características do outro, afinal, não são assim tão encantadoras. Nunca se deve tentar mudar o outro. As pessoas mudam, naturalmente, porque evoluem, crescem mas nunca ninguém muda só porque alguém quer. Pelo menoa, não muda para sempre. Mais adiante, volta a ser o que sempre foi. Se não formos capazes de aceitar isso talvez o relacionamento tenha os dias contados.

- Confiança - quando se perde a confiança, não há volta a dar. Pode-se tentar reconquistá-la ou readquiri-la mas mais tarde ou mais cedo...

- Saber ouvir - tão difícil, para mim de modo especial porque raramente estou calada.

- Respeitar o espaço do outro, a sua necessidade de isolamento ou de silêncio.

- Não ser mãezinha ou paizinho do outro - ajudar quando o outro precisa é uma coisa mas não podemos substituir o outro no seu dia-a-dia. Mesmo em casal, há que manter, e cultivar, uma certa independência. Na farmácia conheço casais em que um dos elementos é que se ocupa dos medicamentos do outro, das consultas ou exames. Há imensas pessoas que nem sabem que medicamentos tomam nem quando vão ao médico porque é o companheiro/a que se ocupam disso. E não, não acontece só nas gerações mais antigas.

- Ficar feliz quando o outro está feliz e realizado mesmo que isso possa implicar menos tempo para o relacionamento. Ou seja, evitar sentimentos egoístas.

- Partilhar a casa- de-banho - acredito que falta de entendimento nesta parte da casa pode levar ao rompimento.

 

Bom fim de semana com muito amor

01
Mai18

Passou tão depressa

Charneca em flor

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Por estes dias, completam-se 10 anos que conheço o A.. Nem consigo acreditar que já passou todo este tempo. E a minha vida nunca mais foi a mesma. Com altos e baixos, têm sido anos felizes. Aprendi muita coisa sobre assuntos sobre os quais pouco sabia e a minha cultura musical, política e económica ficou muito mais rica. A minha capacidade de tolerância tem sido posta à prova como nunca. Só com muita tolerância é possível a uma  viver com um . Não foi com o A. que fiz a 1a viagem de avião mas tem sido com ele que tenho vivido maravilhosas aventuras por esse mundo fora (Europa, principalmente). Nada se compara a adormecer presa no seu abraço forte. O melhor companheiro. Que venham mais 10.

17
Dez17

Blogmas 2017 - O Natal da minha infância

Charneca em flor

Já em posts anteriores aflorei um pouco das minhas memórias sobre os Natais da minha infância. Hoje vou mergulhar mais profundamente nessas recordações. Não é fácil por vários motivos. Primeiro porque houve um momento negro na minha vida que tornou todas as memórias anteriores mais difusas, a perda do meu pai. Para além disso também já me faltam também a minha avó e o meu avô, protagonistas dessas memórias. 

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As raízes da minha família estão no Alentejo mas eu cresci no Ribatejo. No Natal "íamos sempre à terra" passar a Consoada com a família da minha mãe. O meu pai era muito ligado à família da minha mãe, talvez por ter perdido a mãe dele muito cedo. Os meus avós adoravam-no. Os meus pais não tinham carro por isso lá iamos na "camionete da carreira" na véspera de Natal. Chegávamos perto da hora do jantar, habitualmente o típico bacalhau. A minha avó vivia numa casa pequena e humilde mas é desse espaço que guardo alguns dos melhores momentos da minha vida. A grande lareira/chaminé alentejana dominava a cozinha que era o centro da casa. No Inverno o lume acendia-se logo de manhã e alimentava-se o lume durante todo o dia. Na noite de Natal, como era o serão mais longo do ano, punha-se o maior madeiro que se encontrava para aguentar toda a noite.

Depois do jantar é que era divertido. A minha avó amassava as filhós (ou coscorões como se chamam noutras regiões) ou então já as tinha amassado antes. Chegava a altura de estender a massa e eu também gostava muito de participar. A cozinha da minha avó parecia uma linha de montagem, eu e a minha avó estendiamos (as minhas, invariavelmente, mais grossas) e a minha mãe fritava.  

O meu pai e o meu avô bebiam um bocadinho acima do normal. O efeito que lhes fazia é que era diferente. O meu avô sentava-se num mocho (o nome que se dá a uns bancos baixinhos que existem no Alentejo) na chaminé, encostava-se ao braço e dormitava de boca aberta. O meu pai dava-lhe para o disparate e convencia-me a fazer uma caricatura do meu avô com a massa das filhós. E a minha mãe lá fritava "o meu avô", coitado. 

Lembro-me mal dos presentes. Muitas vezes, roupa para estrear no dia seguinte, um cobertor, o livro da Abelha Maia ou um relógio, presente do meu padrinho que também morava nessa pequena casa. Não me lembro de ficar ansiosa com os presentes nem se pedia alguma coisa que nunca recebi. As coisas materiais não perduraram na minha memória. O que perdurou foram os momentos, os sorrisos, as gargalhadas, o amor que nos unia e o sabor das filhós da minha avó. Nunca mais comi outras iguais.

31
Ago16

"Sobe o calor", Sérgio Godinho

Charneca em flor

 

Esta música ficou-me na cabeça desde que a ouvi a primeira vez. "Sobe o calor" é uma canção original de Sérgio Godinho para o filme Refrigerantes e Canções de amor realizado por Luís Galvão Teles a partir de um argumento de Nuno Markl. Partilho convosco esta música dedicada a todos aqueles que voltaram a acreditar no amor mesmo depois depois de uma separação.

Espero que gostem.

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