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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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12
Mai17

A minha relação com Fátima

Charneca em flor

Nos últimos dias é impossível fugir do tema "Centenário das Aparições de Fátima". Nunca estive em Fátima em dias de grandes peregrinações nem nunca fui até lá a pé. No entanto, o Santuário de Fátima teve um papel fundamental na minha vida. No início dos anos 90, fui convidada a participar num encontro nacional de jovens em Fátima. A dor pela perda do meu pai estava ainda muito fresca e eu era uma jovem revoltada. Nesses dias, em Fátima e rodeada de jovens da minha idade, descobri a existência de Deus e essa descoberta transformou a minha vida. Muitos dos momentos felizes (e também alguns momentos tristes) que vivi durante cerca de 17 anos derivaram das emoções que senti nesses instantes. A partir daí aderi à fé católica juntando-me ao Grupo de Jovens da minha paróquia e começando a participar na Eucaristia. Foi assim que comecei a aceitar a morte do meu pai e foram essas vivências que me tornaram na pessoa que sou hoje.

Depois desse encontro nacional, voltei várias vezes a Fátima quer no âmbito dos encontros de jovens quer, mais velha, em encontros de grupos bíblicos. Depois do deslumbramento inicial com o Santuário, comecei a sentir-me incomodada com alguns pormenores. O comércio, o exagero das velas que se lançam para o tocheiro, as multidões que se juntam por vezes, tudo isso faz demasiado ruído e interfere no ambiente de recolhimento que se deveria viver naquele lugar. A memória mais grata que tenho é de uma vez em que, com algumas amigas, fui à noite à Capelinha. Penso que foi na Primavera e tenho a certeza que estava frio mas foi quando me senti mais próxima de Deus e de Maria.

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Nunca poderei ter a certeza científica de que Deus existe, de que Maria existe e que apareceu a três crianças na Cova da Iria. Só posso dizer que, para mim, aquele lugar é especial e que já senti a presença de Deus na minha vida. E ainda sinto mesmo depois de me ter afastado da Igreja.

03
Abr17

Hello, April

Charneca em flor

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Não costumo dar as boas-vindas ao mês que começa. Até porque o mês de Abril já começou há 2 dias. No entanto este fim-de-semana estive a pensar e percebi que alguns dos acontecimentos detetminantes para a minha vida aconteceram no mês de Abril.

Para começar, o mês de Abril faz-me sempre sentir mais velha. Assim que se começa a falar no aniversário da Revolução dos Cravos começo logo a sentir que já tenho mais um ano. É o que dá ter nascido no ano em que terminou a ditadura. Foi também num mês de Abril, no longinquo ano de 1993, que participei num retiro religioso de um movimento católico para jovens. Nesses 3 dias encontrei-me com Deus, comigo e com os outros. Esse encontro foi determinante para a pessoa que sou hoje. Ajudou-me a aceitar a partida do meu pai e desabrochei como pessoa. 

Em 2007, foi a 24 de Abril, na véspera do Dia da Liberdade, que assinei o divórcio. A partir desse dia consolidou-se a minha decisão de cortar definitivamente com uma relação doentia. Mais uma vez aprendi a encontrar-me comigo mesma e descobri que era possível ser feliz apesar das adversidades.

No mesmo mês, 1 ano depois, conheci o A. e estamos juntos até hoje. Com o A. descobri o mundo. 

Por tudo isto, e também por tudo aquilo que guardo para mim, Abril tem sido um bom mês para mim. Assim seja também este ano. Welcome, April.

 

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