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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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17
Mar19

Não estamos seguros em lado nenhum

Charneca em flor

Uma das notícias que chocou toda a comunidade internacional foi a que deu conta dos atentados a 2 mesquitas da Nova Zelândia. Ao que já se conseguiu apurar o ataque foi levado a cabo por um australiano de extrema-direita e islamofóbico. A Nova Zelândia é  considerado um dos países mais seguros do mundo apesar do número elevado de armas de fogo na posse de privados.

O atacante transmitiu o ataque em directo nas redes sociais. Aliás, segundo as suas palavras, foi na internet, e em ataques terroristas do Daesh como o de Estocolmo, que encontrou inspiração para desencadear esta tragédia.

A comunidade islâmica no país ainda é pequena mas tem vindo a aumentar. Pelo que se depreende das palavras da primeira-ministra Jacinta Arden, o Estado tenta que estas pessoas sejam bem acolhidas:

“Fomos escolhidos por não sermos nenhuma destas coisas, nem um santuário para os que odeiam e condenam o racismo, nem um enclave para o extremismo”, disse a primeira-ministra neozelandesa, Jacinta Arden. “Aparentemente representamos a diversidade, a gentileza, a compaixão, damos casa aos que partilham os nossos valores, refúgios aos que precisam”, disse Arden aos jornalistas. “E esses valores, asseguro-vos, não podem e não serão abalados por este atentado”, acrescentou.

No entanto, segundo a comunicação social, a maioria de neozelandezes que não vê com bons olhos a chegada de muçulmanos ao país 

A primeira-ministra reuniu-se com representantes da comunidade islâmica para mostrar a solidariedade neste momento trágico. Esse gesto parece-me muito louvável mas acho que era desnecessário levar um véu como se vê nesta reportagem da Euronews

Quando fui a Marrocos, levei roupa que não fosse ofensiva incluindo echarpes que cobrissem algum decote mais pronunciado mas nunca tapei a cabeça. Tive estes cuidados porque estava num país estrangeiro e numa cultura diferente. Achei que  era uma medida de segurança. Em São Petersburgo, também cobri a cabeça numa igreja ortodoxa mais uma vez para não ofender os fiéis de forma nenhuma. Agi pelos mesmos motivos, segurança e respeito pela cultura diferente, num país que não era o meu. Jacinta Arden está  no seu país, é a primeira-ministra por isso deve estar acompanhada de seguranças, nem sequer está no interior da mesquita já que aparece numa sala perfeitamente normal. Qual é a necessidade de tapar a cabeça como uma muçulmana?! Quanto a mim, para mostrar apoio e acolhimento, bastava estar presente. O véu já me parece um certo exagero.

 

09
Abr17

Triste Domingo de Ramos

Charneca em flor

É triste que no século XXI ainda se continue a morrerpela fé que se professa.

Aconteceu hoje no Egipto. Os cristãos coptas são apenas 10% da população egipcia mas são das mais atingidas pelos atentados no país. Que, tal como eles acreditam, Deus receba todas as vítimas no seu seio. E que as famílias possam encontrar na fé todo o consolo que precisam.

08
Abr17

Ontem foi em Estocolmo

Charneca em flor

DSC06645.JPG

Charneca em flor em Djurgården, em Estocolmo, Agosto 2016

Tenho para mim que chegará o dia em que a notícia de mais um atentado na Europa provocará apenas um encolher de ombros e um pensamento "mais um". Ontem ainda não foi esse dia para mim. No Verão passado, passei 9 dias na Escandinávia e Estocolmo foi uma das etapas. Por isso a notícia de mais um atentado tocou-me fundo mais uma vez. Mais uma vez, o terror atingiu um local onde os locias ou os turistas passeiam, fazem compras, divertem-se e são felizes. Felizmente o número de mortos e feridos não foi muito grande mas mesmo que fosse uma só pessoa já era de lamentar. Haverá solução?! As autoridades policiais parecem andar sempre um passo atrás quando deviam andar vários passos em frente. A minha esperança é, sem serem sempre divulgados, se impeçam mais atentados do que aqueles que acontecem realmente. 

DSC06543.JPG

Estação Central de Estocolmo, muito perto do local do atentado

 

 

A recente atitude bélica de Donald Trump também não augura nada de bom.

13
Nov16

Um ano depois

Charneca em flor

Na noite do dia 13 de Novembro de 2015, a Europa, e o Mundo, foi sacudida pelo horror das imagens e dos relatos que chegavam da capital francesa. Os terroristas feriram o modo de vida parisiense. Quiseram acabar com a joie de vivre da típica da cidade. Morreram 130 pessoas, ficaram feridas mais de 350 e, imagino, muitas das pessoas que escaparam ilesas ficarão marcadas para sempre.

Ontem, a sala de espetáculos Bataclan (onde houve o maior número de mortes) reabriu com um concerto de Sting. Acho que a melhor maneira de prestar homenagem, a quem perdeu a vida, é continuar a viver e recuperar a tal joie de vivre. Foi, decerto, uma emoção muito grande mas vale a pena que a alegria volte àquele lugar. Deve-se isso aos que já não podem rir, cantar ou dançar. Certo é que o Bataclan ficará sempre marcado pela tragédia de 13 de Novembro de 2015.

 

P.S. - Ontem houve atentado num templo no Paquistão. Estavam cerca de 600 pessoas numa cerimonia religiosa. O local é de difícil por isso ainda não se tem a certeza do número de mortos e feridos. Há crianças entre as vítimas. O EI já reinvindicou o atentado. É longe, não são europeus mas também merecem a nossa compaixão. Estavam apenas a rezar.

25
Jul16

O que é que podemos fazer?

Charneca em flor

0.jpg

 

O mundo gira tão depressa que quando eu penso em fazer um post sobre um tema "actual" já vou atrasada. E desisto. Foram conquistas desportivas portuguesas, pokemon go, atentados, suposto golpe de estado e outros actos violentos. Este mês de Julho de 2016 fica marcado de modo indelével na nossa memória colectiva. Fico na dúvida se o mundo está mesmo a ficar mais violento ou se a comunicação social nos traz cada vez mais notícias de actos violentos. Sejam eles atentados terroristas ou actos de pessoas perturbadas. E como nos podemos proteger destes actos? Fechamo-nos em casa? Deixamos de viver? Ou continuamos a viver a nossa vida da melhor maneira possível? Ontem um dos blocos noticiosos fazia uma reportagem desde Munique, palco de um tiroteio que matou 9 pessoas na sua maioria jovens. A repórter dizia que a vida em Munique voltava lentamente ao normal. E esse é o maior tributo que se pode prestar a quem estava no lugar errado à hora errada, continuar a viver. Por nós e por aqueles que já não o podem fazer. Não nos deixarmos dominar pelo medo nem pelo ódio. Perceber onde é que falhámos enquanto sociedade e tentar emendar os nossos erros. Mas, mesmo assim, continuar a viver.

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