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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

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06
Mar21

100 anos de PCP

Charneca em flor

Hoje assinala-se o centenário do mais antigo partido político português, o Partido Comunista Português. Podemos concordar ou não com os princípios que norteiam este partido mas não podemos escamotear a resiliência e a resistência dos seus militantes na luta contra a ditadura no nosso país. Muitas vezes arriscando, e perdendo, a vida, sofrendo com a prisão e a tortura, sacrificando a sua vida privada e as suas naturais aspirações pessoais. Há inúmeras histórias de comunistas que viveram durante anos na clandestinidade, usando um nome diferente do seu e vivendo uma vida criada para esse efeito.

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Imagem da Notícias Magazine

A história já nos mostrou que nem sempre os ideais teóricos resultam numa melhoria na vida das pessoas quando aplicados na prática. Todas as situações que nos coartam a liberdade são condenáveis. Sejam perpetradas por ditaduras de esquerda ou de direita. Aliás é conhecido que os regimes comunistas também cometeram crimes. Esses factos não deviam ser escondidos debaixo do tapete. Não quero branquear as acções negativas desses regimes mas reconheço o papel de PCP em Portugal. Muitos dos direitos de que usufruímos hoje resultaram da luta dos militantes do PCP assim como dos sindicatos ligados ao partido.

Não sou militante deste partido nem de qualquer outro. A minha postura política é mais ao centro uma vez que concordo com princípios quer de um quadrante quer de outro. Já votei em partidos diferentes consoante as pessoas em questão ou a eleição em causa.

No entanto, o PCP faz parte da minha história familiar e de algumas das minhas memórias de infância. O meu pai era militante do PCP e membro da assembleia de freguesia quando faleceu. Fazia parte da direcção de uma cooperativa de consumo ligada ao partido e era muito activo nas tarefas do partido. Durante a minha infância acompanhei-o muitas vezes ao centro de trabalho do PCP na nossa terra. Embora me lembre melhor do bar que havia nas traseiras e das guloseimas que os amigos do meu pai me compravam*. E do enorme retrato de Catarina Eufémia que estava em frente à porta de entrada. As cerimónias fúnebres do meu avô paterno não tiveram padre mas o caixão tinha a bandeira do PCP. 

Às vezes questiono-me se o meu caminho teria sido diferente caso o meu pai não tivesse falecido tão cedo. Se calhar, em vez de ter enveredado pela prática religiosa (pertenci a grupos de jovens católicos, dei catequese, fui leitora na eucaristia) talvez me tivesse filiado no PCP. Afinal, há quem afirme que Jesus Cristo foi o primeiro comunista porque defendiam os mais pobres e humildes da sociedade do seu tempo. 

*chocolates da regina e uns pacotinhos pequeninos que havia nos anos 80 com pevides e amendoins. Ainda hoje sou perdida por estes snacks. (Editado porque me esqueci do * na primeira versão).

 

04
Mar21

Entre-os-Rios, 20 anos

Charneca em flor

A noite estava escura, chovia e estava nevoeiro. Nos dias anteriores a 4 de Março de 2001, a chuva tinha sido intensa provocando um aumento do caudal do Rio Douro. Pelas 21h15m, um autocarro e três automóveis atravessavam a Ponte Hintze Ribeiro que ligava as localidades de Castelo de Paiva e Entre-os-Rios. A população local sabia que a ponte estava degradada. O que ninguém poderia adivinhar é que as 59 pessoas, ocupantes daqueles veículos, estariam no lugar errado à hora errada. No momento em que o 4o pilar da ponte cedeu à corrente do rio e ruiu, aquelas 59 pessoas caíram em direcção à morte.

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Imagem do Jornal Expresso

Era domingo. A notícia chegou à televisão algum tempo depois, não sei quanto. Tenho ideia que a programação foi interrompida ou que deram a notícia no intervalo. Obviamente, que fiquei impressionada com a notícia. Como não ficar?! Levei uns momentos a perceber que aquela ponte, acabada de ruir, era a mesma que eu tinha atravessado no Verão de 2000 quando fiz uma mini road trip ao Norte. No instante que caí em mim, fiquei arrepiada. Afinal, eu tinha atravessado uma ponte hipoteticamente segura (pois, se estava aberta ao trânsito?!) e uns meses depois assistia às imagens do tabuleiro da ponte mergulhado nas frias águas do Douro. 

Todos os dias passo por uma ponte para ir trabalhar. Durante algum tempo, quando atravessava essa ponte, ficava nervosa. "Será que os pilares desta ponte são inspeccionados com frequência?", "E o leito do rio? Tenho visto barcos areeiros aqui perto da ponte. Será que alguém fiscaliza o trabalho deles?", eram estas as ideias que surgiam na minha cabeça naquela época. Mas depois a vida volta ao normal e vamos esquecendo.

Triste, foi mesmo muito triste. As pessoas que iam no autocarro deviam vir felizes, tinham ido numa excursão para ver o cenário mágico das amendoeiras em flor. Nalgumas aldeias do concelho de Castelo de Paiva, todas as famílias tinham perdido alguém ou mesmo vários elementos da mesma família. Nem sequer havia a hipótese de uns confortarem os outros porque estavam todas mergulhadas na mesma escuridão. 

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Imagem daqui

A acrescer à dor daquela perda, juntou-se a impossibilidade de enterrar os mortos, e fazer o luto, porque os corpos levaram muito tempo a aparecer. Alguns nunca chegaram a ser encontrados. 

Passaram 20 anos e acredito que a ferida de dor, aberta nesse dia, nunca fechou completamente. 

O Ministro do Equipamento Social, Jorge Coelho, assumiu a responsabilidade política e demitiu-se naquela mesma madrugada, articulando a frase "a culpa não pode morrer solteira"

Na verdade, a culpa nunca chegou a casar porque os engenheiros da antiga Junta Autónoma das Estradas e de uma empresa projectista foram absolvidos no julgamento para apuramento de responsabilidades. Ou seja, a ponte caiu mas ninguém teve culpa. Foram as circunstâncias. Será mesmo que ninguém errou ou foi negligente?! Quem diz que uma situação assim não se pode repetir?! 

Aquelas pessoas eram pais, mães, filhos, avós, netos, irmãos, amigos de alguém. Podiam ser da minha família ou da tua. Eu gostaria de ter mais respostas sobre o sucedido mas nunca chegaremos a saber.

02
Mar21

O ano mais estranho das nossas vidas

Charneca em flor

Embora tenha sido identificado no dia anterior, faz hoje 1 ano que foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal. Até agora já foram confirmados 804 686 casos e já faleceram, desta patologia, 16 351 pessoas. Ao longo destes 365 dias, fomos acompanhando, através da comunicação social, a evolução da doença no nosso país e no mundo.

O país foi sujeito a um primeiro confinamento cerca de 20 dias depois do primeiro caso identificado e durou perto de 1 mês e meio. Para quem se manteve sempre a trabalhar como eu, esses dias foram muitos estranhos com as ruas, efectivamente, vazias, a estrada sem carros, as filas para entrar no supermercado. Bem vistas as coisas, foi assustador porque estava-se perante o desconhecido.

No princípio da pandemia, o nosso país foi considerado um dos melhores a controlar a transmissão mas isso também se alterou. Já este ano, e durante várias semanas, fomos o país da União Europeia onde a doença esteve mais descontrolada.

Muito mudou e evoluiu ao longo destes 12 meses. No princípio, apenas algumas pessoas usavam máscara e, actualmente, o seu uso é obrigatório na maioria das situações. Às vezes dou por mim a olhar em volta, vejo todas as pessoas de máscara, penso que estamos a ser ridículos e que ficámos todos doidos. O que nos deu para andarmos de máscara? Mas, depois lembro-me que estamos a viver uma pandemia provocada por um vírus extremamente contagioso. A desinfecção das mãos entrou nas nossas rotinas. 

A Covid-19 andou mais perto de uns do que de outros. Aliás, eu senti-o na pele, felizmente, de forma leve mas com grande preocupação no início. 

No início deste ano entraram-nos imagens inacreditáveis pela casa dentro. Filas de ambulâncias durante horas à porta dos hospitais que estiveram muito perto da ruptura completa. Os funerais, de doentes covid e não covid, aconteciam muitos dias depois das pessoas falecerem prolongando o sofrimento das famílias. Foi duro, muito duro. Voltámos ao confinamento mas com aspecto completamente diferente do primeiro. As pessoas já não estão a levar o confinamento com muito rigor. Fala-se de cansaço pandémico. Seja como fôr, a situação parece quase controlada.

No entanto, acenderam-se várias luzes ao fundo do túnel. Poucos acreditavam ser possível mas, em tempo recorde, surgiram várias vacinas que já começaram a ser administradas. Infelizmente, as empresas farmacêuticas têm falhado nos prazos de entrega e, em Portugal, ainda há poucas pessoas inoculadas. A imunidade de grupo está muito distante. 

Não sabemos o que o futuro, e as novas estirpes, nos reservam. Uma coisa parece certa, a própria OMS o afirmou, a pandemia não se vai resolver, na totalidade, em 2021. 

Só nos resta aguardar e aprendermos a viver com este vírus. Eu tenho muito receio de que o novo normal passe a ser só normal.

 

E era assim que eu pensava em Janeiro de 2020

19
Dez20

Blogmas 2020 - Natal, porquê em Dezembro?

Charneca em flor

Provavelmente, vou causar muitas desilusões com o que vou escrever hoje.

O Menino Jesus, provavelmente, não nasceu a 25 de Dezembro. Pronto, já disse.

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Bérgamo, 31 de Dezembro de 2017

 

Primeiro que tudo, na Bíblia, livro sagrado dos cristãos, não é mencionado quando é que Jesus Cristo nasceu embora se descreva as circunstâncias do seu nascimento. Não há nenhuma fonte documental que afirme o momento exacto em que esse acontecimento se deu.

Há quem afirme que seria impossível haver um censo, que obrigasse a deslocações, nesta altura do ano devido às condições atmosféricas, típicas do Inverno, na região da Galileia*.

Nos primeiros anos do Cristianismo, não se assinalava esta data mas o assunto era motivo de discussão. Aliás, as grandes cabeças pensantes da época consideravam a celebração dos aniversários como fenómenos pagãos. Aliás, em relação a Jesus Cristo, a morte e a ressurreição são muito mais importantes do que o nascimento.

Mesmo assim, a partir do séc. III/séc IV, começou-se a assinalar o nascimento de Jesus Cristo a 25 de Dezembro. Acredita-se que esta festa cristã se deveu à reacção da Igreja contra várias festividades pagãs que convergiam no final do mês de Dezembro. Falo da festa que ocorria por ocasião do Solstício de Inverno em honra do Deus Saturno bem como da festa ao Sol Invencível. Os cristãos deram um novo significado às comemorações que já existiam. 

Muitas das tradições associadas ao Natal, ao longo dos séculos, nasceram dessas festividades pagãs.

 

P. S. - O que aqui escrevi parte do pressuposto de que Jesus Cristo existiu mesmo. Se acreditamos ou não, é tudo uma questão de fé. Pode ser tudo mentira ou não. Fica ao critério de cada um.

*actualmente faz parte do território de Israel.

08
Dez20

Blogmas 2020 - Imaculada Conceição

Charneca em flor

Hoje é feriado nacional de caracter religioso. A maior das pessoas não faz ideia porque é que usufruí deste dia de descanso ou então dá-lhe um significado erróneo.

Conceição é outra maneira de dizer Concepção. Há quem pense que Imaculada Conceição se refira à concepção de Jesus Cristo porque os cristãos acreditam que esta concepção se deveu a intervenção divina e não humana. Segundo a Bíblia, Maria ficou grávida por intervenção divina sem nunca ter "conhecido homem".

No entanto, Imaculada Conceição diz respeito a outro dogma. Devido à infidelidade de Eva, no livro do Genésis, Deus sentenciou que toda a descendência de Eva seria marcada pelo pecado original. No entanto, a Igreja Católica, bem como algumas igrejas anglicanas e ortodoxas,  acredita que Deus escolheu Maria para mãe do Seu Filho desde o início da sua existência e assim ela foi o único ser preservado do pecado original. Imaculada, ou seja, sem mancha.

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A imagem de Nossa Senhora da Conceição, ou da Imaculada Conceição, é  representada pisando uma cobra o que reverte, novamente, para aquilo que vem escrito no Livro do Genésis.

A Igreja celebra esta solenidade no dia 8 de Dezembro desde o Séc.  VII e, nove meses depois, a 8 de Setembro celebra a Natividade de Maria.

Achei que fazia sentido falar da Imaculada Conceição no âmbito do Blogmas porque sem Maria não havia Jesus logo não haveria Natal.

01
Jul20

Estranha Forma de Vida

Cem anos de Amália Rodrigues

Charneca em flor

Hoje assinala-se o centenário do nascimento da maior diva portuguesa, Amália Rodrigues. Podemos apreciar, ou não, o seu estilo musical mas é incontornável o papel que teve na divulgação do fado. Num tempo onde a comunicação e as viagens eram muito diferente daquilo que são hoje, Amália levou a nossa língua às maiores salas de espectáculo do mundo. Até no Japão conseguiu granjear admiradores. A sua vida foi intensa e riquíssima. Mas tão grande foi a subida como a queda. Depois do 25 de Abril foi conotada com o antigo Regime e dizia-se que tinha colaborado com a PIDE. Foi olhada de lado e até ameaçada. A mágoa que essa incompreensão lhe provocou acompanhou-a até ao fim da vida. Felizmente que o país lhe voltou a reconhecer valor e importância a ponto de lhe dar um lugar no Panteão Nacional. Amália até foi nome de uma das primeiras lontras do Oceanário. A sua voz e o seu estilo influenciou muitos dos cantores nacionais sejam fadistas ou não. E muitos foram aqueles que cantaram os seus fados.

Amália Rodrigues foi uma das maiores figuras do panorama nacional e isso é incontestável.

Aqui deixo a sua "Estranha forma de vida"

 

 

 

01
Mai20

Dia Internacional do Trabalhador

Em confinamento

Charneca em flor

Hoje assinala-se o Dia do Trabalhador. Será um 1° de Maio diferente, sem as habituais manifestações sindicais por motivos óbvios. Eu quero aqui prestar homenagem a todos os trabalhadores como sejam:

  • Aos profissionais de saúde que lutam directamente contra a Covid-19 
  • Aos outros profissionais de saúde, como os farmacêuticos, que continuaram a prestar cuidados necessários 
  • Aos trabalhadores que tiveram que se adaptar ao teletrabalho de um dia para o outro
  • Aos trabalhadores que entraram em lay-off e não sabem como será o futuro
  • Aos trabalhadores que ficaram desempregados e para os quais não há luz ao fundo do túnel

Vamos todos lutar, daqui para a frente, para diminuir a transmissão do coronavírus e ajudar a economia a ir recuperando para que a vida de todos nós melhore.

09
Nov19

O Muro de Berlim caiu há 30 anos

Charneca em flor

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Hoje assinalam-se 30 anos passados sobre a queda do Muro de Berlim. Esta parede existiu durante 28 anos e dividia a cidade de Berlim. No pós-guerra, a cidade de Berlim, bem como a Alemanha, fora dividida entre RFA, ocidental (capitalista) e RDA, oriental (comunista). A Alemanha dividida simbolizava a divisão do mundo durante o chamado período da Guerra Fria, entre os Estados Unidos e a União Soviética, as 2 grandes potências da altura. A  construção do Muro teve como intenção estancar a saída de pessoas da RDA para o Ocidente. Muitas famílias ficaram divididas. Os militares que vigiam tinham ordem para atirar a matar e não se sabe, efectivamente, quantos morreram a tentar fugir da crescente sovietização da RDA.

O caricato é que o evento conhecido por Queda do Muro de Berlim se deveu a uma precipitação do Governo que anunciou "uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste". Este anúncio aconteceu antes de se avisar as agências governamentais. As estações de rádio e televisões deram a notícia levando a que milhares de pessoas fossem até aos postos fronteiriços exigindo a abertura. Perante a multidão, e sem terem recebido qualquer instrução sobre o que fazer, os guardas não tiveram outra solução senão abrir as fronteiras.

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A queda do Muro de Berlim surgiu numa altura em que a União Soviética estava já quase a desintegrar-se o que acabou por acontecer em 1991. 

A Europa e o Mundo nunca mais foram iguais. Quanto a mim, a mudança foi para melhor, mesmo que não seja perfeita, porque é mais importante que se construam pontes entre os povos do que muros que impeçam os homens e as mulheres de serem verdadeiramente livres.

05
Out19

Diário da Gratidão #270

Dia Mundial do Professor

Charneca em flor

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Professor. Sou eternamente grata aos professores que passaram pela minha vida e que me encaminharam no sentido do gosto pelo estudo e pela leitura. Destaco, principalmente, a minha professora primária, D. Luzia, um doce de pessoa, a professora Nocas, de português no secundário, e todos os meus professores de fisico-química dos quais não recordo o nome. Estes, e todos os outros bem entendido, foram preponderantes no meu crescimento. Tenho muita pena que, hoje em dia, a profissão de professor não seja tão respeitada como devia.

15
Set19

40 anos de SNS

Charneca em flor

Embora já seja tarde, ainda vou a tempo de celebrar os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde. O SNS português não é perfeito na medida em que depende das pessoas que, obviamente, estão longe da perfeição. No entanto, ainda bem que existe porque a saúde dos portugueses seria ainda pior se não houvesse SNS.  A 15 de Setembro de 1979 foi publicada a Lei 56/79 que consagrava a criação de um serviço de saúde universal, geral e tendencialmente gratuito já que era financiado pelos impostos. O advogado António Arnault é considerado "pai" do SNS já que foi ele que lançou o SNS enquanto titular da pasta dos Assuntos Sociais do II Governo Constitucional.

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Durante estes 40 anos observaram-se acentuadas melhorias nos indicadores de saúde de Portugal. Por exemplo:

  1. Esperança média de vida à nascença  - Em 1979, era de 71 anos e agora já ultrapassa, em média, os 80 anos
  2. Mortalidade infantil - Em 1979, morriam 26 crianças por cada mil nascimentos e agora são menos de 3

Mas o SNS enfrenta inúmeros problemas ao chegar aos 40 anos. O envelhecimento da população representa uma sobrecarga ao SNS já que aumenta o número de doentes crónicos, muitas vezes com várias patologias associadas.

As farmácias, apesar de serem estabelecimentos de saúde privados, são essenciais para o bom funcionamento do SNS e podem ser consideradas como um dos elos da cadeia de cuidados de saúde do SNS. Sinto um grande orgulho em fazer parte desta história.

Fonte: Jornal de Negócios

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