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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

29
Jun19

Que valor damos ao dinheiro?

Charneca em flor

O valor que cada um de nós dá ao seu dinheiro é muito relativo. Ainda ontem falávamos sobre isso no meu trabalho. Eu sou incapaz de gastar muito dinheiro num telemóvel, por exemplo, ou numa bimby.

Reconheço que quer um objecto quer outro poderão ser muito úteis. Como eu sou uma desastrada, se comprasse um iphone de € 700, arriscava-me a parti-lo e era um prejuízo. Já aconteceu com um telemóvel de € 200. Presumo que seja tão fácil partir um de 700 euros como foi partir um de 200 euros. A bimby não se adequa ao meu estilo de vida embora até pudesse ser útil em algumas situações mas não faria uma utilização intensiva da máquina que justificasse o investimento.

Automóveis é outra coisa que não dou grande valor. Tudo o que passa de € 14 000 ou € 15 000 já é caro demais. Anda e é relativamente seguro? Siga.

Já se for para gastar numa viagem, num fim de semana ou num bom par de ténis, contem comigo.

Isto veio a propósito de uns objectos decorativos em biscuit, da Vista Alegre, que a minha patroa comprou. Podem ser bonitos, sim senhor, mas o dinheiro que custaram davam para fazer uma escapadinha aos Açores ou à Madeira. Muito mais bem empregue.

E vocês? Mais depressa gastavam dinheiro em experiências ou em objectos?

26
Jun19

O dinheiro compra a inteligência?!

Charneca em flor

Uma das notícias de hoje foi a divulgação de um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo (quantas fundações existem neste país?) que indica que os cursos superioriores reproduz as desigualdades sociais. Ou seja, os alunos de estratos sociais mais elevados frequentam cursos de maior prestígio e para os quais são necessárias notas mais elevadas. Os alunos com maiores dificuldades económicas não conseguem entrar nesses cursos e acabam por frequentar politécnicos. Não sei qual foi o método utilizado para chegar a esta conclusão nem se os resultados podem ser generalizados para todos os portugueses. 

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Este tipo de estudos irritam-me profundamente. Parece que estamos a dizet aos alunos mais carenciados que não vale a pena sonharem com um curso de Medicina ou de Engenharia porque nunca lá vão conseguir chegar. É destruir os sonhos das pessoas e convencê-las de que "quem nasceu lagartixa, nunca chegará a jacaré". Eu acredito que é possível lutar contra as circunstâncias se isso for a nossa vontade. Afinal, eu nasci numa família humilde, passei por dificuldades e fui bolseira mas consegui entrar num curso superior, numa faculdade da Universidade de Lisboa, e para o qual era preciso ter uma média alta (pelo menos na altura). Consegui subir alguns degraus na escada social porque a minha família sempre ensinou que estudar é muito importante mesmo que para isso seja preciso fazer sacrifícios. Foi assim que eu consegui e, na minha opinião, qualquer um pode conseguir realizar os seus sonhos. Basta esforçarem-se e superarem as dificuldades que vão surgindo.

23
Jan19

Lenços brancos para o VAR

Charneca em flor

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Imagem daqui

Ontem fui para casa a ouvir o relato da meia-final da Final Four da Taça da Liga. Ultimamente nem tenho ligado muito ao futebol por causa de tantas confusões que nada tem a ver com desporto mas, afinal, uma das equipas intervenientes era o  do meu coração. Tenho a dizer que independentemente do resultado acho o vídeo- árbitro (VAR) uma grande chatice. A dada altura, o brilhante João Ricardo Pateiro da TSF  começa a gritar "Goooolo" e, de repente, "ah, há intervenção do VAR" e há ali um compasso de espera até se decidir se é golo ou não. Quem diz golo, diz pênalti, falta, cartão amarelo ou vermelho. Em algumas situações, o jogo está constantemente a parar. Mas isto tem algum interesse? A entrada do VAR em cena não veio a acabar com as polémicas, aliás até acho que veio acicatá-las. Reformem o VAR para ver se o futebol fica  mais animado porque assim não tem interesse nenhum. Atenção que a minha opinião não tem nada a ver com o golo anulado ao meu clube . Este post é absolutamente isento .

12
Dez18

Agarrar o toiro pelos cornos

Charneca em flor

Aqui há dias dei-me ao trabalho de assistir ao Prós e Contras sobre o humor, os humoristas modernos e os limites do humor. Para mim, tudo pode ser alvo de uma boa piada até porque o humor, quanto ridiculariza determinada atitude ou situação, leva-nos a olhar para dentro de nós quer enquanto indivíduo quer enquanto sociedade.

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Também foi notícia a proposta da Peta, logo seguida pelo "nosso" PAN, de se deixarem de dizer os provérbios com animais como, por exemplo, "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar" ou "Matar 2 coelhos de uma só cajadada" ou aquela que usei no título para vos espicaçar. Como se utilizar estas expressões fosse ligação directa ao acto de agarrar o pássaro ou de matar um coelho. Eu utilizo este tipo de provérbios e nunca fiz tal coisa. E também nunca atirei o pau ao gato apesar de ter cantado essa canção infantil muitas vezes. Estas pequenas questões distraem-nos da verdadeira luta contra a violência sobre os animais.

Nas redes sociais quando aparece uma opinião diferente da imensa maioria, há verdadeiras revoltas virtuais. 

É natural que a sociedade vá evoluindo mas esta mania do "politicamente correcto" incomoda-me. Não sei se gosto desta sociedade que, mais dia menos dia, é tão asséptica, tão asséptica que as pessoas que têm uma opinião diferente da maioria são eliminadas da sociedade como  medida de higienização da sociedade. Já se viu ditaduras e genocídios começar por menos.

Ninguém é obrigado a ter a mesma opinião que eu mas acredito na defesa da liberdade de expressão. Desde que não incite à violência, naturalmente.

Se pensássemos todos da mesma maneira, tinha alguma graça?!

10
Mai18

Se não houvesse polémicas, nem era Festival

Charneca em flor

Primeiro que tudo tenho que agradecer o destaque de ontem no Blogs do Sapo.

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O reconhecimento é sempre saboroso. Hoje vou voltar a falar da Eurovisão mas por outro prisma. Ontem, as notícias sobre o evento foram mais que muitas. 

Dessas, escolhi 2 temas que me chamaram a atenção:

- Catarina Furtado criticada pelo seu inglês.

Pois que também achei que o inglês da Catarina Furtado um bocadinho fracote, mais acentuado por estar ao lado de Daniela Ruah que fala um inglês (americano) irreprensível. A dicção da Sílvia Alberto também deixou a desejar. Se isso é muito importante para o espectáculo? Na minha opinião, não. As apresentadoras dizem uma dúzia de palavras, se tanto. Se nos outros países for como em Portugal, os comentadores falam por cima por isso ninguém dá pelas pequenas incorrecções. Só quem pode dar por isso são os ingleses ou os australianos. Tem piada que andei à procura das tão faladas críticas no Twitter e só encontrei críticas de portugueses. Imagino que todos falem um inglês irrepreensível. Declaro já que sou patriota e que me custa que os portugueses estejam sempre a criticar os outros portugueses. Se esta situação podia ter sido evitada? Podia. Com tantas horas de ensaio, não havia lá ninguém para corrigir a pronúncia e a dicção em inglês? Não me digam que, com tantos milhões de euros gastos, não se conseguia pagar a uma professora de inglês?

 

 

- Sketch do Herman José - Já a personagem David Attenburger parece ter ofendido mais os britânicos do que o inglês de Catarina Furtado. A maioria dos espectadores portugueses nem sequer viu esse sketch porque, quando foi transmitido, a RTP resolveu fazer um intervalo publicitário. Oportuno. Só foi possível ver o dito sketch no 5 para a Meia Noite especial, programa exibido a seguir à 1ª Semi Final. Esta personagem baseia-se no naturalista britânico David Attenborough e trata-se de um naturalista que está a descobrir o planeta Portugal e a investigar os seus habitantes, os portugueses. Assim ao estilo de um programa da BBC Vida Selvagem. Ainda por cima, o dia 8 de Maio era o dia de aniversário do senhor. A bem da verdade, acho mais ofensivo, quer para o Herman José quer para os argumentistas, que a RTP tenha considerado que a melhor altura para fazer intervalo era quando o sketch estava a ser exibido e até acho que as imagens gozam mais com os portugueses do que com o naturista britânico. Esta polémica também era evitável. Bastava darem outro nome à personagem. Com aquela caracterização, toda a gente percebia de quem se tratava. Bom mas os britânicos também se ofendem com pouco. Já se sabe que o humor britânico é muito diferente do nosso humor. Quem sabe se Sir David Attenborough até achou graça ao sketch? Já lhe perguntaram?

17
Abr17

Aldeia versus cidade

Charneca em flor

Reparei que Sapo destacou este post. O post está excelente e fala de como a vida na aldeia pode ser bem mais agradável do que a vida na cidade. Ainda me chamou mais a atenção porque acabei de passar o fim-de-semana da Páscoa numa aldeia. Há poucas coisas melhores que acordar e ouvir os pássaros a cantar em vez das travagens dos carros.

Eu moro e trabalho em pequenas cidades (pouco mais que vilas grandes). Estudei em Lisboa e adoro a cidade mas só para lá ir passear de vez em quando. Hoje em dia as distâncias, físicas e psicológicas, diminuiram bastante. O tal post fez-me lembrar de 2 ou 3 casos de pessoas que tudo fizeram para se mudarem para o  centro da capital em detrimento de viver em zonas mais sossegadas. Para mim isso é muito mais parolo do que viver na aldeia.

Quando estava na faculdade passei várias vezes por esta situação:

Colega: Onde vives?

Eu: Em S.

Colega: Isso é muito longe. E vens todos os dias?

Eu: Sim.

Colega: Deves demorar imenso.

Eu: 1 hora, no máximo (de transportes públicos).

Colega: Ah! Eu moro em A. (nos arredores de Lisboa) e, às vezes, ainda demoro mais.

 

Moral da história: Às vezes é melhor morar mais longe.

 

Se a aldeia fosse mais perto do meu trabalho mudava-me para cá.

05
Abr17

Manga curta e sandálias?! Já?!

Charneca em flor

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Abril tem-nos brindado com uns dias bem quentinhos. Ao que parece não é para durar. Nesta altura do ano, acho uma piada às pessoas que vão logo retirar as roupas de Verão e os sapatos abertos do armário. Eu não gosto nada de me pôr logo à fresca. Passo para as camisas ou por blusas de manga comprida ou, eventualmente, uma blusa de manga curta mas com uma malha por cima. Sandálias nem pensar. Porque já se sabe que este calor é temporário e depois custa mais voltar a vestir roupa mais quente. Para o meu "negócio" até é bom já que esta frescura toda no vestuário sempre leva a umas constipações 😄.  

Agoraca sério, vocês são do grupo "vou-me já pôr à  fresca" ou "deixa-me aqui vestir uma roupinha de meia estação"?

08
Mar17

Dia da Mulher. Porquê?

Charneca em flor

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Mulher. Todos os anos penso:"continua a ser necessário assinalar o Dia da Mulher? Infelizmente, sim." Continua e continuará a ser necessário defender os direitos das mulheres. Enquanto as mulheres ganharem menos que os homens para efectuar o mesmo trabalho que os homens; enquanto morrerem mulheres, vítimas de violência doméstica; enquanto a progressão na carreira seja prejudicada pela dedicação à família; enquanto o trabalho doméstico seja maioritariamente desempenhado pelas mulheres; enquanto houver mutilação genital por pseudo-tradições; enquanto houver menos mulheres em cargos de chefia ou na vida política continuará a ser essencial assinalar esta data. Para que haja mais mulheres como esta deputada espanhola (e menos bestas políticos como este polaco)

 

 

Feliz Dia da Mulher

 

10
Jan17

Quem é o maior?!

Charneca em flor

Ontem o Sapo teve a simpatia de destacar o meu post sobre o falecido Daniel Serrão entre os posts alusivos a Mário Soares.

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Para além de agradecer à equipa do Sapo, gostaria de reflectir sobre os comentários que desencadeou. O destaque de blogs da página principal do Sapo faz com que o que escrevemos chegue a pessoas que, nornalmente, não seguem blogs. Quando começo a receber comentários de desconhecidos, vejo logo que "O voo da garça" aterrou por ali. Por coincidências da vida, calhou Daniel Serrão e Mário Soares morrerem no mesmo fim-de-semana. Então não é que os comentadores desataram a comparar a importância destas duas personalidades?! Para mim as pessoas não se podem comparar seja de que maneira for. No caso destas duas figuras portuguesas, cada um teve um papel muito importante na construção da nossa sociedade. Cada um à sua maneira, cada um no seu espaço e nas suas circunstâncias. Nenhum é maior que outro, são pessoas diferentes. Admirar um não é impedimento para admirar o outro. Paz às suas almas.

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