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O Voo da Garça

Sonhos, desejos, opiniões, instantes da vida diária...

O Voo da Garça

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19
Set18

Tallin, cidade antiga

Charneca em flor

Por estes dias faz 1 mês que eu andava em viagem. Por isso chegou a altura de vos contar as minhas impressões da 2a cidade que visitei, Tallin.

Se bem se lembram, comecei a viagem por Helsínquia onde embarquei num navio com destino a maravilhosa cidade de São Petersburgo. Pelas regras da Visa Free Rule, era obrigatório sair da Rússia por via marítima. E foi o que fizemos, embarcando de novo no Princess Anastasia em direcção à capital da Estónia, Tallin. As expectativas que eu tinha sobre esta cidade eram altas. Mais uma vez confirmei que é melhor ir de coração aberto sem grandes expectativas. Sempre que eu fui a uma cidade ou a um lugar com esse espírito, apreciei muito mais. Por aquilo que me diziam, esperava adorar a cidade de Tallin. Lamentavelmente não aconteceu. Não me interpretem mal. A cidade é bonita, pelo menos a parte antiga que foi a que conheci melhor, mas não me encheu as medidas. Conheço cidades mediavais muito mais encantadoras a começar pela nossa cidade de Óbidos. 

 

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A chegada a Tallin é mais bonita do que a chegada a São Petersburgo. O porto é relativamente perto da zona histórica. O hotel também ficava muito perto da zona histórica mas era o único ponto a favor. As condições do hotel não eram as melhores e era mesmo ao lado da estação dos comboios o que não é muito agradável. 

Como o ferry fez a viagem de noite, chegámos cedo. Atravessar a fronteira também foi mais fácil. Afinal regressávamos a "casa", à União Europeia. Depois de deixar as malas no hotel e tomar o pequeno-almoço, fomos logo conhecer o centro histórico. Antes de entrarmos nas muralhas, encontrámos um conjunto de pequenos jardins, era o Festival das Flores. Dentro das muralhas havia muitos turistas como seria de esperar. Há várias igrejas quer ortodoxas quer luteranas. A maioria dos edifícios estão bem conservados.

Um dos sítios mais curiosos que vimos foi o Jardim do Rei Dinamarquês, local onde as tropas dinamarquesas estiveram acampadas enquanto batalhavam os estonianos. Nesse jardim existem estes monges muito interessantes 

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Em Tallin existe uma farmácia muito especial e eu não podia deixar de lá ir. A Raeapteek fica numa das praças do centro histórico (Praça do Município), existe desde 1422 e nunca deixou de funcionar até hoje. Ao lado da farmácia existe um pequeno museu que vale a pena visitar.

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Um das melhores experiências que vivi em Tallin foi o almoço num restaurante medieval, o Olde Hansa. O espaço era muito giro, o ambiente era óptimo, o funcionário que nos atendeu era muito simpático e divertido. A comida era muito boa, eu comi um prato com vários tipos de carne grelhada e o A. comeu um prato de borrego. O A. também bebeu uma cerveja artesanal com mel e ervas. Muito saborosa.

Ao lado do restaurante, existe uma loja com artigos também muito interessantes como sabonetes artesanais, cervejas artesanais ou peças de barro iguais às que são utilizadas no restaurante.

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A tarde foi aproveitada para descansar embora tenhamos dado mais um passeio ao fim do dia. 

Na manhã seguinte, fomos até ao Museu Marítimo onde vimos alguns barcos incluindo um quebra-gelo e andámos pelo mercado ao lado do hotel. Pela hora do almoço dirigimo-nos para o Terminal D do Porto de Tallin para apanhar o último ferry, aquele que nos levou de volta a Helsínquia.

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Resumindo, gostei de Tallin, não me arrependo-me de ter lá ido mas não foi "UAU".

 

 

 

 

04
Set18

São Petersburgo, a Veneza do Norte

Charneca em flor

Nada melhor para "aguentar" os primeiros dias de regresso ao trabalho do que recordar as férias, não concordam?!

Vou, então, partilhar as minhas impressões sobre a primeira cidade que visitei na viagem que fiz este Verão, São Petersburgo.  

Este destino há muito que fazia parte dos meus desejos e não defraudou as minhas expectativas. Antes pelo contrário. Achei a cidade lindíssima, muito limpa ao contrário das cidades de leste que conheci no ano passado. Também achei uma cidade muito turística com tudo o que isso tem de bom e de menos bom. 

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Tal como eu esperava, os edifícios eram muito bonitos. Há palácios transformados em museus como o Museu Hermitage ou o Museu Russo. Há igrejas maravilhosas com decorações verdadeiramente impressionantes. Obviamente que também há edifícios degradados ou em obras mas há muitos edifícios antigos com óptimo aspecto. 

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O que eu não sabia é que em São Petersburgo há inúmeros rios e canais e, consequentemente, inúmeras pontes. Até é chamada de "Veneza do Norte". O maior rio é o Neva e a cidade cresceu à volta deste rio. 

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Entre os muitos museus e monumentos que há para ver, há 1 que é incontornável, o Museu Hermitage. Mesmo que este museu não tivesse uma das maiores colecções de arte do mundo, só o edifício já valeria a pena visitar. Os bilhetes foram comprados online. Embora sejam mais caros, evitam uma grande fila de espera e dão direito a uma entrada exclusiva. Não sei se era por ser domingo ou se o Hermitage é assim todos os dias. Estava completamente a abarrotar o que tornava o ambiente muito abafado. Quase que não se conseguia ver as obras, principalmente, as mais conhecidas. Mesmo assim, foi uma experiência magnífica. 

Quando saímos, estava a chover o que comprometeu o resto da tarde.

No último dia, ainda houve tempo para ver o Museu Russo que também está instalado num antigo palácio, o Palácio Mikhailovsky e o interior da Catedral do Sangue Derramado e da Catedral de St Isaac. O Museu Russo possuí obras que percorrem toda a História da Rússia.

Em São Petersburgo também existem muitos parques e jardins. No dia em que chegámos, um sábado, o tempo estava óptimo, quente até. Todos os jardins tinham muitas pessoas sentadas na relva, inclusivé, raparigas em bikini a apanhar sol.

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Gostei muito do ambiente da cidade. Foram quase 3 dias muito intensos.

28
Ago18

A melhor maneira de ir à Rússia

Charneca em flor

Como já devem ter percebido, especialmente se me seguirem no Instagram, na passada semana andei em viagem. Foi um roteiro pelas capitais bálticas que incluiu São Petersburgo, Tallin, Helsínquia e um pulinho a mais uma cidade finlandesa, Tampere.

A ideia desta viagem surgiu depois do A. ter visto um artigo que descrevia uma viagem pelas 3 capitais bálticas. Uma dessas capitais é São Petersburgo na Rússia, cidade que eu desejava muito visitar.

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Catedral do Sangue Derramado, uma das Igrejas mais bonitas que já vi na vida.

 

Quando pretendo viajar para fora da União Europeia consulto sempre este site do Ministério dos Negócios. Aqui percebi que era preciso ter visto para entrar na Rússia. Fui consultar o site da Embaixada da Rússia e achei que o pedido de visto dava demasiado trabalho para o tempo que eu iria lá estar (2 ou 3 dias). Foi aí que quase desisti. Mas ainda bem que não o fiz e continuei a pesquisar. E descobri a

 Visa Free Rule

Esta regra aplica-se apenas a quem chega ao território russo por via marítima e saí do mesmo modo. A regra foi criada a pensar nos turistas que chegam através dos cruzeiros mas também se pode aplicar a quem chega de ferry. Permite ficar até 72 horas em território russo sem visto.

Então foi assim que eu fiz:

- Viagem de avião até Helsínquia 

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Princess Anastasia (na versão lego )

- Ferry até São Petersburgo através da companhia St Peter Line a bordo do Princess Anastasia. A viagem pode ser marcada através do site mas eu tive que os contactar por email porque o meu passaporte demorou a ficar pronto. Foram impecáveis e marcaram rapidamente. Mais tarde comuniquei os dados dos passaportes.

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Charneca em Flor a chegar a São Petersburgo

 

- 2 noites de hotel em São Petersburgo. O hotel tem que ser marcado a partir do site da St Peter Line apesar de sermos encaminhados para o Booking. Os hotéis têm que ser escolhidos da lista disponibilizada pelo site. Só esses é que têm acordo com a companhia e aderiram à Visa Free Rule. Quando se chega ao hotel, este tem que registar a entrada dos hóspedes estrangeiros no Serviço de Imigração. Esse serviço tem um custo de 150 rublos por pessoa (não chega a 2 €)

- O hotel escolhido envia uma confirmação em russo que será necessária para poder embarcar.

- É exigido entrar na Rússia através de uma excursão organizada. Podem optar por isso mas se quiserem gastar menos e ficarem mais independentes podem marcar o City Bus Tour que funciona como um autocarro que nos leva ao centro da cidade. Também pode servir como transfer para alguns hotéis da lista. Nós perdemos o transfer para o hotel porque demorámos muito tempo na fronteira mas fomos até ao centro da cidade.

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Catedral de St Isaac

 

- Sair da Rússia por ferry. Pode-se regressar a Helsínquia ou então optar por ir até Tallin como nós fizemos. Felizmente, no último dia, conseguimos ir de transfer do hotel para o terminal.

 

Dica 1: Os ferrys têm alguns restaurantes a bordo. A opção mais concorrida é o buffet do Princess Garden. Serve jantar e pequeno-almoço em regime buffet com bebidas incluídas. Se gostarem muito de comer, vale a pena. A comida é de boa qualidade. Para pouparem algum dinheiro, comprem o pacote das refeições quando estiverem a marcar a viagem. Ainda se poupa algum dinheiro. Dá para comprar mais matrioscas .

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Jantar

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Pequeno-almoço

 

Dica 2: Não marquem hotel directamente no Booking nem no Airbnb. Essas confirmações não são aceites para a Visa Free Rule e a companhia do ferry não vos vai deixar embarcar.

Dica 3: Divirtam-se .

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Entardecer no Mar Báltico

 

 

24
Ago18

Perdoam-me?

Charneca em flor

Hoje é dia de cumprir o desafio 52 semanas mas como ainda estou em viagem, e o tema exige alguma (muita) reflexão, fica adiado. Veremos se o consigo fazer no fim-de-semana. Esta noite tenho uma viagem de mais de 4 horas para reflectir. 

Boa sexta-feira.

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Parece uma fotografia mas é um quadro a óleo

Eric Bulatov, Melting Clouds 1982-1987

Museu Estatal Russo, São Petersburgo, Rússia

 

 

15
Jul18

Foto da semana #28

Charneca em flor

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A foto mais apreciada no Instagram do blogue foi mais uma imagem do fim-de-semana passado. A comemoração dos meus 44 anos foi o mote para "ir para fora cá dentro". Tive a sorte de encontrar um pequeno hotel encantador junto ao Douro. Acedia-se a esta varanda a partir da sala do pequeno-almoço e permitia abarcar esta belíssima paisagem oferecida pelo Rio Douro.

20
Mai18

Foto da semana #20

Charneca em flor

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A imagem dos nossos passaportes foi a mais votada da semana. Os pobres coitados andavam meio perdidos e encontrei-os ontem. Foram feitos em 2009 para a viagem aos States. 2009 foi o primeiro ano da Administração Obama. Depois serviram para a viagem à Croácia passando por Montenegro e Eslovénia e para ir a Marrocos. Têm muitas folhas vazias mas já estão fora da validade. Esta semana temos que ir pedir novos e, possivelmente, ficaremos sem eles. Ficam as recordações de bons momentos mas novos passaportes significa que nos preparamos para novas aventuras.

18
Abr18

Pelos caminhos de Monet

Charneca em flor

De entre os temas sobre os quais gosto de escrever, as viagens aparecem nos lugares cimeiros. Aqui já partilhei o primeiro dia da minha mais recente aventura. Quando comecei a organizar o percurso da viagem a Paris, Normandia e Bretanha deparei-me com um lugar onde não podia deixar de ir. A partir daí, a Fundação Claude Monet passou a ser a primeira etapa depois de Paris.

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Sou absolutamente apaixonada pela obra de Claude Monet por isso foi muito especial para mim visitar o seu espaço .

A Fundação situa-se em Giverny e está alojada na casa onde o mestre do impressionismo viveu durante 43 anos. É possível visitar a Casa mas também o seu Jardim das Flores (Monet era um apaixonado por jardinagem) bem como o Jardim de Água onde é possível ver a ponte japonesa e o lago dos nenúfares. Esta visita não só correspondeu às minhas expectativas como as superou. No Jardim é possível ver uma grande variedade de flores e perceber algumas das fontes de inspiração de Claude Monet para algumas das suas obras mais conhecidas. Só possível fazer esta visita de 23 de Março a 1 de Novembro o que faz sentido. Nesses meses é possível ver o Jardim a florescer. Infelizmente não o vimos em todo o seu esplendor já que tinha reaberto há poucos dias.

 

 

Depois desta visita, ainda houve oportunidade de passarmos por mais 2 cidades que inspiraram Monet, Rouen e Etretat. Em Rouen, Monet retratou a Catedral em alturas diferentes do dia e em estações do ano diferentes. A série dedicada a esta Catedral é  constituída por 31 pinturas como esta, por exemplo

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 E agora, a Catedral no início de Abril

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Etretat é uma pequena cidade turística na costa da Normandia, famosa pelas suas curiosas falésias. Chegámos lá ao fim da tarde e achei encantadora. Também inspirou vários artistas, entre os quais Claude Monet que costumava lá passar algumas temporadas tendo retratado as suas belas falésias

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A viagem segue dentro de momentos .

 

 

 

10
Abr18

Dei um pulinho a Paris

Charneca em flor

Na passada semana tive a oportunidade de fazer mais uma viagem. Acho que já posso dizer que viajar se tornou um vício bom. É verdade que se gasta dinheiro como nos outros vícios mas fico imensamente mais rica. O país de destino foi a França. Adoro a França. Não sei qual é o país que ocupa o maior espaço no meu coração, se a França ou a Itália. Ir a França dá-me oportunidade de treinar o meu francês que é uma língua que aprecio. Mas adiante. Estive algumas horas em Paris mas esse não era o principal destino. Estive em alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. Infelizmente, não havia tempo de ir ao Museu do Louvre ou ao Museu d'Orsay mas outras oportunidades haverão. O A. já lá tinha estado e serviu de guia turístico.

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A meteorologia não foi muito favorável. O dia cinzento tirou algum brilho à cidade. Gostei de passear em Paris. Vou destacar como o  melhor momento, subir até ao Sacré Coeur. Difícil mas compensadora. A vista que se vê lá de cima é tremenda. Também gostei muito de Montmartre

 

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