O meu dia-a-dia na farmácia é muito pouco rotineiro. Ontem apesar de ser domingo, estive a trabalhar porque a farmácia estava de serviço. Logo pela manhã, no momento de pagar com o cartão multibanco, uma senhora pergunta-me:
- Tem topless? ()
Não sei como me controlei mas disse rapidamente:
- Não temos contactless, não. Tem que colocar o código.
A minha mãe é que tem razão, porque que é que se usam nomes estrangeiros se estamos em Portugal?!
A maioria dos leitores habituais já devem saber que eu sou uma orgulhosa farmacêutica. Grande parte dos dias são muito intensos mas há sempre momentos que nos divertem ou que nos deixem boquiabertas. Eu tento utilizar palavras mais simples para que as pessoas entendam facilmente aquilo que estamos a dizer. Uma das mais importantes funções de uma farmacêutica é garantir a adesão à terapêutica dos utentes. O que eu nunca esperei é que alguém não compreendesse uma palavra que eu considero muito corriqueira.
Ontem, enquanto tentava ajudar uma utente em relação a meias de contenção, perguntei-lhe qual era a medida do tornozelo. Acreditam que ela não sabia o que era o tornozelo? Apontando para o próprio tornozelo e perguntou: "O tornozelo? Aqui em baixo?". Estou a questionar-me, até agora, se tornozelo é uma palavra "cara".
A Ópera de Barcelona reabriu, no passado dia 22 de Junho, para o primeiro concerto depois do levantamento do estado de emergência em Espanha. No entanto, o concerto teve uma audiência muito especial, 2300 plantas de interior.
Segundo o produtor-executivo, Eugenio Ampudio, este insólito concerto “Reflete o absurdo da condição humana nesta era, que privou as pessoas da sua posição de espetadores. A natureza avançou para ocupar os espaços que tínhamos como garantidos (...) Mas, para ampliar a nossa empatia com o mundo que nos rodeia, abrimos as portas deste grande teatro, convidando a natureza a entrar"
A peça executada pelo quarteto de cordas foi "Chrysanthemum" de Puccini. A escolha deveu-se ao tom triste da peça em questão. Também não deve ser alheio o facto de ter o nome de uma flor, Crisântemo. Em Portugal, esta flor é utilizada para honrar a memória dos falecidos na altura do Dia de Finados.
Depois do concerto, as plantas foram doadas a profissionais de saúde que estiveram na linha da frente do combate ao coronavírus. E devem ter chegado bem viçosas porque parece que as plantas gostam de música.
Alguém já percebeu a pancada com o papel higiénico? Também já atingiu os portugueses? Já não vou ao supermercado desde 3a feira por isso não tenho visto.
O Euro2016 em França ficou marcado por inúmeras surpresas. A maior delas foi a vitória de Portugal na final frente à selecção anfitriã. Mas outra das surpresas foi a selecção da Islândia. Fazia parte do grupo e deu que fazer ficando em primeiro lugar no grupo ao contrário do que seria de esperar. Derrotou a Inglaterra chegando assim aos quartos-de-final onde caiu frente à França. Mas não foi só devido ao percurso futebolístico que a equipa da Islândia ficou na memória mas também foi por estes festejos
Agora a Islândia voltou a ser notícia porque tudo indica que os islandeses festejaram o brilhante desempenho da sua equipa no Euro2016 fazendo filhos. Ao que parece houve um babyboom na ùltimas semanas na Maternidade de Reiquejavique. Precisamente 9 meses depois do Euro. Será que deram nomes de jovadores às crianças?
Por cá, mesmo sendo campeões, ainda não se deu por nada. Bom, nós viemos mais tarde para casa. Será que também vamos ter um babyboom?!