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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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05
Out19

O novo Cardeal português

José Tolentino de Mendonça

Charneca em flor

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A nossa comunicação social, e todos os notáveis do país deliraram quando foi anunciado, pelo Papa Francisco, que José Tolentino de Mendonça seria tornado Cardeal. Hoje, 5 de Outubro, é o dia em que isso irá acontecer. O Arcebispo Tolentino de Mendonça é apreciado e respeitado por católicos e não católicos por lhe ser reconhecido muito valor intelectual como teólogo e poeta. Foi professor e vice-reitor da Universidade Católica bem como director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica. José Tolentino de Mendonça publicou inúmeros livros de poesia e de teologia. Recebeu até prémios pelo seu trabalho literário 

"O livro “A Mística do Instante” foi galardoado com o Prémio literário Res Magnae 2015, um importante prémio italiano atribuído no campo da ensaística. Foi o primeiro português e o único não italiano, até à data, a receber este prémio. Em 2016, a sua obra de cronista foi distinguida com o prémio APE e a sua obra poética com o Prémio Teixeira de Pascoaes."

Desde o ano passado, que o Arcebispo José Tolentino de Mendonça é arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólico Romana.

Como eu dizia, houve um grande entusiasmo com a declaração do Papa Francisco sobre a criação dos novos cardeais que incluia este novo cardeal português uma vez que ele fará parte do Conclave para escolher o novo Papa, quando for caso disso, podendo ser um dos escolhidos. Os jornalistas do Diário de Notícias da Madeira, de onde é natural, insistiram em fazer-lhe perguntas sobre esta possibilidade e ele respondeu com uma frase brilhante: “Vida longa ao Papa Francisco e a todos os papas que virão”.

Só o futuro dirá o que pode vir a acontecer. 

27
Jan19

Diário da Gratidão #27

Charneca em flor

As notícias sobre a realização das Jornadas Mundiais da Juventude em Portugal fizeram-me recuar uns anos, ao tempo em que eu também pertenci a um grupo de jovens católicos. Nunca cheguei a ir às Jornadas Mundiais da Juventude mas não fico indiferente à sua realização por terras lusas. E, hoje, senti-me muito grata pelas experiências que vivi naquele tempo em que deixei que a fé em Deus entrasse no meu coração. Esses momentos foram determinantes para ultrapassar a dor da morte do meu pai e deram-me ferramentas para lidar com todas as perdas, com todas as dores que a vida ainda tinha (e tem) guardadas para mim. Ter pertencido a uma comunidade, ter feito parte de algo maior do que eu fez de mim a pessoa que sou hoje. Mesmo agora que me afastei da Igreja, o que cresci e aprendi nesse tempo permanecerá para sempre.

12
Mai17

A minha relação com Fátima

Charneca em flor

Nos últimos dias é impossível fugir do tema "Centenário das Aparições de Fátima". Nunca estive em Fátima em dias de grandes peregrinações nem nunca fui até lá a pé. No entanto, o Santuário de Fátima teve um papel fundamental na minha vida. No início dos anos 90, fui convidada a participar num encontro nacional de jovens em Fátima. A dor pela perda do meu pai estava ainda muito fresca e eu era uma jovem revoltada. Nesses dias, em Fátima e rodeada de jovens da minha idade, descobri a existência de Deus e essa descoberta transformou a minha vida. Muitos dos momentos felizes (e também alguns momentos tristes) que vivi durante cerca de 17 anos derivaram das emoções que senti nesses instantes. A partir daí aderi à fé católica juntando-me ao Grupo de Jovens da minha paróquia e começando a participar na Eucaristia. Foi assim que comecei a aceitar a morte do meu pai e foram essas vivências que me tornaram na pessoa que sou hoje.

Depois desse encontro nacional, voltei várias vezes a Fátima quer no âmbito dos encontros de jovens quer, mais velha, em encontros de grupos bíblicos. Depois do deslumbramento inicial com o Santuário, comecei a sentir-me incomodada com alguns pormenores. O comércio, o exagero das velas que se lançam para o tocheiro, as multidões que se juntam por vezes, tudo isso faz demasiado ruído e interfere no ambiente de recolhimento que se deveria viver naquele lugar. A memória mais grata que tenho é de uma vez em que, com algumas amigas, fui à noite à Capelinha. Penso que foi na Primavera e tenho a certeza que estava frio mas foi quando me senti mais próxima de Deus e de Maria.

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Nunca poderei ter a certeza científica de que Deus existe, de que Maria existe e que apareceu a três crianças na Cova da Iria. Só posso dizer que, para mim, aquele lugar é especial e que já senti a presença de Deus na minha vida. E ainda sinto mesmo depois de me ter afastado da Igreja.

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