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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

23
Jan21

Dia de Reflexão

Charneca em flor

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Hoje é dia de reflexão. Já não se compreende a existência deste dia no qual não se pode fazer campanha eleitoral. Em primeiro lugar porque já muitas pessoas votaram antecipadamente no passado domingo e nessa altura a campanha não parou. Em segundo lugar porque qualquer pessoa pode ver as iniciativas dos candidatos vendo as notícias na internet ou utilizando os diapositivos da televisão que permitem ver os blocos noticiosos de ontem. Actualmente, dia de reflexão não tem qualquer lógica.

Neste ano complexo, este dia podia ter sido aproveitado para desdobrar o dia das eleições e evitar os ajuntamentos que se viram no passado domingo.

Entre a classe política e os comentadores de serviço há um medo generalizado de uma acentuada abstenção também ela provocada pelo medo que as pessoas têm da Covid-19.

Aliás, existem vários factores que já não se conseguem alterar que já provocar uma abstenção voluntária. O voto dos emigrantes não foi devidamente acautelado porque nestas eleições não é permitido o voto por correspondência. Os emigrantes que quisessem votar teriam que se deslocar aos consulados que podem ser muito distantes do seu domicílio. Para além disso, temos as pessoas que estão em isolamento por estarem contaminadas com Covid-19 ou por isolamento profiláctico por contacto próximo com casos positivos. As autarquias foram recolher os votos a casa das pessoas mas só se podiam inscrever aqueles cujo isolamento tivesse sido decretado até dia 14 de Janeiro. Tendo em conta a progressão exponencial de casos há milhares de pessoas impedidas de votar. Deveria ter sido prevista esta situação e ter-se continuado a recolher esses votos adiando a divulgação dos resultados, por exemplo. Ou avançar definitivamente com o voto electrónico que permitisse que qualquer pessoa votasse a partir de casa, por exemplo.

Por tudo isto, quem tem a possibilidade de ir votar tem uma responsabilidade acrescida, a meu ver. Se não estás impedido de ir votar, amanhã põe a tua máscara, o teu desinfectante, tua caneta, mantém a distância e vai. Ir votar é tão perigoso como ir ao supermercado mas é igualmente essencial. Não deixes que outros escolham por ti.

04
Jan20

Sobre os desejos para o novo ano

Charneca em flor

Na época festiva que está quase a acabar é habitual que as pessoas, anónimas ou não, expressem desejos para o novo ano. Cheguei à conclusão que isso não faz muito sentido. Vamos lá a ver, muda realmente alguma coisa quando termina um ano e começa outro? O mundo global ou o nosso pequeno mundo pessoal fica assim tão diferente? Pois, não fica não. Por isso parem lá de desejar coisas como amor, saúde para todos ou paz no mundo. Claramente, estes desejos não estão a resultar como se pode concluir por este acontecimento que está a marcar o início de 2020. 

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Qassem Soleimani

Obviamente que o tipo não era um santo mas talvez tivesse sido melhor que os  EUA agissem de uma maneira mais inteligente. Talvez se evitasse a escalada de violência que se adivinha. É o que dar o poder a um personagem como Donald Trump.

 

 

12
Mai17

A minha relação com Fátima

Charneca em flor

Nos últimos dias é impossível fugir do tema "Centenário das Aparições de Fátima". Nunca estive em Fátima em dias de grandes peregrinações nem nunca fui até lá a pé. No entanto, o Santuário de Fátima teve um papel fundamental na minha vida. No início dos anos 90, fui convidada a participar num encontro nacional de jovens em Fátima. A dor pela perda do meu pai estava ainda muito fresca e eu era uma jovem revoltada. Nesses dias, em Fátima e rodeada de jovens da minha idade, descobri a existência de Deus e essa descoberta transformou a minha vida. Muitos dos momentos felizes (e também alguns momentos tristes) que vivi durante cerca de 17 anos derivaram das emoções que senti nesses instantes. A partir daí aderi à fé católica juntando-me ao Grupo de Jovens da minha paróquia e começando a participar na Eucaristia. Foi assim que comecei a aceitar a morte do meu pai e foram essas vivências que me tornaram na pessoa que sou hoje.

Depois desse encontro nacional, voltei várias vezes a Fátima quer no âmbito dos encontros de jovens quer, mais velha, em encontros de grupos bíblicos. Depois do deslumbramento inicial com o Santuário, comecei a sentir-me incomodada com alguns pormenores. O comércio, o exagero das velas que se lançam para o tocheiro, as multidões que se juntam por vezes, tudo isso faz demasiado ruído e interfere no ambiente de recolhimento que se deveria viver naquele lugar. A memória mais grata que tenho é de uma vez em que, com algumas amigas, fui à noite à Capelinha. Penso que foi na Primavera e tenho a certeza que estava frio mas foi quando me senti mais próxima de Deus e de Maria.

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Nunca poderei ter a certeza científica de que Deus existe, de que Maria existe e que apareceu a três crianças na Cova da Iria. Só posso dizer que, para mim, aquele lugar é especial e que já senti a presença de Deus na minha vida. E ainda sinto mesmo depois de me ter afastado da Igreja.

03
Abr17

Hello, April

Charneca em flor

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Não costumo dar as boas-vindas ao mês que começa. Até porque o mês de Abril já começou há 2 dias. No entanto este fim-de-semana estive a pensar e percebi que alguns dos acontecimentos detetminantes para a minha vida aconteceram no mês de Abril.

Para começar, o mês de Abril faz-me sempre sentir mais velha. Assim que se começa a falar no aniversário da Revolução dos Cravos começo logo a sentir que já tenho mais um ano. É o que dá ter nascido no ano em que terminou a ditadura. Foi também num mês de Abril, no longinquo ano de 1993, que participei num retiro religioso de um movimento católico para jovens. Nesses 3 dias encontrei-me com Deus, comigo e com os outros. Esse encontro foi determinante para a pessoa que sou hoje. Ajudou-me a aceitar a partida do meu pai e desabrochei como pessoa. 

Em 2007, foi a 24 de Abril, na véspera do Dia da Liberdade, que assinei o divórcio. A partir desse dia consolidou-se a minha decisão de cortar definitivamente com uma relação doentia. Mais uma vez aprendi a encontrar-me comigo mesma e descobri que era possível ser feliz apesar das adversidades.

No mesmo mês, 1 ano depois, conheci o A. e estamos juntos até hoje. Com o A. descobri o mundo. 

Por tudo isto, e também por tudo aquilo que guardo para mim, Abril tem sido um bom mês para mim. Assim seja também este ano. Welcome, April.

 

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