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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

13
Out15

Maria para Belém

Charneca em flor

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 Imagem daqui

Hoje Maria de Belém Roseira anunciou a sua candidatura às Eleições Presidenciais de 2016. No meio político dominado pelos homens, é uma novidade refrescante. 30 anos depois vamos voltar a ter uma mulher na corrida a Belém. Em 1986, Maria de Lourdes Pintassilgo candidatou-se sem o apoio de qualquer partido. Esta engenheira química foi, também, a primeira mulher a desempenhar as funções de chefe do governo indigitada pelo Presidente da República para preparar as eleições legislativas de Dezembro de 1979. O prestígio que adquiriu nessas funções parecia poder-lhe dar um bom resultado mas tal não aconteceu já que obteve apenas 7,4%. Maria de Belém trabalhou com Maria de Lourdes Pintassilgo quando esta era Secretária de Estado da Segurança Social. Maria de Belém Roseira desempenhou inúmeras funções de governação nomeadamente Ministra da Saúde e da Igualdade nos governos de António Guterres. Ultimamente foi Presidente do PS com António José Seguro como secretário-geral. Para já o PS ainda não expressou o seu apoio o que até é compreensível tendo em conta o rebuliço em que António Costa anda metido com reuniões atrás de reuniões. As eleições legislativas ainda não estâo resolvidas e já caminhamos a passos largos para as eleições presidenciais. Gostaria muito de ver uma mulher na Presidência da República mas tendo em conta que concorre, entre 14 candidatos, com Marcelo Rebelo de Sousa será difícil vencer. Terá que batalhar muito. Eu estou indecisa mas tenho 3 meses para decidir. De qualquer modo, muita sorte para Maria de Belém Roseira neste caminho sinuoso até ao palácio cor-de-rosa.

08
Out15

Bluff político

Charneca em flor

imagem daqui 

O país político anda agitado desde domingo. Os resultados reais foram tão confusos e divididos como já tinham sido as sondagens. O PàF (PSD/CDS) ficou à frente com mais votos e mais deputados mas por pouco. A esquerda mais radical, Bloco de Esquerda e CDU, está entusiasmada porque a esquerda está mais representada no Parlamento do que estava antes. O PS, aparentemente, é o grande derrotado. No entanto, em política nem tudo o que parece é. O PR apressou-se a reunir com Passos Coelho para o convidar a formar um governo estável. Já o PS, o tal derrotado, vai piscando o olho à direita e à esquerda e, apesar de tudo, será determinante para o equilíbrio de forças políticas dos próximos meses. António Costa anda atarefadissimo; primeiro reuniu com o partido, hoje encontrou-se com a CDU, amanhã é a vez do Bloco de Esquerda (já vai atrasado porque a Catarina Martins tinha-o desafiado para dia 5) e termina a semana com o derradeiro encontro com os partidos do PàF. Qual será a ideia dele? Ser Primeiro-Ministro coligado com os partidos de esquerda? Ou viabilizar um governo minoritário? Na minha opinião, os encontros com a esquerda são bluff como se o futuro do país fosse um jogo de Póker. O que ele pretende é impor um acordo com cedências da parte de PSD e CDS para ficar bem visto. Assim que for possível, faz cair o governo e provoca eleições antecipadas que ele acredita que lhe vão ser favoráveis. É tão boa teoria como a possibilidade de António Costa ser o Primeiro-Ministro de um super-governo de esquerda.

04
Out15

Ainda vão a tempo

Charneca em flor

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Dirigi-me à escola onde funcionam as mesas de voto da minha freguesia pelas 11h. O trânsito estava caótico. Muitos eleitores também, como eu, se dirigiam às urnas. Quando cheguei à minha mesa de voto havia fila. Nunca tal me tinha acontecido. Só consegui votar 15 minutos depois. Todas as mesas próximas da minha tinham várias pessoas à espera. Fiquei muito feliz por ver tanta gente por ali. É bom sinal. Tenho sempre esperança que a abstenção diminua. Eu faço a minha parte, tento convencer as pessoas que me são próximas a irem votar. Nem sempre consigo. Tenho dúvidas que outro método eleitoral, como ovoto electrónico, resolvesse o problema. Quem tiver mesmo vontade de votar, faz tudo para cumprir o seu dever. Ainda têm tempo, faltam 3h. Aqui, a sul do Tejo, a meteorologia parece estar a ajudar.

02
Out15

Domingo é dia de eleições

Charneca em flor

 

Faltam 2 horas para terminar a campanha eleitoral. Nos últimos anos, os portugueses estão cada vez mais desencantados com a política e os seus actores. Cada eleição que se realiza em Portugal, há sempre uma nítida vencedora, a abstenção. Eu percebo o desencanto, as pessoas sentem-se enganadas pelos políticos, seja qual for a sua cor. Só não percebo como é que as pessoas podem desperdiçar a única hipótese que têm de intervenção no futuro de todos. O nosso voto pode parece uma insignificância mas, para a maioria de nós, é a única coisa que podemos fazer para ajudar a construir um país melhor, o país que sonhamos. Nos 23 anos que levo como eleitora (19 eleições, 3 referendos, 1 eleição intercalar para a Assembleia de Freguesia) só falhei 2 vezes; uma vez estava com febre e não conseguia mesmo sair de casa, a outra vez não fui votar pelo mesmo motivo que maioria dos absentencionistas, simplesmente não me apeteceu. Se for comparar com as pessoas da minha geração e das gerações mais novas, até acho que a minha perfomance como eleitora até é muito boa. Não fico bem com a minha consciência se não for votar. Se deixarmos de usufruir dos nossos direitos, quem garante que não os vamos perder?! Possivelmente esta minha consciencialização de que votar é determinante para o meu futuro, nasceu na minha infância. Nessa altura, o domingo de eleições era um dia diferente. O meu pai saía muito cedo e chegava muito tarde porque era, sempre, elemento das mesas de voto. Depois do almoço era a altura preferida da minha mãe para ir votar e eu ia sempre com ela. A minha mãe vota sempre na mesa n° 1 porque o meu pai foi das primeiras pessoas a recensear-se lá na terra e fez uma grande campanha de recenceamento na nossa rua. Eu achava muita piada por ir às eleições. Quando o dever da minha mãe estava cumprido, dávamos um passeio pela vila que tinha que passar pela mesa onde o meu pai estava para lhe dar um beijinho. Domingo de eleições era, para mim, domingo de festa. O exemplo dos meus pais incutiu-me, de tal maneira, este sentido de dever que, às vezes, me leva a fazer uns quantos quilómetros para não faltar à festa das eleições. 

 

Dia 5 é dia de eleições. Não te esqueças de ir votar. Portugal espera o teu voto.

 

 

27
Set15

Quem ganha com as sondagens diárias?!

Charneca em flor

 Sondagem RTP/Universidade Católica de 26 de Setembro

 

Sondagem TVI/Público/TSF/Intercampus

 

De hoje a uma semana será o dia das eleições legislativas em Portugal. Nesta campanha eleitoral,para além dos panfletos e dos cartazes que ninguém lê, das arruadas, dos comícios, das feiras ;e respectivas reportagens televisivas; temos uma novidade, sondagens diárias. A RTP, a TVI e a CMTV apresentam sondagens diárias nos seus blocos noticiosos da noite. O curioso é que cada sondagem tem um resultado diferente. Agora pergunto, qual é o interesse de sondagens diárias? A quem serve, a quem beneficia, a quem prejudica? Serão os resultados das sondagens fidedignos? As pessoas podem não responder com verdade. Para além de as sondagens serem feitas apenas por entrevista telefónica através telefone fixo e isso excluir as muitas casas onde já não existe esse objecto obsoleto (por acaso, eu tenho telefone fixo e nunca ninguém me perguntou em quem é que eu voto).

A meu ver, esta história das sondagens diárias é uma maneira de a comunicação social influenciar os resultados eleitorais. Ora vejamos, se a sondagem dá vitória à coligação PAF, por exemplo, pode fazer aumentar a abstenção dos seus eleitores que podem ser levados a pensar que não é preciso ir votar porque a PAF vai à frente. Por outro lado, pode delapidar os votos dos pequenos partidos à esquerda porque pode levar a que as pessoas que pensam votar CDU ou BE sejam levadas ao voto útil no PS para derrotar a coligação de direita que tem desgovernado o país. Se, no entanto, as sondagens dessem a vitória do PS podiam levar a que os eleitores mais à direita mas abstencionistas fossem todos votar para eleger a coligação PAF. Ou seja, a minha teoria é que as sondagens podem alterar por completo o sentido de voto dos portugueses. Para mim, era menos sondagens e mais discussões de ideias. E mais apelo ao voto seja qual for o seu sentido.

Se calhar, só quem ganha mesmo com as sondagens são as empresas que as fazem.

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