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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

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14
Jul19

Ai, as belas noites de serviço

Charneca em flor

As noites de serviço ao fim de semana são sempre épicas mas a de ontem foi extraordinária, no mau sentido. Ficam aqui só alguns exemplos:

  1. Invasão de melgas e mosquitos a ponto um utente comprar uma quantidade enorme de repelentes para levar para uma festa de casamento ali na zona.
  2. Pedido de pílula do dia seguinte pelas 4h da manhã. Para quê esperar pelo dia seguinte se se pode tomar logo na hora seguinte?
  3. Pergunto a uma senhora se precisa de seringa para medir correctamente o antibiótico. Resposta imediata: "Nem pensar que aqui é uma roubalheira. Eu costumo trazer do centro de saúde". Eu olhei com os olhos esbugalhados e respondo: "Bom, custam à volta de 20/25 cêntimos. A mim não me parece uma roubalheira mas a senhora é que sabe", enquanto penso: "as seringas que lhe dão no centro de saúde são pagas pelos impostos de todos, incluindo os seus". Diz a personagem: "Desculpe, pensava que custavam mais de 1€.". Não teria sido mais simpático perguntar o preço antes de partir do princípio que era uma "roubalheira"?

O meu trabalho é uma animação.

28
Jul17

Quando estou de serviço dá-me para isto

Charneca em flor

As noites de serviço são sempre uma animação. Desde os jovens que tocaram à porta para: "é só para fazer uma pergunta, dona" à senhora que fica muito admirada porque eu apareço depois de ela tocar à campainha. O que será que ela esperava? Que ninguém aparecesse ou que fosse atendida por um robot? Esta senhora passou todo atendimento, que é feito por um postigo de atendimento, com um ar alucinado de quem não está a acreditar. O que será que as pessoas pensam? Que, estando ima pessoa sozinha, iria abrir a porta a meio da noite sem qualquer segurança, ficando à mercê de todos os tipos de crime? Mas o que encaganitou mesmo foi uma situação que também me faz pensar durante o atendimento normal diurno. Durante o serviço dá-me para a reflexão, o que se há-de fazer? Passo a explicar:

O pai vem aviar uma receita para a criança ou pedir um aconselhamento. A farmacêutica faz uma pergunta simples como: "prefere medicamento genérico ou marca?" Ou "e qual é a marca do leite que o bebé bebe?". Uma grande parte dos homens não sabe responder a esta pergunta ou tomar uma simples decisão sem perguntar à mãe da criança. Agora a minha dúvida existencial é: isto acomtece porque vivemos numa sociedade matriarcal e a mãe é que manda? Ou ainda há muitos pais que se demitem do seu papel e são as mães que cuidam dos filhos na totalidade com pouco ou nenhum apoio da parte dos pais?

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