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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

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05
Mar22

Pensar a solidariedade

Charneca em flor

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Nas redes sociais, nomeadamente no Instagram, têm sido inúmeras as publicações sobre as várias campanhas de solidariedade para com a Ucrânia e para com os refugiados. Muitos influenciadores têm-se desdobrado participando nestas campanhas. A recolha de bens, muitas vezes organizadas pelas comunidades ucranianas que residem em Portugal, têm-se espalhado por todo o país.

Nos primeiros dias, também eu senti vontade de participar doando alguns artigos de primeira necessidade mas acabei por não o fazer. A minha ideia inicial modificou-se depois de ler alguns posts de quem já está ligado a ONG's há muitos anos. Pensem comigo, já imaginaram quanto custa enviar tantas toneladas de bens recolhidos para as fronteiras com a Ucrânia? São quase 4000 km. E será que a chegada destes artigos não irá atrapalhar em vez de ajudar? Não será mais equilibrado fazer um donativo em dinheiro para as instituições que já estão no terreno? O dinheiro permite que se adquira os bens mais próximos dos locais onde são necessários. Para quem tem receio de fazer donativos em dinheiro por tantas histórias de fraudes, a  melhor opção é escolher uma instituição fidedigna e acima de qualquer suspeita como a UNICEF, por exemplo. Foi o que eu fiz.

Um dos pormenores que tenho visto discutido nas redes sociais é o facto de as pessoas se estarem a mobilizar para ajudar a população ucraniana mas não se preocuparem em ajudar as vítimas de todos os outros conflitos que continuam  activos como o Afeganistão, a Síria ou a Palestina. Porque será que isso acontece? Provavelmente porque esta guerra está mais próxima de nós e porque já estamos a ser prejudicados a nível económico. Ou será que estes refugiados são mais "bonitos" do que aqueles que, nis últimos, têm arriscado a vida na travessia do Mediterrâneo e por isso somos mais empáticos? A conclusão que eu tiro é que somos, apenas, humanos. Se as imagens nos entram pela casa dentro, só se tivermos um coração de pedra é que não nos comovemos. Afinal, eu própria só me comecei a preocupar com os atentados quando começaram a acontecer na Europa. Temos que admitir que a Comunicação Social muito contribuí para estas reacções.

O ideal é começarmos a olhar para tudo isto com sentido crítico e percebermos que, em todo o Mundo, e também em Portugal, há pessoas de todas as idades em risco e a precisar de ajuda. Se calhar, teremos que pensar se está nas nossas possibilidades ajudar, seja no estrangeiro seja mesmo cá em Portugal, e escolher uma instituição para contribuirmos pontual ou regularmente. E percebermos que a solidariedade não é sobre nós mas sobre os outros, os que precisam.

 

04
Mai21

Quando da dor se constrói o bem

Associação Sara Carreira

Charneca em flor

Não sou grande fã da música do clã Carreira embora aprecie algumas músicas do David Carreira. No entanto, também fiquei chocada quando a jovem Sara Carreira faleceu num acidente de viação assim como ficaria com o falecimento de qualquer outra pessoa que perdesse a vida tão nova, com tanta vida pela frente. 

Como qualquer família que não seja conhecida, os que ficam têm que lidar com uma dor irreparável. Cada pessoa encontrará a sua forma de seguir em frente. 

A família Carreira decidiu perpetuar a memória da sua jovem Sara melhorando a vida de outras crianças e jovens através de uma associação com o seu nome, Associação Sara Carreira. Esta associação tem como objectivo atribuir bolsas de estudo a crianças e jovens desfavorecidos para que possam realizar os seus sonhos. A associação conta com algumas empresas como mecenas e com o apoio de inúmeras figuras portuguesas conhecidas como Catarina Furtado, Manuel Luís Goucha, Cristiano Ronaldo, Lourenço Ortigão entre muitos outros. Cada criança ou jovem terá o acompanhamento de um padrinho ou madrinha que irá seguir o percurso da criança ou jovem.

Este ano pretendem atribuir 21 bolsas de estudo mas a ideia é alargar esse número. 

O vídeo de apresentação, lançado no Dia da Mãe, comoveu-me muito principalmente quando aparece a mãe, Fernanda. Vê-se que está a fazer um grande esforço para falar. Não deve ser nada fácil mas é de louvar que dessa dor imensa se possa construir algo bonito. E se mudarem a vida de uma só pessoa já terá valido a pena.

Podemos achar que é fácil fazer isto porque são pessoas conhecidas com muitas possibilidades financeiras. É verdade mas podiam não o ter feito. Podiam ter-se isolado no seu sofrimento mas decidiram homenagear a vida da Sara desta maneira. Espero que tenham muito sucesso.

04
Ago19

Foto da semana 31/52

Charneca em flor

A foto com mais ❤ do Instagram faz parte do desafio #quenuncanosfaltemsorrisos por isso já foi publicada. Sendo assim, a escolha recai sobre esta

IMG_20190731_221856.jpg

Aqui podemos ver a minha pulseira "Be Gentle". Esta pulseira representa a campanha de solidariedade resultante de uma parceira entre a marca Papillon For Men, as Farmácias Portuguesas e a APAV. A pulseira custa 1 €, o valor reverte na totalidade para a APAV e, nas farmácias onde existe a marca Papillon for Men, ainda se recebe um voucher de 20% de desconto nos produtos da marca.

 

 

24
Mar19

Ajudar ou não ajudar?

Charneca em flor

Quando aconteceu a tragédia em Pedrógão Grande, em 2017, não consegui deixar de ajudar. Os rostos daquelas pessoas que perderam tudo não me saiam da cabeça. Dessa vez ajudei monetariamente. Ao longo dos meses que se seguiram, foi-se sabendo que a ajuda estava a demorar a chegar às pessoas que precisavam. E, devo confessar, isso revoltou-me. Depois dos incêndios de Outubro, já não quis enviar dinheiro e então colaborei com artigos de higiene. Achei que a probabilidade de chegarem aos destinatários era maior. Na verdade, não tenho a certeza de que tenham chegado mas espero que sim.

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Nos últimos dias, as imagens, os sons e as notícias da grave situação que se vive em Moçambique invadiram os vários meios de comunicação. Resisti em colaborar. Depois de tudo o que se têm sabido sobre o destino dos donativos de Pedrógão Grande, fiquei com pouca vontade de ajudar. Mas a dor e a fome daquelas pessoas insistiu em incomodar-me. E eu voltei a colaborar com um donativo através de uma entidade que acho confiável. Provavelmente o meu donativo é uma gota no oceano de necessidades daquelas pessoas mas se todos ajudarmos talvez se consiga aliviar algum daquele sofrimento. 

O Sapo reuniu aqui uma lista de possibilidades para quem quiser colaborar. Qualquer tipo de ajuda, por mais pequena que seja, fará a diferença. É só escolher a melhor maneira.

09
Mar19

Ajudar ou não?!

Charneca em flor

estrada.jpg

 

Ontem uma das minhas colegas contou-nos uma história insólita que lhe acontecera na noite anterior. Regressava a casa de carro com o marido numa estrada pouco movimentada através do campo. Reparam numa mulher que caminha pela berma, lanterna acesa e ar assustado. A minha colega convence o marido a voltar para trás para perceberem se a mulher precisava de ajuda. Acabaram por lhe dar boleia até ao local onde a pessoa tinha o carro, a muitos quilómetros de distância. Ao que parece, a mulher tinha ido a uma quinta naquela zona com o namorado e como se zangaram saiu porta fora e pensava ir caminhando até chegar ao carro que estava muito longe. 

O que fariam numa situação destas? Paravam para ajudar como a minha colega ou seguiam em frente? Quando fiz formação com o INEM, a médica formadora alertou-nos que, primeiro que tudo, está a nossa segurança. Numa situação similar podia-se, por exemplo, parar mais em frente, em local seguro, para alertar o INEM para a existência de uma pessoa, potencialmente em perigo, naquela estrada para que as autoridades prestassem auxílio. 

Desse lado, o que fariam?

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