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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

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04
Fev18

Foto da semana #5

Charneca em flor

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Este mês, a foto da semana será aquela que tiver tido o maior número de ❤ na página do Instagram do blogue. E assim a foto da semana é:

 

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Esta foi a  minha primeira tentativa de fazer Tiramisu. Há muito tempo que queria experimentar até porque a gastronomia italiana fascina-me. Com tantas viagens à Itália já a considero como a minha segunda pátria. A receita que fiz foi uma adaptação desta receita.

Infelizmente, não saiu exactamente como eu estava à espera. O creme não ficou com a consistência adequada e o doce começou a abater um bocadinho. Em conversa com a minha patroa, que também é fã de Tiramisu, já percebi que o creme deveria ter sido mais bem batido. Mas temos vindo a come-lo.

Para a próxima, sairá melhor

 

 

20
Dez17

Blogmas 2017 - A mesa de Natal

Charneca em flor

Um dos pratos típicos da mesa da consoada é o bacalhau cozido com couves. Também faz parte da minha mesa. Não é um prato que coma habitualmente durante o resto do ano. Aliás até tenho ideia de que se comesse noutra altura, não me pareceria muito apetitoso. No Natal, bacalhau com couves sabe-me ao melhor dos pitéus. Desde que conheço o A., e passo o Natal com ele, também não pode faltar o peru bem tostadinho no forno. Para o dia de Natal reservamos Polvo à Lagareiro. Ou seja, pela nossa mesa passam os principais pratos do Natal português. 

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E na vossa mesa de Consoada, que pratos não podem faltar?

07
Dez17

Blogmas 2017 - Bolo-Rei

Charneca em flor

 

O Bolo-Rei tem presença garantida em praticamente todas as mesas portuguesas. Apesar da minha já confessada gulodice, não ligava muito a este bolo em míuda. Tinha, isso sim, um grande entusiasmo em tentar encontrar o brinde. Agora já não se pode pôr nem brinde nem fava no Bolo-Rei o que lhe tira metade da graça. Há quem diga que se começa a apreciar esta iguaria portuguesa com a idade. Frutas cristalizadas e crianças não combinam. A verdade é que agora até já gosto de Bolo-Rei. Então se estiver ainda quente e molinho, ui! Não sei se comecei a gostar devido por ter amadurecido (olha que eufemismo) ou se foi por influência. No trabalho tenho uma colega que adora Bolo-Rei e o A. também é grande fã. Assim que começam a aparecer os ditos bolinhos, começam a vir cá para casa.

Tal como os enfeites de Natal e os outros doces típicos da época começam a aparecer cada vez mais cedo. Não sei se acho piada a isso. Apesar de agora comer com gosto, quando chega o Natal já estou um bocadinho farta.

18
Mai17

Levei a minha mãe ao sushi

Charneca em flor

Ontem a minha mãe foi almoçar comigo. Eu achei que tinha piada levá-la a um Sushi-bar. Bom, na verdade, eu chamaria-lhe um restaurante asiático porque acaba por ter sushi e comida chinesa. O serviço é buffet à la carte. Comida chinesa ela já tinha comido mas sushi não. Foi uma risota, pelo menos para mim. Quando provou uma das peças de sushi fez uma cara deste género 

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E comenta: "sabe a lodo."

A lodo?! Será que a minha mãe já provou lodo?

Lá foi comendo e eu tentei escolher pratos que não tivessem algas partindo que era isso que sabia a lodo. No fim lá foi dizendo: "afinal não é assim tão mau". Para a próxima, fica fã. Obviamente que pedi alguns pratos de comida chinesa para que ela não ficasse cheia de fome.

O almoço de ontem fez-me lembrar a primeira vez que experimentei. Fui com uma amiga que nunca tinha comido mas que queria experimentar porque era chique gostar de sushi. Já lá vão 10 anos. Fomos com umas amigas dela que eu não conhecia e uma delas já era habitué. Não me lembro do restaurante mas parece- me que era perto do El Corte Ingles. Eu adorei logo da primeira vez e a minha amiga (aquela que queria gostar porque era chique) detestou, com grande pena dela. Eu fartei-me de rir porque não tenho paciência para estas manias de termos todos que gostar das mesmas coisas.

 

 

07
Dez16

Marisco invulgar

Charneca em flor

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O que vou relatar se passou há uns anos, mais de 10 anos. Era 25 de Dezembro. Nessa altura, o meu dia de Natal era passado no Alentejo, na casa da minha avó, regressando ao fim do dia. Naquele ano estava com a minha mãe e com o ex (adiante também mencionado por o "falecido"). Nenhum de nós estava com vontade de fazer jantar e resolvemos ir a um restaurante da nossa terra. Não era um dos meus favoritos mas também não havia muitos opções disponíveis. 

Não me recordo do que eu e a minha mãe comemos. Só me lembro que o "falecido" escolheu açorda de marisco. É pitéu que eu não aprecio  mas o "falecido" gostava muito.

Logo nas primeiras garfadas, o ex encontra algo no prato que parecia ser uma ameijoa. Quando tenta tirar o molusco, percebe que era outra coisa. A açorda tinha um marisco muito invulgar, uma carica. Isso mesmo, uma carica. E estava misturada com a açorda donde se depreende que tinha vindo da cozinha. O chef terá tido uma sede repentina, talvez?

Discretamente, chamámos o empregado de mesa para lhe mostrar o achado. Obviamente, ficou perturbado, desfez-se em desculpas e prontificou-se a trazer outro prato. É claro que o "falecido" já não arriscou na açorda. O caso podia ter ficado por aí.

O que torna ainda mais interessante é que o dono e gerente do estabelecimento estava presente. Ele percebeu o que se tinha passado. 

O que é que vocês fariam no lugar dele? Eu digo o que faria. Dirigia-me aos clientes para reafirmar os pedidos  de desculpas e oferecia qualquer tipo de compensação pelo incómodo, como por exemplo, oferecia os cafés ou uma garrafa de vinho por conta de casa. Pelo menos, assumia o erro perante os clientes e tentava, apesar de tudo, salvar a imagem do restaurante.

O dono do local fez o quê? Nada, nem se mexeu do sítio onde estava.

E, no fim, pagámos tudo excepto a açorda. Também era só o que faltava. 

 

Esta é a minha participação no desafio do Blogs do Sapo. Ainda vão a tempo de participar.

01
Nov16

Bitoque da Chef Justa

Charneca em flor

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Ontem foi dia de folga depois de ter estado de serviço na farmácia. Dormi umas horas de manhã. Não me apeteceu fazer almoço e resolvi ir até ao Fórum Montijo. Não estava virada para hamburgueres. Dei uma volta e encontrei o Bitoque no Prato. "É mesmo isso" pensei eu. Enquanto olhava para as várias opções fui abordada por uma jovem para fazer o pedido. Achei melhor não inventar muito e escolhi o menu "à antiga portuguesa". Só quando estava à espera para pagar é que reparei que Bitoque no Prato era a marca da Chef Justa Nobre. O Casal Mistério já tinha falado sobre estes restaurantes e a experiência não tinha sido muito agradável. Fiquei de pé atrás. Primeiro ponto negativo, copos de plástico. Será assim tão dispendioso ter copos de vidro? Outro ponto negativo, o tamanho da salada. Podiam ser mais generosos com a salada. Que tacinha tão pequenina, ainda por cima pedi com molho vinagrete e veio com 1 molho qualquer tipo maionese. Como ainda estava meio a dormir nem reclamei. O bitoque lá veio. Estava no ponto porque eles perguntam qual o ponto que queriamos, logicamente. Eu prefiro bem passado, estava bom, a carne era macia e não estava seca. Eu, na minha ignorância, pensava que "à antiga portuguesa" seria um bitoque frito mas parece que ali é sempre bife grelhado, na chapa presumo. As batatas e o ovo também estava bons. A sobremesa é que não era grande coisa. Pedi panacotta e achei o sabor muito artificial mas pelo preço também não se podia pedir mais. O pior mesmo foi o café. Então eu estava sentada na sala do restaurante e servem-me o café num copo de plástico?! Antes de mim tinham acabado de servir em chávena normal. Olhei para os tabuleiros ainda nas mesas e todos tinham chávenas. Das duas, uma, ou acharam que eu tinha cara de ladra de chávenas ou acabou-se-lhes a louça. Há poucas coisas piores que café em copos de plástico. Parece-me que estes restaurantes têm um problema qualquer de escassez de louça. Srs investidores, mandem lá mais € para comprarem chávenas, se faz favor. Em relação ao preço, não achei assim tão barato. Qualquer pequeno café ou restaurante da minha pequena cidade serve um excelente bitoque por menos valor.

E foi assim, a minha experiência num "restaurante de chef"... ou melhor, num restaurante com nome e fotografia de chef.

29
Mai16

Dia Nacional da Gastronomia

Charneca em flor

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 Hoje celebrou-se o primeiro dia nacional da gastronomia. O último domingo de Maio passará a ser dedicado à gastronomia. Pretende-se que, em cada ano, a celebração ocorra, rotativamente, numa capital de distrito. A primeira cidade a receber este evento foi Aveiro. Já há muito que a Federação das Confrarias Gastronómicas de Portugal e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portuhal (AHRESP) defendiam que se dedicasse, oficialmente, um dia à nossa gastronomia. Se pensarmos bem até faz sentido. A nossa gastronomia é riquíssima e é uma das coisas que os turistas mais apreciam quando nos visitam. E o turismo é extremamente importante para a nossa economia.

O facto da nossa comida ser tão boa só tem um senão; a dificuldade que eu tenho em fazer dieta. Quando era criança comia muito mal mas agora sou um bom garfo. Ainda este fim-de-semana prestei a minha própria homenagem à gastronomia nacional. Ontem o almoço foi arroz de pato e hoje foi bacalhau com broa. Não há imagens para comprovar porque a fome e a gulodice prevaleceram.

20
Jan16

Almoço de domingo, Taberna do Alfaiate

Charneca em flor

 

No domingo passado foi dia de celebrar o aniversário da minha mãe. O meu namorido sugeriu que fossemos almoçar ao restaurante Taberna do Alfaiate numa aldeia perto do Cartaxo, Lapa. A ideia surgiu depois de ele ter ouvido o programa TSF à Mesa. Ninguém imagina que há um espaço daqueles naquela aldeia. Segundo sei, o restaurante localiza-se numa antiga adega que pertence à mesma família há várias gerações. A sala é pequena mas muito acolhedora. A decoração é muito bonita. Tem um aspecto familiar para o que contribuí o facto de ser necessário tocar à campainha para podermos entrar. Parece que somos visitas e que estamos a entrar numa casa de família. O proprietário é muito simpático e faz-nos sentir muito à vontade. Quando chegamos encontramos já as entradas. Só provámos algumas nomeadamente a salada de polvo, a salada de orelha e os queijos. O pão também era muito bom. Escolhemos o vinho da casa de produção própria e também achámos uma escolha acertada. O proprietário fez algumas sugestões de pratos principais. Como erámos só 3, e já tinhamos comido as entradas, optámos por 2 pratos para dividir. Ficámos com pena de não provar as Migas de Bacalhau, servidas dentro do pão, mas talvez numa próxima oportunidade. Então escolhemos Bacalhau assado com manja, uma espécie de migas de batata, servido numa cama de couves salteadas

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 e Porco Preto à Padeiro que consiste em pedaços de porco preto assados numa telha de barro.

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Estava tudo muito bom. Como era um dia especial também comemos sobremesa. A minha mãe comeu Delícia de Amêndoa que tinha óptimo aspecto e eu e o A. dividimos uma mousse de noz. Não cheguei a tirar fotografias às sobremesas, infelizmente.

Para finalizar, ainda tivemos direito a um  gesto de cortesia. Com as sobremesas,foi-nos oferecido um abafadinho caseiro muito, muito bom.

Basicamente, este restaurante é muito agradável. Deve-se chegar cedo ou então marcar mesa porque a sala é mesmo muito pequena. O serviço não é muito rápido mas para um almoço de domingo sem pressas é o ideal. Um segredo bem escondido.

22
Mar15

Licor de laranja

Charneca em flor

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Hoje terminei finalmente, o meu licor de laranja. O processo demorou 2 meses. Gosto muito de fazer, e de também de beber, licores. Já fiz várias experiências. O licor que já fiz mais do que uma vez foi o de amoras silvestres. É o mais especial. Começa logo na aventura de apanhar as amoras sem me picar o que é quase impossível. Fica com uma cor fabulosa. Mas, hoje, é o dia do licor de laranja. Normalmente utilizo receitas pesquisadas na internet e para este encontrei a receita aqui. Fiz uma alteração na quantidade de açúcar porque achei exagerada. A receita adaptada é esta:

 

Ingredientes:

3 laranjas

0,5 l aguardente

0,5 l água

500 g de açúcar

 

- Depois das laranjas lavadas, corte-as em pedaços

- Coloque as laranjas num frasco vedante, cubra-as com a aguardente e agite bem de forma a que as laranjas fiquem todas cobertas pela aguardente. Tape e armazene o frasco durante 2 meses.

- Passados os 2 meses abra o frasco e coe a aguardente com uma rede fina. Deixe de parte a aguardente e coloque a água dentro do frasco para lavar as laranjas. Mexa bem para aproveitar todo o sabor da laranja.

- Coe a água para dentro de 1 tacho e junte o açúcar. Leve ao lume e mexa. Deixe ferver até atingir o ponto pérola. Passados cerca de 15 minutos, desligue o lume. (Para atingir o ponto pérola, o açúcar deverá cair em gotas quando colocar a colher sobre o mesmo.) Deixe arrefecer.

- Depois da calda fria, junte a aguardente e misture bem.

- Coe para uma garrafa.

- Delicie-se :)

 

O aroma e cor são maravilhosos. O sabor também não é nada mau. Nem sempre é fácil fazer licor porque não é muito fácil arranjar aguardente. Ou não se encontra à venda ou é muito cara. Também se pode fazer com álcool a 70 mas aí também temos o problema do preço. Como se destina a ingestão, há que ter o cuidado de adquirir álcool puro e não álcool sanitário. Este último é desnaturado com cetrimida que é uma substância que é ototóxica se for ingerida. Só que o álcool puro custa 4 € ou 5 € cada frasco de 250 ml o que tornaria o licor mais caro

 

21
Set14

Promessas de prazer futuro

Charneca em flor

 

 

 

Esta manhã, andei a passear pela mata. A intenção era colher alguns medronhos mas os, muitos, que encontrámos ainda não estavam maduros, infelizmente. Fica a promessa de voltar lá daqui por umas semanas para me poder deliciar. E, quem sabe, até dê para fazer mais um licor para juntar à minha pequena colecção de licores caseiros. Bom domingo.

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