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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

16
Mar19

Diário da Gratidão #75

Charneca em flor

Hoje tive convidados para o almoço. Eu tratei das entradas e do prato principal e eles trouxeram a sobremesa (podem vê-la no Instagram). Fico sempre insegura quando tenho que fazer comida para outras pessoas para além das pessoas cá de casa. Felizmente correu tudo bem que até me esqueci de registar as minhas iguarias. E acho que isso é um bom sinal. É sinal de que estava tudo muito bom.

 

25
Jan19

O licor do meu tio J.

Charneca em flor

IMG_20190124_224524.jpgOntem foi um dia muito esgotante. Quando me consegui sentar no sofá aproveitei para saborear este licor, Nocino. Foi feito pelo meu tio, e padrinho, J., o meu tio favorito (os outros também não lêem blogues, felizmente). O meu tio J. é uma pessoa brilhante que, pelas circunstâncias da vida, não teve oportunidade de estudar mas sempre se soube desenvolver intelectualmente e sempre foi uma pessoa muito curiosa. 

Este licor é de origem italiana e foi em Itália que ele aprendeu a fazê-lo com um italiano. Ao que parece, a execução segue um determinado esquema. Segundo a informação que o meu tio põe ali na etiqueta o licor leva os seguintes ingredientes: Nozes verdes, açucar, aguardente e especiarias. O que eu sempre achei engraçado foi a teoria de execução do nocino. Diz então o meu tio que o licor tem que ser feito com nozes verdes apanhadas na noite de São João e as nozes têm que ser e  número ímpar. Depois põem-se os ingredientes num recipiente largo, coloca-se ao sol e mexe-se todos os dias. Só não me lembro por quanto tempo se mantém o licor ao sol. E todos anos , na véspera de São João, lá vai o meu tio apanhar as nozes, em número ímpar.

Sempre gostava de saber o que aconteceria se as nozes forem em número par e apanhadas  numa outra noite qualquer. Seja como for, o resultado final é bem agradável.

 

09
Set18

Foto da semana #36

Charneca em flor

IMG_20180904_104638.jpg

A semana que passou foi uma das mais difíceis dos últimos anos. Regressei ao trabalho depois das férias, fiz um serviço nocturno, vi partir uma pessoa próxima e acompanhei o seu caminho até à última morada. Foi duro. Mas, quer queiramos quer não, a vida tem que continuar.

Sendo assim, a foto mais votada do Instagram foi esta do interior da minha marmita. Neste dia levei 2 refeições porque era a marmita do dia de serviço. Também levei 2 gelatinas, o doce ideal para quem quer ter uma alimentação mais equilibrada, e 2 iogurtes, adoçados com açúcar de coco, feitos no Yogurtnest. Tento levar comida sempre que possível. Considero mais saudável, mais equilibrado e mais económico do que comer sempre fora. Nem sempre consigo. Há dias em que tenho pouca energia, ou pouca imaginação, para organizar a marmita.

E, desse lado, comer fora ou marmitar?

 

 

04
Fev18

Foto da semana #5

Charneca em flor

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Este mês, a foto da semana será aquela que tiver tido o maior número de ❤ na página do Instagram do blogue. E assim a foto da semana é:

 

IMG_20180131_222456_787.jpg

Esta foi a  minha primeira tentativa de fazer Tiramisu. Há muito tempo que queria experimentar até porque a gastronomia italiana fascina-me. Com tantas viagens à Itália já a considero como a minha segunda pátria. A receita que fiz foi uma adaptação desta receita.

Infelizmente, não saiu exactamente como eu estava à espera. O creme não ficou com a consistência adequada e o doce começou a abater um bocadinho. Em conversa com a minha patroa, que também é fã de Tiramisu, já percebi que o creme deveria ter sido mais bem batido. Mas temos vindo a come-lo.

Para a próxima, sairá melhor

 

 

20
Dez17

Blogmas 2017 - A mesa de Natal

Charneca em flor

Um dos pratos típicos da mesa da consoada é o bacalhau cozido com couves. Também faz parte da minha mesa. Não é um prato que coma habitualmente durante o resto do ano. Aliás até tenho ideia de que se comesse noutra altura, não me pareceria muito apetitoso. No Natal, bacalhau com couves sabe-me ao melhor dos pitéus. Desde que conheço o A., e passo o Natal com ele, também não pode faltar o peru bem tostadinho no forno. Para o dia de Natal reservamos Polvo à Lagareiro. Ou seja, pela nossa mesa passam os principais pratos do Natal português. 

1513727363601.jpg

 

E na vossa mesa de Consoada, que pratos não podem faltar?

07
Dez17

Blogmas 2017 - Bolo-Rei

Charneca em flor

 

O Bolo-Rei tem presença garantida em praticamente todas as mesas portuguesas. Apesar da minha já confessada gulodice, não ligava muito a este bolo em míuda. Tinha, isso sim, um grande entusiasmo em tentar encontrar o brinde. Agora já não se pode pôr nem brinde nem fava no Bolo-Rei o que lhe tira metade da graça. Há quem diga que se começa a apreciar esta iguaria portuguesa com a idade. Frutas cristalizadas e crianças não combinam. A verdade é que agora até já gosto de Bolo-Rei. Então se estiver ainda quente e molinho, ui! Não sei se comecei a gostar devido por ter amadurecido (olha que eufemismo) ou se foi por influência. No trabalho tenho uma colega que adora Bolo-Rei e o A. também é grande fã. Assim que começam a aparecer os ditos bolinhos, começam a vir cá para casa.

Tal como os enfeites de Natal e os outros doces típicos da época começam a aparecer cada vez mais cedo. Não sei se acho piada a isso. Apesar de agora comer com gosto, quando chega o Natal já estou um bocadinho farta.

18
Mai17

Levei a minha mãe ao sushi

Charneca em flor

Ontem a minha mãe foi almoçar comigo. Eu achei que tinha piada levá-la a um Sushi-bar. Bom, na verdade, eu chamaria-lhe um restaurante asiático porque acaba por ter sushi e comida chinesa. O serviço é buffet à la carte. Comida chinesa ela já tinha comido mas sushi não. Foi uma risota, pelo menos para mim. Quando provou uma das peças de sushi fez uma cara deste género 

20120203182725.jpg

E comenta: "sabe a lodo."

A lodo?! Será que a minha mãe já provou lodo?

Lá foi comendo e eu tentei escolher pratos que não tivessem algas partindo que era isso que sabia a lodo. No fim lá foi dizendo: "afinal não é assim tão mau". Para a próxima, fica fã. Obviamente que pedi alguns pratos de comida chinesa para que ela não ficasse cheia de fome.

O almoço de ontem fez-me lembrar a primeira vez que experimentei. Fui com uma amiga que nunca tinha comido mas que queria experimentar porque era chique gostar de sushi. Já lá vão 10 anos. Fomos com umas amigas dela que eu não conhecia e uma delas já era habitué. Não me lembro do restaurante mas parece- me que era perto do El Corte Ingles. Eu adorei logo da primeira vez e a minha amiga (aquela que queria gostar porque era chique) detestou, com grande pena dela. Eu fartei-me de rir porque não tenho paciência para estas manias de termos todos que gostar das mesmas coisas.

 

 

07
Dez16

Marisco invulgar

Charneca em flor

s.jpg

O que vou relatar se passou há uns anos, mais de 10 anos. Era 25 de Dezembro. Nessa altura, o meu dia de Natal era passado no Alentejo, na casa da minha avó, regressando ao fim do dia. Naquele ano estava com a minha mãe e com o ex (adiante também mencionado por o "falecido"). Nenhum de nós estava com vontade de fazer jantar e resolvemos ir a um restaurante da nossa terra. Não era um dos meus favoritos mas também não havia muitos opções disponíveis. 

Não me recordo do que eu e a minha mãe comemos. Só me lembro que o "falecido" escolheu açorda de marisco. É pitéu que eu não aprecio  mas o "falecido" gostava muito.

Logo nas primeiras garfadas, o ex encontra algo no prato que parecia ser uma ameijoa. Quando tenta tirar o molusco, percebe que era outra coisa. A açorda tinha um marisco muito invulgar, uma carica. Isso mesmo, uma carica. E estava misturada com a açorda donde se depreende que tinha vindo da cozinha. O chef terá tido uma sede repentina, talvez?

Discretamente, chamámos o empregado de mesa para lhe mostrar o achado. Obviamente, ficou perturbado, desfez-se em desculpas e prontificou-se a trazer outro prato. É claro que o "falecido" já não arriscou na açorda. O caso podia ter ficado por aí.

O que torna ainda mais interessante é que o dono e gerente do estabelecimento estava presente. Ele percebeu o que se tinha passado. 

O que é que vocês fariam no lugar dele? Eu digo o que faria. Dirigia-me aos clientes para reafirmar os pedidos  de desculpas e oferecia qualquer tipo de compensação pelo incómodo, como por exemplo, oferecia os cafés ou uma garrafa de vinho por conta de casa. Pelo menos, assumia o erro perante os clientes e tentava, apesar de tudo, salvar a imagem do restaurante.

O dono do local fez o quê? Nada, nem se mexeu do sítio onde estava.

E, no fim, pagámos tudo excepto a açorda. Também era só o que faltava. 

 

Esta é a minha participação no desafio do Blogs do Sapo. Ainda vão a tempo de participar.

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