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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

10
Jan21

Foto da Semana 2021

1/52

Charneca em flor

A primeira semana do ano já passou. Como já vem sendo hábito desde há uns meses, foi tão intensa que até parece que o ano já começou há mais tempo.

A "foto da semana" está de volta com esta imagem

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Na 2a feira passada tive oportunidade de ir passear a Caldas da Rainha. O tradicional passeio de Ano Novo não pôde ser realizado no dia 1 devido às limitações de circulação, e como tive folga na 2a feira, aproveitou-se o dia. Este presépio estava numa das principais praças da cidade, junto à igreja. Nunca me canso de passear por lá.

 

31
Dez20

O meu ano de 2020

Charneca em flor

Daqui a poucas horas termina o ano mais estranho das nossas vidas. Tantas palavras se escreveram sobre os acontecimentos tristes que se passaram ao longo destes meses mas será que o ano de 2020 não teve também bons momentos?!
Se cada um de nós procurar, dentro de si, aquilo que aprendeu e construiu ao longo de 2020 poderá chegar à conclusão de que o ano foi melhor do que se pode pensar à primeira vista.
Sendo assim passo a elencar aquilo que, para mim, 2020 teve de melhor:
Os meses de Janeiro e Fevereiro . Apesar de já se falar do novo coronavírus ainda se acreditava que não chegava à Europa. Só na última semana de Fevereiro é que os europeus perceberam que não estavam a salvo. Mas nesses meses era possível visitar familiares e amigos, ir a todo o lado livremente e fazer tudo o que nos apetecesse sem pensarmos em mais nada. Na altura do Carnaval estive no Alentejo, em casa do meu tio, a ganhar uns quilitos com a maravilhosa comida feita pela minha tia.

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Também em Fevereiro, no dia 1, nascia a neta da minha directora-técnica. Durante o ano de 2020 também soubemos que uma das minhas colegas vai ser avó no início de 2021. Trabalho com esta colega, assim como com a minha directora técnica, há mais de 20 anos. Sinto-as como se fossem da minha família por isso é como se eu fosse tia destes bebés. A chegada da F. e a iminente chegada do B. enchem o meu coração de alegria. As crianças enternecem o nosso coração e representam. esperança no futuro.


Com os primeiros estados de emergência, trabalhei a meio tempo. Foi assim que tive oportunidade de descobrir uma nova paixão, as plantas. E só não enchi a casa de plantas porque não conseguirei dar-lhes a atenção que merecem.

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Com o entusiasmo, acabei por dar mais atenção às plantas que já existiam na casa da aldeia e às quais não ligava muito. É uma alegria quando vejo as plantas a desenvolverem-se, a crescerem, a terem folhas novas. A vida tal como a conhecíamos pode parar mas a natureza não pára.

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Consegui ler mais do que era habitual. No meu Goodreads propus-me ler 12 livros, um por cada mês mas consegui ultrapassar essa fasquia e li cerca 16 livros (sem contar com alguns ebooks) incluindo o clássico "Os Irmãos Karamázov" de Fiodor Dostoiévski. O facto de estarmos mais em casa também contribuiu para aumentar o meu nível de leitura. As idas aos restaurantes reduziram drasticamente tal como os passeios e as viagens que fazia antes. Não fiz nenhuma viagem ao estrangeiro mas viajei muito através da literatura. Fui à Rússia, à Itália - Sicília e Nápoles, principalmente - fui aos Estados Unidos, fui a Barcelona e ao Chile. Descobri autores que nunca tinha lido como Lídia Jorge e Dulce Maria Cardoso. Continuo a ter imensos livros para ler mas ainda não sei quantos livros me vou propôr a ler em 2021.

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Este foi o último livro que li em 2020

 

Uma vez que a maioria das grandes deslocações foram limitadas, fiz muitas caminhadas a pé à volta da aldeia onde costumo passar os fins-de-semana. E é sempre possível descobrir novos recantos e pormenores nos quais nunca tínhamos reparado. A pandemia fez-me mais atenta.

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Parece um postal, não é? Mas existe mesmo


Felizmente tive oportunidade de conhecer uma região portuguesa que não conhecia graças a uma curiosa coincidência. A empresa onde trabalho adquiriu uma encantadora casinha em 2019 e foi-nos dada a oportunidade de a utilizarmos para férias. E não é que veio mesmo a calhar? Fica na zona de Castro Marim, numa aldeia perdida no meio da serra. Passei lá alguns dias no Verão e foi lá que estive nos últimos dias. Permitiu-me conhecer algumas praias desta zona do Algarve bem como algumas vilas e cidades como Alcoutim, Castro Marim ou Tavira. Nestes últimos dias também fiz várias caminhadas explorando a área circundante à aldeia.

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Em suma, mesmo quando tudo parece desmoronar, ainda assim é possível ser feliz.

 

 

27
Dez20

Foto da semana 52/52

Charneca em flor

Este ano tem-me permitido (re)descobrir os encantos de Portugal. Já tenho ido várias vezes às salinas de Rio Maior mas é sempre encantador. Nesta época do ano, as típicas construções de madeira "vestem-se" a rigor. No Natal também é possível ver os curiosos presépios de sal.

Foi neste local mágico que captei a foto com mais 💓 desta semana

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Bom domingo

05
Dez20

Blogmas 2020 - Madeiro do Natal

Charneca em flor

A noite de Natal é uma das noites "mais" longa do ano. Normalmente as famílias mantêm-se acordadas até mais tarde. Lembro-me da minha avó guardar o maior madeiro da lenha que tinha disponível para pôr a arder nessa noite. A ideia era que a lareira se mantivesse acesa durante toda a noite. Para quem vive nalgumas aldeias, ou mesmo em vilas ou cidades mais pequenas, conhece a tradição do Madeiro do Natal. Esse costume consiste em reunir o mais alto monte de lenha na praça mais central da terra. Muitas vezes corresponde ao adro da igreja local. Na noite de Natal acende-se uma enorme fogueira que, muitas vezes, é mantida acesa até ao Dia de Reis. Tendo em conta que muitas famílias saem de casa para ir à Missa do Galo também é uma forma de as pessoas se aquecerem a caminho da igreja.

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Preparação do Madeiro do Natal

Unhais da Serra, Dezembro de 2012

Nalgumas terras, é  tradição que sejam os rapazes novos que vão recolher a lenha para fazer a fogueira. Também há o hábito de, por brincadeira, roubar a lenha ou os carros de transportes. 

Tudo indica que este costume teve origem em cultos pagãos de celebração do Solstício de Inverno. Durante essas festividades era costume acender fogueiras ao ar livre.

Aliás, muitas tradições cristãs têm origem em tradições pagãs. Mas isso é conversa para outro dia.

11
Out20

Foto da semana 42/52

Charneca em flor

No passado domingo, fui passear a Caldas da Rainha como já descrevi aqui. Entre as várias imagens que captei, estava esta

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Tinha-me esquecido dela e resolvi partilhá-la ontem. Acabou por ser a foto com mais  do instagram. Gosto muito de arte urbana e nas Caldas da Rainha encontramos muitas formas de arte a cada esquina.

06
Out20

Sobre voltar a sítios

Charneca em flor

Ontem dei um passeio que já fiz muitas vezes. Saí da aldeia pelas 11h e segui até às Caldas da Rainha. Como já não era muito cedo fomos só à Praça da Fruta mas fiquei com pena de não ter ido ao jardim que já se pinta com as cores de Outono. O Mercado da Fruta das Caldas da Rainha é dos poucos mercados deste género que ainda persiste ao ar livre. Faz lembrar os mercados franceses. Costuma ser um lugar muito animado e dá gosto ver a apresentação das bancas mesmo quando não vamos comprar nada. Aliás, às vezes não temos essa intenção, mas lá adquirimos qualquer coisa, nem que seja, apenas, uns bolinhos. Infelizmente o cenário com que me deparei foi tudo menos alegre. Para além de circularem poucas pessoas, devido às regras de distanciamento, também faltavam imensas bancas. Presumo que muitas mais do que seria exigido pelas normas de saúde públicas vigentes. Achei tão triste e deprimente. Apertou-se-me o coração. Mais uma pista de que a vida, dificilmente, voltará a ser igual ao que era antes de termos sido atropelados pelo Sars-CoV 2.

 

13
Set20

Foto da semana 38/52

Charneca em flor

Hoje a foto da semana chega em dose dupla e documenta o meu passeio à Foz do Arelho no passado domingo. 

Embora já tenha ido muitas vezes a esta praia, nunca tinha almoçado lá. Fui a um restaurante muito bem organizado em termos de prevenção da transmissão do coronavírus. Foi no restaurante Cabana do Pescador que comi um excelente polvo à lagareiro.

Depois do almoço demos uma caminhada até à ligação da Lagoa de Óbidos ao mar

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Na Foz do Arelho há um edifício que sempre me fascinou mas ao qual nunca tinha tirado fotografias

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Trata-se do Chalet Conde de Almeida Araújo, também conhecido por Palácio da Foz. A sua construção data de 1904, esteve ao abandono durante muitos anos e até já foi usado como cenário numa série televisiva. Agora sofreu obras e foi transformada numa moradia de luxo.

 

 

 

26
Ago20

Charneca no Algarve

Charneca em flor

As minhas férias têm sido mais caseiras mas tive oportunidade de ir passar um fim-de-semana alargado ao Algarve como já referi ontem. O Algarve nunca foi o meu destino de férias preferencial. Devo confessar que até tenho algum preconceito em relação às pessoas que, ano após ano, não passam sem ir para o Algarve de férias. Afinal, temos uma costa tão grande e praias tão bonitas no Oeste ou no Sudoeste Alentejano. Sempre achei uma grande falta de imaginação daqueles que escolhem sempre o mesmo destino. É claro que há quem refira a água quente e a meteorologia mas não me convencem. Não achei a água assim tão quente. No entanto, há que aproveitar aquilo que a vida nos dá e foi por isso que rumei até sul.

Partimos no dia 20, quinta-feira. A viagem é longa por isso fizemos 2 paragens, Castro Verde, onde almoçamos, e Mértola.

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Igreja de Nossa Senhora da Assunção ou Nossa Senhora de Entrevinhas - Matriz de Mértola

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A casa onde fiquei alojada fica numa pequena aldeia do concelho de Castro Marim. Pequena mas muito acolhedora ainda tem, de bónus, uma pequena piscina bem agradável com o calor que tem estado.

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A vista 

O local era tão calmo que só se ouviam as cigarras, para além das galinhas e das ovelhas dos vizinhos.

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A aldeia fica muito perto de Espanha a ponto de os telemóveis terem ficado baralhados e "pensarem" que estavam em Espanha actualizando o fuso horário. Até eu fiquei baralhada mas também não é preciso muito .

Na 6a feira aproveitámos para ir à Andaluzia. A situação Covid-19 está complicada em Espanha mas achei as pessoas muito cuidadosas. Viam-se poucas pessoas sem máscara (cá em Portugal vêem-se muito menos pessoas com máscara na rua). Mesmo a caminhar na praia, havia pessoas com máscara. 

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Playa de Matalascañas

Situada em pleno Parque Natural de Doñana, Matalascañas é também conhecida pelo nome Torre de Higuera. Este nome vem da torre de defesa que ali existia e cuja ruína se tornou símbolo da praia e da cidade. Conta-se que a Torre de Higuera caiu devido ao maremoto gerado pelo Terramoto de Lisboa em 1755. No entanto, há historiadores que desmentem essa hipótese. 

No dia seguinte ficamos dentro de portas, ou seja, na costa algarvia. Fomos à Praia Verde. O enquadramento da praia é muito bonito com imensos pinheiros e algumas casas sem exagero de construções. Pelo que li, o pinhal era ainda maior mas foram derrubadas algumas árvores precisamente para arranjar espaço para a construção. 

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Praia Verde

Quando chegámos, a meio da manhã, não havia uma grande multidão na praia permitindo estender a toalha respeitando as regras de distanciamento já conhecidas. Assim que se aproxima o meio-dia, a situação começa a ser diferente o que nos causa algum desconforto. Acho que eu e o A. estamos a desenvolver demofobia  porque quando aumentam o número de pessoas na praia é a nossa deixa para irmos embora. 

Antes ainda tivemos oportunidade de apanhar um petisco para o jantar

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Conquilhas algarvias

No domingo tomámos o pequeno-almoço bem cedo para aproveitar o dia. Desta feita fomos até à aldeia de Cacela Velha onde se pode usufruir de uma das paisagens mais fotografadas do Algarve.

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Cacela Velha

A aldeia também é muito pitoresca.

Aldeia de Cacela Velha

De seguida, fomos à praia da Manta Rota, uma praia muito grande e muito procurada por famílias em férias. Mais uma vez, foi muito fácil estacionar e estender as toalhas cumprindo as regras de distanciamento social. Tínhamos lido que era habitual fazer grandes caminhadas entre a Manta Rota e a Cacela Velha. Realmente, há um movimento perpétuo de pessoas para lá e para cá. Nunca percebi a necessidade que as pessoas têm de se cansarem na praia. Um dia de praia ideal para mim é ficar estendida na toalha a ler ou a dormitar.  Muito de vez em quando lá me digno a ir molhar os pés ou mais qualquer coisa. Mas, já que lá estava, acabei por entrar na "onda" e caminhar até à Cacela Velha.

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Manta Rota

Tal como nos outros dias, a tarde foi passada a relaxar à beira da piscina e a preparar a bagagem para a viagem de regresso.

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Infelizmente, foram poucos dias mas gostei muito da minha estadia no Algarve. Não encontrei as enchentes que imaginava. Realmente, estive em filas para entrar nos supermercados mas isso deve-se mais à pandemia do que ao número de pessoas. Nem se demorou muito tempo nas compras. Não fui a estabelecimentos de restauração na região por isso não sei como é que está a situação nesses locais.

Naturalmente que 2020 é um ano atípico mas eu também não tenho termo de comparação porque nunca tinha ido ao Algarve em Agosto.

Em suma, gostei muito destes meus dias no Algarve em que conheci locais que não conhecia mas em que também descansei bastante. Presumo que o facto de ter passado grande parte do tempo numa aldeia perdida na serra contribuíu para tornar a experiência mais agradável. Ficou ainda muito por explorar como as praias fluviais que existem naquela zona. Assim já tenho desculpas para voltar.

Continuo a achar falta de imaginação só conhecer o caminho para o Algarve quando temos um país tão bonito e tão diverso com recantos maravilhosos para descobrir mas começo a compreender o encanto da nossa região mais a sul.

 

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