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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

27
Jan19

Foto da semana 4/52

Charneca em flor

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Por acaso, esta não foi a publicação com mais gosto desta semana. Esse lugar pertenceu ao meu almoço de ontem no restaurante de sushi. Mas, como eu é que mando por aqui, decidi que esta seria a foto da semana. No passado domingo, dei um passeio matinal pela cidade de Rio Maior. Durante muitos anos não conseguia ouvir o nome desta cidade sem me arrepiar. O acidente que vitimou o meu pai foi ali perto e foi ao hospital desta terra (não sei se ainda existe) que fomos buscar o corpo. Quis o destino que a aldeia da família do A. fosse nos arredores de Rio Maior embora noutro concelho. E nos últimos anos tenho construído novas e doces memórias de uma cidade que marcou a minha vida de modo tão duro e triste.

Mas adiante. De vez em quando é bom percorrer os sítios que já conhecemos com olhos de turistas, como se os víssemos pela primeira vez. Assim, no passado domingo, descobri esta casa, Casa Senhorial de El-Rei D. Miguel. Ao que parece D. Miguel pernoitou por aqui durante a Revolução Liberal da qual saiu derrotado. Como D. Miguel também está ligado à terra onde cresci, fiquei curiosa. Desta vez estava fechada mas pode ser que tenha oportunidade de a ver por dentro.

A Casa é descrita assim no seu site:


A zona de implantação da Casa situa-se bem perto de um cruzamento de duas importantes vias romanas, uma proveniente de Santarem, e outra, de Lisboa.
Na época medieval esta zona estava situada no limite Sul da malha urbana da que foi a aldeia de Rio Maior .
A partir deste sitio a povoação cresceu, de modo lento, sendo, no século XVI,a área preferida pelos abastados para construção  das suas casas, atraindo, também, estabelecimentos de comerciantes e oficios.
Quanto á sua origem,pode situar-se na idade média tendo evoluido sucesivamente até ao século XX.
Contudo, o imóvel irá ter o seu periodo de esplendor na segunda metade do século XVIII.
Manterá intactas as suas principais caracteristicas adquiridas neste periodo, nas fases seguintes de ocupação (séc, XVIII XX)
Este imóvel possui uma extrutura tipica de uma Casa Senhorial do Alto Ribatejo, possuindo uma pequena Capela privada. O piso superior (andar nobre) era destinado á área residencial, enquanto que no térreo instalavam-se os animais,arrumos diversos e a cozinha.
O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D.Miguel por se saber que o Rei aqui estacionou no periodo conturbado da Revolução Liberal.
As suas fachadas, de revelante interesse arquitectónico, integram-se na linguagem estética do barroco.
Um dos principais interesses histórico-culturais do edificio reside no facto de possuir, no seu interior, tectos de maceira, pintados, tendo um deles, ao centro, um escudo com as armas reais representadas. Estes tectos foram retirados para restauro.
Estudos arqueológicos realizados pela Secção de Arqueologia e História da Câmara Municipal de Rio Maior conduziram á descoberta de vestigios que vão do periodo romano ao século XX. Destes destacam-se restos de um forno romano e de um enterramento, possivelmente do mesmo periodo; vestigios de casas medievais ( séc.XV); um silo e um enterramento de uma criança (por datar) e uma alfaiataria do século XIV.
A Casa Senhorial compõe-se, hoje, de um Espaço de Exposições Temporárias, com uma entrada para visitantes, interligação dos diversos compartilhamentos e comunicação com o edificio lateral

 

24
Dez18

Nas salinas de Rio Maior

Charneca em flor

IMG_20181224_160306.jpg

Hoje escolhi um presépio especial. Fui à procura e encontrei-o. As salinas de Rio Maior têm a particularidade de se situarem a muitos quilómetros do mar num vale. Para quem não conhece, recomendo. É um sítio muito pitoresco e inesperado porque normalmente as salinas situam-se à beira-mar. De 1 de Dezembro até ao dia 6 de Janeiro é possível encontrar inúmeros presépios deste tipo, feitos de sal, principalmente ao fim de semana. Esta tarde só encontrei este. É o meu presente para os meus leitores nesta véspera de Natal. Tenham uma noite muito feliz rodeados de paz e amor.

20
Dez18

O Presépio visto pelas crianças

Charneca em flor

presepio.jpg

Rio Maior, Dezembro de 2017

No ano passado, fruto da organização do meu horário de trabalho tive a sorte de ter vários dias para festejar o Natal. Assim tive oportunidade de visitar uma exposição de curiosos presépios feitos pelas crianças do Concelho de Rio Maior. Estefoi feito com pinhas, papel, tecidos e aparas de papel.

 

15
Dez18

Presépio da Serra

Charneca em flor

DSC01572.JPG

Em 2012, na altura do Natal, dei um passeio pela Beira Baixa e pela Beira Interior. O nosso país tem recantos maravilhosos e desconhecidos por tantos. Na igreja de Unhais da Serra, na região da nossa Serra da Estrela, encontrei este singelo presépio, encimado pela Estrela e pela Paz que a contemplação do Menino-Deus nos deve inspirar. Que a Paz do Natal vos acompanhe neste tempo de Festa que se aproxima.

 

09
Dez18

Foto da semana #49

Charneca em flor

Hoje a foto da semana chega em dose dupla já que há 2 imagens com igual número de 

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Costa de Caparica, 6 de Dezembro de 2018

Na passada 5ª feira estive de folga devido à noite de serviço. Antes de ir dormir umas horas, houve tempo para ir ver o mar o que já não acontecia há muitas semanas. Estava um dia lindo e valeu bem a pena. Mesmo sem dormir, deu para repousar o espírito.

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Vinho de talha, Cabeção, Concelho de Mora, 8 de Dezembro de 2018

Participar na Prova do Vinho Novo em Cabeção já é uma tradição nossa de há alguns anos. Acontece sempre no início de Dezembro e o vinho desta vila alentejana tem a particularidade de ser produzido em talhas de barro. Esta forma tradicional de fazer vinho acontece em várias terras alentejanas. Os munícipios onde isso acontece estão, até, a preparar a candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.

A vila de Cabeção é muito especial para mim porque passei lá todos os Natais da minha infância e do ínicio da adolescência. Depois de perder o meu pai e de a minha mãe começar a trabalhar num estabelecimento comercial, comecei a ir só lá almoçar no dia de Natal. Os meus avós viviam lá e os meus tios ainda moram por aqueles lados. Se não conhecem, aconselho a visita ao Munícipio de Mora. Tem imensos pontos de interesse e para quem gosta de comer (e de beber um bom vinho) vale a pena a visita.

Bom domingo.

 

 

 

 

03
Dez18

Natal nas Caldas da Rainha

Charneca em flor

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Hoje partilho um presépio que encontrei ontem. Fui dar um passeio por uma das mais belas cidades portuguesas, Caldas da Rainha. Estas 3 figuras estão a velar pela conhecida Praça da Fruta. As figuras são muito, muito bonitas. Mas outra coisa não seria de esperar de uma cidade onde a arte e a cerâmica são verdadeiros ex-libris. Caldas da Rainha é uma cidade que vale a pena visitar, sempre. 

13
Mai18

Foto da Semana #19

Charneca em flor

IMG_20180510_141807.jpg

Aqui esta simpática saloia é a imagem mais votada no Instagram da Charneca em Flor. A qualidade fotográfica deixa a desejar mas tem a sua piada. Na passada 5a feira, Dia da Espiga, foi feriado municipal no concelho onde trabalho. É sempre um dia aproveitado para passear. Felizmente, o A. conseguiu acompanhar-me. Como a temperatura não estava convidativa, desisti do meu projecto inicial, ir almoçar à praia. Em vez disso, fui às Caldas da Rainha, uma das minhas cidades preferidas. Adoro esta cidade, já lá fui várias vezes mas é sempre surpreendente. O turismo também dá cartas por lá. Tal como noutros locais, ouvia-se falar noutras línguas. Aliás, o oeste não é só uma zona turística pontual. Há já muitos cidadãos estrangeiros a viver por lá, principalmente franceses e suíços, se não estou em erro. Adiante.

Como devem saber, Caldas da Rainha é conhecida pela sua cerâmica típica, pelo trabalho do ceramista Rafael Bordalo Pinheiro, que não nasceu lá mas foi "adoptado" pela cidade e por ser o berço do pintor José Malhoa. Para além, disso, a cidade é também morada da Escola Superior de Artes e Design. Ou seja, é uma cidade muito artística. Quando se caminha pelas suas ruas e praças é possível encontrar réplicas das peças mais emblemáticas da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha. A maioria são de autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, realmente, mas a "Saloia com cesto" pertence ao seu filho e sucessor da sua obra, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro. O modelo original data de 1907.  

Não foi só a figura em si que me chamou a atenção mas também o facto de lhe terem colocado 2 cachecóis do clube da cidade, Caldas Sport Clube. O que se vê no pescoço é referente ao centenário, comemorado em 2016. Este clube fez história, este ano, ao disputar uma das meias-finais da Taça de Portugal contra o Desportivo das Aves. O cachecol que está no braço é alusivo a essa prova. Infelizmente, foi eliminado mas não deixou de ser um feito histórico. 

Em resumo, esta imagem representa um dia bem passado.

 

 

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