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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

09
Nov18

Desafio 52 semanas #45

Charneca em flor

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- Mini- saias - o que eu gostava de usar mini-saias.

- Dançar slow.

- Posters da revista Bravo... alemã.

- Permanentes - dizia a cabeleireira que ajudava a secar o cabelo oleoso. Doce engano.

- Fatos de treino coloridos e num tecido estranho tipo impermeável

- Clubes de video.

- Dirty Dancing.

- Os filmes da saga "Tubarão" no cinema lá da terra.

- A queda do Muro de Berlim.

 

Estas são algumas das coisas que me lembram a minha adolescência. Ali pelos anos 80/90.

03
Nov18

Cheguei a uma novela da Globo

Charneca em flor

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Aproveitámos a tarde de sábado para vir tomar café a um bar à beira-mar. Eu queria tentar ler o meu "Guerra e Paz" que não é um livro fácil embora seja apaixonante. Até estava a correr bem mas, neste momento, está a ser difícil concentrar-me. De repente, sinto-me numa novela da Globo. Com imensas mesas vazias, aterraram aqui ao lado 4 dondocas loiras, uma delas portuguesa. Já falaram com os filhos pelo Skype. Já chatearam a funcionária por causa dos cafés.

1 delas pediu cappucino sem espuma (?!). Minha senhora, não vá à Itália. Lá não se bebe cappucino a meio da tarde.

Agora falam todas ao mesmo tempo. Em suma, fofocam até mais não. Já falaram da vida amorosa de várias pessoas. E juntaram-se todas para criticar uma delas que está a beber 1 uísque. Senhoras animadas. Não há sossego.

01
Nov18

Eu nunca pedi Pão por Deus

Charneca em flor

Nunca pedi o Pão por Deus. Cresci numa vila relativamente grande onde não havia esse hábito. Também nunca me "mascarei" na noite de Halloween. Quando a Noite das Bruxas chegou a Portugal eu já não tinha idade, ou paciência, para essas aventuras. Não vou ser hipócrita e dizer que o Pão por Deus é que é uma tradição portuguesa e que não se tem que festejar uma festa americana. Usamos tanta coisa americana no dia-a-dia. Almoçamos no MacDonalds, bebemos Coca-cola, actualizamos o Instagram, percorremos o feed do Facebook e lemos os tweets. Por isso não temos grande moral para reclamar porque os miúdos andaram, ontem à noite, mascarados pelas ruas a dizer "doçura ou travessura".

Por acaso, no ano passado, o Halloween irritou-me um bocado porque me pregaram uma partida chata. Como não abri a porta, prenderam um pauzinho na minha campainha . E quando saí de casa descobri que as crianças andavam acompanhadas por adultos. Não achei a mínima graça.

Este ano vim para a aldeia, ontem de manhã, e, felizmente, por aqui não encontrei nem bruxas nem bruxos.

Como dizia, no início do post, nunca pedi o Pão por Deus ou os Santinhos como também se dizia na minha infância. Ou melhor, pedia só ao meu pai que me habituou a estes rebuçados no dia 1 de Novembro

Comer Rebuçados Bola de Neve, a minha memória do Pão por Deus

 

 

 

 

17
Out18

A minha última peripécia

Charneca em flor

Já aqui disse que tenho andado muito cansada a nível mental. Esta situação, aliada à já habitual distracção, tem dado origem ao aumento das peripécias. A que me deixou mais preocupada aconteceu no passado sábado. Se bem se lembram, nesse dia aguardava-se a chegada da tempestade Leslie. Pois, essa que espalhou destruição na zona da Figueira ds Foz, Montemor-o-Velho, Soure entre outros locais. Como estava na aldeia e como havia aquelas previsões meteorológicas tão drásticas, corri a apanhar todos os figos que consegui antes caíssem com os ventos que se previam ou se estragassem com a chuva. Sou completamente doidas por figos. Como sempre, andava com os óculos escuros na cabeça. Lembro-me de pensar que era melhor guardá-los noutro sítio porque podia estragá-los nalgum ramo. Pensei prendê-los nas calças. 

Quando já não havia figos ao meu alcance, fui até à macieira para ver se ainda havia maçãs. Dei por ali umas voltas, estiquei-me, subi a um banco para chegar a ramos mais altos. Ao fim de algum tempo, dei por falta dos óculos. Pensei que tinham caído no chão. Procurei, procurei, procurei por todos os sítios por onde tinha andado mas nada de aparecerem. Fiquei muito chateada porque tenho muito dificuldade em andar sem óculos escuros. Dei-os como perdidos porque pensei que, mesmo que estivessem por ali caídos, com os ventos que se esperavam nunca mais os encontraria.

Afinal, a tempestade foi mais para norte do que se pensava inicialmente. Lá na aldeia houve vento mas, mais ou menos, dentro da normalidade. A chuva também não foi assim muita por lá. 

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No domingo, antes de nos virmos embora, ainda passámos novamente pela fazenda. Por descarga de consciência, fui novamente à figueira ver se, por acaso, os óculos andariam por lá. Então não é que logo que chego lá dou de caras com eles?! Estavam pendurados e bem presos num ramo. Ou seja, da maneira como estavam presos era impossível terem simplesmente caído. E resistiram à passagem da Leslie. Presumo que fui eu que os prendi no ramo e não no bolso das calças. E nunca mais me lembrei. Devo ter feito inconscientemente. Acham que estou doida?!

13
Out18

Cuidar da memória

Charneca em flor

A minha memória sempre teve características muito curiosas. Tenho uma memória prodigiosa para acontecimentos mais antigos como, por exemplo, o que é que jantei em Split em 2011 ou o que é que o utente X toma para a pressão arterial. Muitas vezes a minha memória funciona por associação de ideias, ou seja, não me limito a debitar os factos mas faco um raciocínio sobre eles. No entanto, a minha memória imediata, das coisas rotineiras do dia- a-dia é péssima. E isso acontece porque quando estou a fazer qualquer coisa, já estou a pensar em 2 ou 3 assuntos mais à frente. Isso faz com que seja a campeã da distração. Nos últimos tempos, o estado mental e a memória imediata tem andado pior do que nunca. Para isso contribuiu, com certeza, o pós-ferias, a doença e posterior falecimento do pai do A. e o excesso de horas de trabalho. Quando, em 2 dias seguidos, fui às compras sem carteira (ficou em casa) e me esqueci dos óculos em dia de serviço nocturno, achei que era altura de intervir. Assim fui à farmácia ( como todos os dias) e comprei estas ampolas

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Só agora esqueço-me de as tomar. Como é que eu resolvo este problema?!

 

09
Out18

Olá, Pai

Charneca em flor

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Hoje faz 30 anos que partiste. Lembro-me com nitidez de todos os pormenores daquele momento em que recebi a notícia que mudou a minha adolescência e a minha vida. Tinhas partido para sempre e contigo levaste parte do meu coração. O vazio e a dor, esses ficaram para sempre. A tua morte foi a bitola pela qual medi todas as dores destes 30 anos. Nenhuma foi mais intensa que a dor de te ter perdido. Podem ter andado muito perto mas nenhum dos meus momentos negros foi mais intenso do que aquele em que percebi que tu nunca mais ias voltar. Durante muito tempo, deitada na minha cama, julguei ouvir-te a subir a escada e a abrir a porta da nossa casa. É sempre cedo para perder o pai ou a mãe mas perder-te com 14 anos... foi duro demais.

No entanto, tu estiveste sempre comigo, pai. Em todos os momentos, alegres ou tristes, senti a tua presença, festejando comigo as minhas conquistas e consolando-me nas minhas derrotas.

Às vezes penso: E se tu não tivesses morrido? Se estivesses só a dormir e acordasses agora passados todos estes anos? Será que terias orgulho em mim? No caminho que percorri? Na mulher em que me tornei? Sabes, Pai, sei que muitas das minhas escolhas não foram as que tu sonhaste para mim mas eu tinha que encontrar o meu lugar no mundo. E encontrei. Gosto muito do que faço e sou feliz na profissão que escolhi. Sei, que muitas vezes, faço a diferença na vida das pessoas e isso é que importa.

Olha, Pai, quero que saibas que nunca te esqueci mas, apesar das muitas saudades, tenho tentado ser feliz como sei que tu gostarias que fosse. Com altos e baixos, posso dizer que tenho conseguido. Quando te perdi, caí no fundo e, durante a maior parte da minha adolescência, fui uma jovem revoltada e pensei: "porque é que isto me aconteceu?". Felizmente encontrei pessoas no meu caminho que me ajudaram a ultrapassar essa revolta. Nessa fraqueza, encontrei as forças que precisava. Por mais que a vida se complique, é muito difícil derrubar-me porque eu aprendi a reerguer-me, aconteça o que acontecer. 

Nesse longínquo dia 9 de Outubro de 1988 pensei que o meu sorriso se tinha apagado para sempre mas um dia voltei a sorrir. Hoje a dor transformou-se e já sou capaz de me sentir feliz pelos bons momentos que tive o privilégio de viver contigo. No entanto, a ausência continua a pesar toneladas.

Espero que aí no céu haja boa cobertura de wifi para tu poderes ler esta minha carta. Aguardo a resposta na volta do correio.

Tenho muitas, muitas, muitas saudades.

Beijinhos

A tua filha que nunca deixou de te amar.

05
Out18

Desafio 52 semanas #40

Charneca em flor

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Adoro o tema desta semana. A memória olfactiva tem, para mim, uma grande importância. Há cheiros que, assim que os sinto, me transportam para momentos felizes. Infelizmente alguns aromas também me transportam para momentos infelizes mas desses não vamos falar agora. Assim aqui ficam os aromas da minha vida.

- Roupa acabada de lavar

- Relva acabada de cortar

- Terra molhada depois de um dia de chuva

- Alfazema - este aroma leva-me de volta ao sul de França, mais precisamente, a Marselha. Lá é impossível fugir deste aroma, sente-se a cada esquina.

- Coentros - lembra-me a minha avó que me mandava apanhar os coentros para a açorda e eu nunca conseguia distinguir entre os coentros e a salsa.

- Chocolate e café, os meus maiores vícios

- Maçãs mas as verdadeiras, as que se apanham das árvores e não as que se "apanham" nos supermercados. Lembra-me o Outono porque é a altura de as apanhar.

- Mercados de rua em que se sentem os aromas de todas as frutas e legumes ao mesmo tempo. Recordo um mercado onde vou muitas vezes, o Mercado da Fruta das Caldas da Rainha mas também os mercados de rua típicos das cidades francesas, principalmente.

- O coelho estufado da minha mãe. Delicioso.

- Limão. Este aroma leva-me para Itália e lembra-me Limoncello, uma bebida maravilhosa mas perigosa.

- O aroma que se liberta das dunas. Já tentámos investigar e parece-nos que o aroma a que me refiro vem de umas flores amarelas que, quando secas, libertam um aroma cativante.

- Maresia. Palavras para quê? É o aroma da indolência, das férias junto ao mar. E também me leva para o restaurante de La Coruña onde comi os melhores mexilhões da minha vida.

- Canela, o aroma do Natal em família,das filhozes da minha avó na infância ou das filhozes e rabanadas do A. nos últimos anos.

 

Muitos "cheiros" ficaram esquecidos mas já se percebe que a minha memória vive muito do olfacto. Hoje cheira-me a feriado, um feriado que estava mesmo a apetecer porque os últimos dias foram excepcionalmente cansativos a nível físico e mental. Bom feriado.

 

30
Set18

Foto da semana #39

Charneca em flor

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Preparava-me eu para relaxar e pôr as leituras em dia quando o A. achou que era a altura mais indicada para cortar a relva. E foi nessa altura que eu captei a imagem mais votada desta semana. Com o falecimento do meu sogro temos passado mais tempo na casa da aldeia. Agora temos que ser nós a fazer a limpeza e a manutenção do espaço. E tratar da horta, da pequena vinha, fazer o vinho, enfim uma infinidade de coisas. A vida do campo cansa o corpo mas repousa o espírito.

Bom domingo.

 

 

09
Set18

Foto da semana #36

Charneca em flor

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A semana que passou foi uma das mais difíceis dos últimos anos. Regressei ao trabalho depois das férias, fiz um serviço nocturno, vi partir uma pessoa próxima e acompanhei o seu caminho até à última morada. Foi duro. Mas, quer queiramos quer não, a vida tem que continuar.

Sendo assim, a foto mais votada do Instagram foi esta do interior da minha marmita. Neste dia levei 2 refeições porque era a marmita do dia de serviço. Também levei 2 gelatinas, o doce ideal para quem quer ter uma alimentação mais equilibrada, e 2 iogurtes, adoçados com açúcar de coco, feitos no Yogurtnest. Tento levar comida sempre que possível. Considero mais saudável, mais equilibrado e mais económico do que comer sempre fora. Nem sempre consigo. Há dias em que tenho pouca energia, ou pouca imaginação, para organizar a marmita.

E, desse lado, comer fora ou marmitar?

 

 

05
Ago18

"Plantão" em noite quente

Charneca em flor

Ontem foi dia de serviço na farmácia desde as 9h da manhã até às 9h da manhã de hoje, domingo. Embora também tivesse atendido umas quantas receitas, estas 24 h de trabalho podem-se resumir:

- Protectores solares

- Repelentes de insectos

- leite para bebé 

- Sexo e derivados - inclui preservativos, pílula do dia seguinte e até lubrificantes durante a madrugada. Deve ter sido uma noite escaldante ali nas redondezas.

 

Para não falar do casal que tocou ininterruptamente durante todo o tempo que levo do espaço de descanso até à porta. Até fiquei com o batimento cardíaco acelerado. Meus senhores, a campainha é irritante o suficiente. Um toque leve, ou dois, é mais que suficiente. Mas, ao menos, amanhã estou de folga.

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