O blogue Porque Eu Posso fez 7 anos mas são os leitores que vão ganhar presentes. A sua autora, Fátima Bento, é uma mulher cheia de ideias. Depois de ter desafiado a blogosfera a escrever textos coloridos, agora resolveu fazer um giveway literário e oferecer livros. E livros nunca são demais.
Não conheço a Fátima pessoalmente mas, pelo que leio no seu blogue e vejo no seu Instagram, deve ser uma excelente pessoa. Para mim quem gosta de escrever, de ler e até gosta de animais (pelo menos de gatos, sei que gosta), não deve ser má pessoa .
Posto isto, sei que serão bem recebidos no blogue Porque Eu Posso. Vão passar um bom bocado enquanto lêem os textos da Fátima e podem participar no giveway de aniversário.
Esta semana já fui trabalhar, depois de ter alta da Covid-19. Pude sair dos limites da minha casa e já consegui tirar mais algumas fotos embora os dias não passem muito de trabalho, casa, livros, plantas e um passeio higiénico de vez em quando.
A foto com mais foi, precisamente, do livro que li na semana que passou
Esta semana, duas imagens obtiveram o mesmo número de .
Uma delas foi a imagem do livro que comecei a ler nos últimos dias. Por coincidência, é o "Mau tempo no canal" e esta semana o arquipélago dos Açores foi fustigado pela tempestade Lorenzo que deixou sequelas materiais graves na minha adorada ilha das Flores
A foto que publiquei no Dia Mindial do Animal teve também 10 como a anterior. Era um cão de rua, quem o acolheu chamou-lhe Fadista mas eu acho que se devia chamar Bowie . Vejam lá se não é uma fofura
Um bom final de domingo e, se ainda não foram votar, não se esqueçam de ir. Ainda faltam 3 horas para fecharem as mesas de voto.
Este semana começou o Verão mas ninguém avisou o . Mesmo com as temperaturas pouco elevadas, adquiri um guilty pleasure nas últimas semanas. E esse pequeno prazer está ilustrado na foto desta semana
Há 2 cafés com gelados Carte d' Or perigosamente perto do meu trabalho. Aqui pode-se ver uma bola de gelado com sabor a marshmallow que me faz lembrar os gelados das feiras da minha infância. Outro prazer, já antigo, é a leitura. Agora estou a ler este livro que me aconselharam. Filipe Homem Fonseca traz-nos um romance que se passa no bairro da Graça em obras permanentes e em que os seus habitantes quase que são engolidos pela nova realidade de uma cidade que tem estado na moda nos últimos anos.
A foto da semana é um excerto do meu livro de cabeceira, "Guerra e Paz" de Lev Tolstoi. Situa-se no 2° capítulo e faz parte da primeira descrição da guerra que opôs as tropas francesas de Napoleão ao resto da Europa incluindo o território russo. Fala da linha que divide a vida e a morte e em como ninguém quer atravessar essa linha. Quando perdemos alguém próximo, confrontamo-nos com a nossa própria finitude. A vida vai-nos lembrando que não somos eternos.
Aconselhar livros a alguém parece-me uma tarefa ingrata. Aquilo que eu gosto de ler depende de muitos factores que vão para além da qualidade do escritor. A maturidade e as experiências que vamos vivendo podem ser determinantes para a maneira como "sentimos" determinado livro. Sendo assim, os livros da minha vida (que podem, ou não ser, também os livros da vossa vida) são estes:
- O Principezinho, Antoine Saint Exupéry - um hino à amizade e ao amor. Para descobrirmos os outros, temos que sair da nossa concha, da nossa zona de conforto e deixarmo-nos cativar.
- Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach - Ser livre é arriscar. É sempre possível ir mais além, voar mais alto.
Li estes dois livros na mesma altura, entre o fim da adolescência e início da vida adulta. Continuam marcantes.
- A Bíblia Sagrada - não para ler de seguida mas alguns textos. Ajuda a compreender a nossa sociedade ocidental, judiaco-cristã. Não deixem de procurar o "Cântico dos cânticos". Surpreendente.
- Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez. Procurem uma versão com a árvore geneológica para se conseguirem orientar com todas aquelas personagens. Absolutamente fantástico. Um verdadeiro monumento literário.
- As intermitências da morte, José Saramago. O que aconteceria se, um dia, a morte deixasse de aparecer e mais ninguém morresse?! Uma divertida, para quem goste de humor macabro, sobre a morte, a vida e a dignidade humana. Quanto a mim, um dos melhores livros para começar a ler o nosso Prémio Nobel.
- Como água para chocolate, Laura Esquível. Outro livro da América do Sul, fantástica história de amor que se expressa através da comida. Delicioso.
- Chocolate, Joanne Harris. Para uma pessoa gulosa e chocodependente, também é um livro delicioso. Retrata a desconfiança que as pequenas comunidades sentem em relação a quem tem uma atitude diferente da maioria.
- Perguntem a Sarah Gross, João Pinto Coelho. Um impressionante retrato de uma das épocas mais negras da história do séc. XX, a 2a Guerra Mundial e os campos de concentração. Tocante e emotivo.
Muitos livros ficam por nomear. Já li tantos livros na vida que nem os consigo contabilizar. Muitos gostaria de vir a ler mas o tempo nem sempre abunda. Para além de todos os que tenho em espera, fiquei com a ideia de tentar ler uma das grandes obras da literatura munfial, "Guerra e Paz" de Tolstoi.