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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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06
Abr22

A feminilidade e a maternidade também podem ser tóxicas?

Charneca em flor

Muito se tem falado da masculinidade tóxica mas será que também há feminilidade tóxica? Passo a explicar a razão da minha pergunta. Na minha prática profissional, enquanto farmacêutica, já há muito que reparo que há pais que não têm independência de tomar decisões sobre os seus filhos sem consultar as mães das crianças. Felizmente não são todos. Ou seja, quando vêm adquirir medicamentos ou outros produtos para os filhos, e é preciso fazer uma escolha, há sempre um telefonema para as mães.

O último exemplo é o seguinte:

O médico tinha prescrito um soro de hidratação do qual existem 2 sabores, limão e groselha. O pai estava na farmácia mas foi a mãe que escolheu o sabor, à distância de uma chamada telefónica. Porque é que o pai não conhece o filho suficientemente para fazer uma opção tão simples?

Será que é o pai que é desligado da função ou será que é a mãe que não deixa o pai partilhar os cuidados do filho porque se acha mais capaz do que o companheiro? Até quando é que se considerará os cuidados dos filhos como principal  responsabilidade da mãe e o pai como mero ajudante? De que lado virá a perpetuação destes papéis tradicionais? Dos homens ou das próprias mulheres que chamam a si estas funções sem os deixar assumir o seu papel de pai?

19
Mar22

Pró menino e prá menina

Charneca em flor

Ontem, na farmácia, assisti a uma conversa familiar. Os pais tinham ido comprar antipiréticos porque o menino, de 2 ou 3 anos, estava adoentado. Enquanto esperavam pela vez, foram vendo os acessórios  de puericultura que estavam num expositor. O menino estava mesmo muito prostado mas ia dizendo: "quero um copo com palhinha, quero um copo com palhinha." O único copo disponível era cor-de-rosa e o pai pergunta se era o único que tínhamos. Efectivamente, não havia outro e não quiseram comprar aquele.

No fim do atendimento, enquanto se dirigiam à saída, o menino continuava a repetir: "quero um copo com palhinha, quero um copo com palhinha." Qual não é a minha surpresa quando oiço a mãe responder: "aquele não é para ti, é cor-de-rosa, é para menina e tu és um menino".

A minha pergunta é só uma, porque é que se continua a propagar estas ideias e comportamentos? Qual é o problema em o menino beber água num copo cor-de-rosa? Não era já tempo de destruir estas ideias ultrapassadas.

Afinal aquele menino apenas queria um copo com palhinha.

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